The last one. | BEDA #31




Junho de 2016, exatamente 3 anos após eu ter feito meu primeiro post (que hoje já não existe mais) em um endereço do Blogger nomeado como Novembro Inconstante, aceitei algo que já sentia desde o inicio do ano: o espaço criado para ser meu "HD externo" já não me pertencia mais. Meu lado racional, não satisfeito em controlar minha vida real decidiu que seria ótimo transformar o que criei para ser quem sou independente do que isso significasse em um blog de quaisquer outras aleatoriedades que não expusessem meus pensamentos de sempre. Foi quando apareci contando sobre a newsletter e decidi que além do só acontece comigo nada pessoal seria postado aqui outra vez. 

Era mentira.

Desde o inicio do ano eu já vinha pensando na possibilidade de participar do BEDA, queria tê-lo feito em Abril, já que esse segundo semestre é um pouco mais cruel comigo, mas como não queria ser a única dos blogs que acompanho postando todos os dias decidi esperar até Agosto, decisão que me fez querer jogar tudo pro alto quatro vezes e mesmo assim aqui estou eu, escrevendo o último de trinta e um posts.

Trinta e um posts. Não escrevo com numerais, não quero fazer parecer que foi simples chegar até aqui, foram trinta e um posts, com direito a negrito; trinta e um posts, com direito a itálico, trinta e um posts, com direito a sublinhado.

TRINTA E UM POSTS.

Assim, do tamanho que esse Agosto teve, do tamanho das vezes que eu não sabia mais o que postar e falei no Twitter que ia parar, do tamanho do medo que tive antes de postar qualquer texto que dissesse muita coisa, do tamanho do medo de continuar me expondo, do tamanho dessa minha vontade estranha de passar despercebida e ainda assim ser notada.

Teve um cronograma que deu errado (um erro que acabou sendo para melhor), nove posts de só acontece comigo, pequenas e grandes lembranças, três top 5, teve textão e textos pequenos que foram imensos, teve o meu dia-a-dia em conto e ninguém percebeu (agora vocês sabem, hehe) e é claro que não poderia faltar a velha pauta: introversão. Foram 31 posts de sentimentos, o que não acontecia há muito tempo por aqui.

Ainda tive a oportunidade de conhecer novos blogs e de me aproximar mesmo que quase nada de pessoas incríveis, de pensar com um pouco menos de pressa no que é que tá acontecendo com a minha vida e se é esse mesmo o caminho que eu quero seguir, de prestar atenção em pequenas coisas da minha rotina e perceber que existir é um negócio dolorido, mas bonito demais pra eu não ser a mesma garota de 10 anos que escreveu um texto pela primeira vez e percebeu que podia eternizar tudo o que quisesse com palavras. 

Daqui pra frente é  ladeira abaixo: Setembro e Outubro passam rapidinho, Novembro é um mês horrível em que todos os fins de semana eu vou estar respondendo 90 questões e chorando com a possibilidade de não entrar na faculdade outra vez, e quando a gente notar já vai ser Dezembro e eu vou estar aqui escrevendo sobre meu ano como sempre faço. Não sei quando volto, mas sei que volto, peço paciência pra lidar comigo porque eu sou essa pessoa estranha que tá sempre mudando de ideia, mas aqui vai ser sempre meu lugar. Pode ser que eu suma em Setembro, só pra não sobrecarregar, mas a probabilidade de eu aparecer lá no Trupica, mas não cai contando coisas que não podem ser ditas aqui é grande. Segurem minhas mãos, ainda tem muita palavra por vir.

Dia 3108 (se você se esforçar consegue ler um 'BLOG' ali) é comemorado o Blog Day, essa data feita pra gente não esquecer uns dos outros e pensar em como é maravilhoso morar nesse mundinho virtual até em tempos que a internet toda anda agressiva. Já escrevi muito então vou ser breve e contar com a cooperação de vocês pra dar uma passada em cada um dos blogs que vou deixar aqui, porque vale a pena, garanto!

