O problema não é você, sou eu.

Não, eu não levei um fora. Pelo menos em sentido amoroso ainda não, mas em todos os outros aspectos a vida está de parabéns porque o que eu mais levo é fora sabe? Mas não estou aqui para desabafar - mentira, talvez eu esteja, saberemos no fim disso tudo - estou aqui para abordar um tema que pelo menos na minha vida tem sido mais rotineiro do que eu gostaria, peço para que me contem se nas suas também porque depois marco um abraço coletivo pra gente se consolar.

Foram inúmeras ás vezes que escrevi sobre pessoas e suas diversas maneiras de se relacionar, desde as consideradas humanas até as consideradas "comportamento de animal selvagem" de acordo com a minha classificação. Aproveitando o momento "comportamento de animal selvagem" chamo aqui minha querida avó para colaborar com o post com os seguintes dizeres:

"Macaco senta no próprio rabo para falar do rabo dos outros."

Guardem o ditado, vai ser útil durante os próximos minutos.
Em tempos de redes sociais, é comum o uso de indiretas, algumas para atingir pessoas que merecem ódio, outras para atingir qualquer um porque você só precisava desabafar e os amigos pareciam estar todos muito ocupados para dar atenção a desabafos que na verdade não são problemas, e sim asneiras criadas pela sua própria mente. E o maior problema dessas indiretas é que a maioria delas são inseguras e idênticas.
Conte quantas vezes você abriu o feed de uma rede social e leu:
  1. "É falso falando de falsidade."
  2. "Passa tanto blush que parece mais uma chinelada."
  3. "Cuida da sua vida queridinha, depois que apanha vem chorar."
  4. "RECAAAAAAAAALQUE, INVEEEEEEEEEEEJA, OLHO GOOOOOOOOORDO."
  5. "Apontar para os outros é fácil, quero ver apontar para si mesmo."
São sempre as mesmas reclamações, os mesmos "problemas", com direito a aspas porque problema de verdade diz respeito somente a sua vida, e não se fulana está gorda demais ou se ela está tendo um caso com o chefe dela. E é tudo sempre rodeado pela mesma hipocrisia, principalmente no quinto exemplo, realmente apontar o erro alheio é mais fácil que apontar o próprio erro, mas postar isso em uma rede social para atingir outro não é justamente apontar o erro alheio e ignorar o seu?

Nas mesmas redes sociais, todos juram espalhar somente coisas boas, "Se você me deseja o mal, eu te desejo o bem, porque cada um oferece o que tem.". Mas será que na prática as coisas realmente são assim?

Junto com a tecnologia e essa facilidade extrema de comunicação, pode ter surgido uma nova espécie, parente próximo dos Homo Sapiens, classificada como Homo Ignorante.

Ainda não foi esclarecida pelos cientistas, mas tudo indica que sua descoberta está cada vez mais próxima de ser falada na mídia aberta, suas características são muito parecidas com as nossas, portanto só é possível perceber a diferença deles quando já alcançaram determinada fase de suas vidas, costumam andar em bandos e dar importância extrema para roupas caras (fazem proveito das mesmas tirando fotos e postando em diversas redes sociais), trocam de celular a cada vez que um novo lançamento é anunciado e acreditam que isso faz parte da ostentação, não aceitam conselhos ou qualquer conversa com o objetivo de melhorar algo na vida dos mesmos pois acreditam que tal assunto trata-se de inveja (carinhosamente apelidada de recalque pelos mesmos) e costumam reagir a isso com as tais indiretas em redes sociais por acreditarem em sua superioridade.

As recomendações básicas para convivência com os mesmos ainda não foram expostas, mas acredita-se que o melhor a se fazer é evitar qualquer discussão ou conversa na intenção de esclarecer problemas, pois guardam suas vítimas em posts no Facebook e costumam não mencionar nomes.

Apesar de antiga e de um pouco esquecida, achei que seria uma música digna para o momento.

O problema não é você, jamais seria, mas só para ter certeza que eu sou melhor, vou te mandar uma indireta.

Top 5: Blog Day fora do day.


Comentei há uns dias atrás que iria fazer o meu "Blog Day Fora do Day", pra não ser algo muito longo, decidi colocar ele dentro de uma tag do próprio blog, o Top 5.

A ordem em que vou colocar os cinco blogs vai ser alfabética, pra não assimilarem a ordem numérica com o quão eu gosto ou não do blog.

O nome já diz muita coisa sobre o blog, fui conquistada pelos posts da Érika depois de ver o quão diferenciado são, levando realmente conteúdo nerd como tema principal, com um toque totalmente pessoal da autora. Sem falar do design, inspirado em Star Wars e dos posts de opinião, que na maioria das vezes batem com o que eu penso.

