Self image 2016.



Eu sinto muito, de tudo e sempre. Sinto muito quando digo algo sem pensar pra alguém, talvez sofra mais do que quem ouviu; sinto muito quando tenho que terminar algo, porque ainda não aprendi a dizer não, e quando a única alternativa que resta é dizê-lo sinto como se estivesse tirando uma vida; sinto muita raiva, dos outros e de mim, mas nunca demonstro e sempre digo que nunca mais vou fazer algo por quem me chateou (no fim eu sempre faço).

Vivo com a sensação de estar fazendo tudo errado no presente, mas no futuro sempre me parabenizo quando relembro as coisas que já fiz com tão pouca idade, é quase o meu prêmio Nobel pessoal. 
Ainda sinto a mesma vontade de passar despercebida por tudo e todos, com a pequena diferença de que agora junto a isso eu possuo uma necessidade estranha de precisar saber que alguém notou. 

Sou a versão mais velha que já não tem mais as vontades da adolescência, sou os dois empregos que já tive, sou o ensino médio completo e os amigos perdidos com ele, sou todas as noites em claro e todas as visitas a prontos-socorros pela falta de controle da ansiedade. Sou mais positiva e reclamo menos, mas ao mesmo tempo em que melhorei nisso sinto que piorei na mania de procrastinar tudo.

Continuo sendo a insegurança em pessoa e me sentindo menos até quando sou mais; eu preciso aprender a ser mais, a me gostar mais.

A ideia do Self Image é do Eric que os publica anualmente. Aqui no blog já o fiz em 2014 e 2015. E vocês, também fizeram?

3 comentários:

  1. Que ideia legal!!
    E olha, com essa geração de não se apega, é sempre bom sentir.
    Abraços Mika
    Pensamentos Viajantes

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  2. AMEI seu self image, me relacionei demais com ele, especialmente com o "sou todas as noites em claro e todas as visitas a prontos-socorros pela falta de controle da ansiedade" porque SIM.
    Boa sorte sendo mais. <3

    Beijo!

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  3. Nunca publiquei um "self image", mas acho que faço constantemente. Não anualmente, mas quase todo dia, o tempo todo, eu me pego nessas reflexões: quem eu sou agora? E o que eu acho isso? O que não mudou e o que eu quero que mude? E assim vai. Eu acho um exercício válido, importante, de olhar pra si mesmo e se conhecer de verdade e começar a agir a partir disso <3 Sobre você, acho que tá no caminho certo, conhecendo seus limites e a sua história, aquilo que faz parte de você e te compõe enquanto pessoa-Tati, e gosto de pensar que daí pra frente é se conhecer mais e agir mais sobre o que te incomoda, agir sobre aquilo que depende de você. Enfim!
    Beijos Tati :*

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