Eu fico por aqui, obrigada pelos comentários, pelas leituras sem comentários que ainda assim foram leituras (e isso é ótimo!), pelo apoio no grupo Se Organizar, Todo Mundo Bloga e pela paciência de em pleno dia 31 ainda estar aguentando meu "discurso emotivo". Fiquem bem, e dessa vez não vai ter até amanhã. 


Gilmorização. | BEDA #30



Comecei a assistir Gilmore Girls em Agosto do ano passado, e atualmente, um ano após o início dessa empreitada, se tornou a minha segunda série favorita, continuo empacada nos últimos episódios por achar que talvez seja melhor descobrir o que acontece quando for assistir o Revival (o que no meu caso vai acontecer só depois do natal, a vida, ela é agitada). Pra uma série se tornar uma das minhas favoritas são necessárias duas coisas:
  1. Me fazer sentir aquele aperto saudável no coração.
  2. Me fazer pensar (o que não é muito difícil, mas quando digo pensar me refiro a conseguir analisar a série em conjunto com a minha vida).
Foi assim com Friends, desde a primeira vez que nos encontramos, e é assim com Gilmore Girls, não desde a primeira vez que nos encontramos, mas desde a primeira vez que nos aceitamos. 

Há um ano atrás, apesar de nunca ter falado isso com todas as letras na internet, a minha vida passou por uma mudança muito estranha, do dia pro noite. Resumidamente, eu já estava uma pilha de nervos com o cursinho, com o meu antigo emprego e de repente presenciei um divórcio dentro da minha casa e tive que engolir tudo o que já me fazia mal há alguns meses pra poder segurar minha mãe, e olha, não foi nada fácil deixar tudo de lado e fingir que eu estava bem só pra não piorar mais as coisas, viu?

Foi quando comecei a ver Gilmore Girls e me deparei com uma mãe solteira, que trabalhava pra sustentar a casa sozinha, enquanto a filha tentava entrar na Universidade, com parentes manipuladores que só apareciam quando convinha e um pai distante que até tentava, mas não dava muita conta do recado. Qualquer semelhança é mera coincidência, mas creio que a partir desse ponto todos já entenderam o que fez da série uma das minhas favoritas. Era o enredo certo, na hora certa.

Vira e mexe, quando o assunto no Twitter ou em outros blogs se torna a série, percebo como ter passado por uma situação semelhante enquanto a assistia me fez enxergar cada acontecimento de uma forma diferente. Quando as críticas a personalidade da Lorelai surgem não consigo ser tão dura como todo mundo, é claro que ela acaba sendo infantil demais em alguns momentos, mas ela foi a mulher que segurou tudo o que podia e mesmo assim não se tornou uma pessoa amarga, e quando hoje eu olho pra minha mãe e a vejo fazendo piada atrás de piada dentro de casa ou tirando sarro do que eu conto pra ela não consigo deixar de associar uma coisa a outra. Quando vejo comentários sobre como a Rory é chata em algumas temporadas não consigo entender o que as pessoas realmente queriam que acontecesse, era pra ela sempre tomar atitudes maduras? Na vida real tá todo mundo fazendo tudo certo o tempo inteiro? 

Gilmore Girls não foi uma distração, foi uma identificação em um momento que me marcou muito, uma época em que eu podia ter jogado tudo pro alto e desistido de cursinho, de faculdade, de ser legal com meus amigos mesmo que as coisas não estivessem tão bem, de levantar da minha cama e sair de casa mesmo quando tudo o que eu queria era me trancar e pensar em como as coisas são erradas nesse mundo, foi o que eu precisava pra entender que tá tudo bem errado sim, mas que sempre tem como acertar com o tempo. 




Só acontece comigo #49 | BEDA #29



Sábado, dia de sol, mas nada de praia, biquíni ou gandaia. Lá estávamos minha amiga e eu, sentadas em um banquinho do shopping depois de ter ido ao cinema, observando o movimento e conversando aleatoriedades. Próximo a esse shopping existe um parque, muito frequentado por todos, de onde inclusive surgiu esse grupo de meninas devidamente uniformizadas e suadas pós-treino de futebol.