O principal motivo de eu amar o Draminha - que na verdade é um Tumblr, but who cares - é o fato de os posts serem extremamente pessoais, como a própria autora diz a intenção é que seja um "diarinho".

Minha relação com o Rosto de Neve já é antiguinha, me encatei com as ilustrações da Su (no meu mundo nós somos intimas) e decidi conhecer o blog. Tentem não se apaixonar pelas participações da mini-suu nos posts.

Acho que já deu pra perceber que eu prefiro blogs que focam na parte pessoal e textos longos, e com o Palavra Alienadas não seria diferente. Gente que escreve bem, gente que faz textos bons. ♥

É de longe um dos blogs que eu mais visito, a Mari (autora do mesmo) escreve contos mais do que bons, e um dos principais motivos de eu ter gostado do cantinho, é que somos bem parecidas em alguns pensamentos. Pequena observação: se você gosta de serial killers, vai estar no lugar certo.

E vocês, tem blogs para me recomendar? Contem nos comentários!

Nascer, decidir e morrer.

"Nada é mais difícil, e por isso mais precioso, do que ser capaz de decidir."
- Napoleão Bonaparte.

Dizem que o propósito da vida é nascer, envelhecer e morrer mas eu creio que isso é só mais um jeito de mostrar como somos preguiçosos e queremos encurtar tudo, até porque ninguém te avisa que entre o nascer e o envelhecer muita coisa vai acontecer. E talvez eu esteja na pior fase que existe entre esse nascer e envelhecer, mas da mesma forma que talvez eu esteja na minha pior fase, você que lê isso pode também estar na sua e ser mais novo ou mais velho que eu, o que mostra que cada um tem suas fases em diferentes tempos.

A questão se resume em uma palavra: decisão. Depois do seu nascimento, foi você quem decidiu qual seria a sua primeira palavra, tudo bem que seus parentes ficaram meses em cima de você falando de uma maneira abobalhada e tentando te incentivar a dizer "mamãe" ou "papai" pela primeira vez, mas foi você quem decidiu qual gostaria de dizer primeiro, qual seria mais fácil para você. Depois disso você decidiu quando seus joelhos já doíam demais para engatinhar e resolveu dar seu primeiro passo, ou para os mais evoluídos descartou a possibilidade de se arrastar pelo chão da casa e foi direto querendo andar porque a vida está ai para ser encarada. E a coisa só piorou desde então, decidiu os desenhos que você queria assistir, os brinquedos que você choraria para ter, as crianças com quem você brincaria no recreio, decidiu o nome do seu bichinho de pelúcia, decidiu convencer sua mãe de que seu amigo imaginário precisa ser respeitado e ele ganhou um prato na mesa de jantar, decidiu chamar alguém de amigo ou melhor amigo e sem perceber a infância acabou. Você nasceu e passou pelo seu "primeiro envelhecimento".

Depois disso você decidiu se queria fazer parte de algum grupo do ensino médio, ou decidiu ser você mesmo e adotou a teoria do "quem quiser que me aceite assim", decidiu começar a passar maquiagem, ou começou a dar mais importância para os tênis de marca porque todos os garotos usam e você também quer que as meninas te notem, decidiu "ficar" com tal pessoa, namorar aquela outra, decidiu sua opção sexual, se queria ou não trabalhar desde cedo, decidiu estudar para a semana de provas e se não decidiu se arrependeu ao ver as notas, chegou no fim do ensino médio e decidiu o que você seria daquele dia em diante. Ou simplesmente não decidiu.

Se você leu até aqui, é porque por algum motivo decidiu que leria, e quem sou eu, quem é qualquer pessoa para dizer que suas decisões estão erradas? "Se conselho fosse bom, não seria de graça", isso só deixa claro o quanto as decisões dependem de uma única pessoa: você mesmo. Não é porque a amiga da amiga, a sua prima, seu vizinho ou algum apresentador de TV falou que determinado caminho é melhor do que o que você quer seguir que você deve seguir o outro. "Se eu fosse você faria tal coisa." não é porque deu errado na vida de outra pessoa que na sua também vai dar, o caminho errado dela pode ser o seu certo.
E é por isso que decidir é algo tão difícil. Acredite no que eu te digo, o problema não está em você, está neles, que adoram encher sua cabeça com milhares de conselhos que no fim só servem pra te confundir cada vez mais.

O pior de tudo em uma decisão, é notar que você sabe onde está a resposta final, mas sentir que ela não é o suficiente e passar dias atrás de algo que você sabe estar lá.