Nesse mesmo shopping, no estacionamento, existe uma academia, também muito bem frequentada, o que te permite estar observando vitrines e de repente se deparar com pessoas esbanjando a forma física que você jamais irá ter; e ali estava ele, o pobre homem, com seus fones de ouvido e sua bermudinha, caminhando em direção à academia. 

Um encontro fatal, devo dizer. Um grupo com mais de dez garotas adolescentes, um homem de coxas grossas.

Dez garotas adolescentes.
Dez garotas adolescentes batendo palma.
Dez garotas adolescentes batendo palma e cantando.

- O que elas estão falando? - questionei.
- Não faço a mínima ideia! - respondeu minha amiga.

Nos concentramos para entender o que acontecia, quando finalmente notamos a presença do homem e tudo ficou claro. Entre as palmas, podíamos ouvir um "Ai, que coxão!" em perfeita harmonia. 

Eu nunca tinha presenciado uma cena como essa.

Ao passar por nós, o homem, notando nossa cara de ponto de interrogação com os risos de "O que foi isso?", nos olhou e comentou:

- Gente, são mais machos que eu essas daí!

Nós três rimos juntos e ele soltou um "Credo!" antes de prosseguir seu caminho. 

Não façam isso em casa, crianças. 


Robin demais. | BEDA #28



Robin Scherbatsky, personagem de How I Met Your Mother, se encaixa no perfil cujos maiores objetivos de vida envolvem construir uma carreira de sucesso, viajar o mundo e ser independente. Na série, todas as pessoas que de alguma forma cruzam o caminho dela acabam se encantando (Patrice, por exemplo, possui uma eterna crush de amizade na mesma, Ted se apaixona desde a primeira vez que a vê no bar, Marshall, Barney e Lily  fazem dela uma grande amiga) e no decorrer das 9 temporadas vemos o esperado realmente acontecer: Robin consegue uma carreira de sucesso, não depende de outras pessoas, viaja para países diferentes, se apaixona, mesmo que desde o inicio esse nunca tenha sido o fator principal de sua existência e assim segue-se a série. Tudo lindo, tudo ótimo, até você perceber que é muito Robin na vida real.

Não estou de maneira alguma defendendo o combo virtual de não-se-apegue-a-pessoas-seja-livre-beije-muitas-bocas (se você por acaso quiser ser livre e beijar muitas bocas, saiba que nem eu, nem nenhuma outra pessoa têm o direito de apontar algum erro nessa decisão, viva la vida da sua melhor maneira) porque na realidade não tenho condições psicológicas/emocionais/sociais suficientes pra lidar com esse padrão de vida, mas uma coisa que eu noto com muita frequência é essa minha dificuldade em me entregar à outros, em aceitar que tô gostando e dedicar uns pagodes pra pessoa, porque eu realmente não me vejo casada com ninguém, e ao contrário do que todo mundo diz quando eu converso sobre isso, não tem nada a ver com minha pouca idade ou o fato de não ter encontrado alguém que me despertasse o desejo de selar o relacionamento diante das leis capitalistas manipuladoras, eu só me conheço bem o suficiente pra saber que de duas uma: ou eu fugiria, assim como a Robin fez por anos, ou casaria e a pessoa não aguentaria, tal qual aconteceu com Robin também.



Apesar de introvertida, eu nunca fui a solitária da escola, o que me fez ter anos de experiência com amizades femininas, e se tem uma coisa que eu aprendi muito bem com essa vivência, é que as minhas amigas sempre vão estar apaixonadas e eu não. Aos 10 anos, minha melhor amiga da época gostava do mesmo menino desde os 7, até que finalmente conseguiu fisga-lo, enquanto eu só queria saber de ficar em dia com os capítulos de Floribella. Dos 11 aos 14 eu vi muitos, mas muitos mesmo, amigos iniciarem suas vidas amorosas enquanto eu colava pôster dos Jonas Brothers na parede do meu quarto, e por um tempo, querendo me sentir parte do que minhas amigas viviam, eu até tentei fingir que gostava de alguém, mas anos depois entendi que aquilo se chamava 'achar bonitinho' e que nem sempre implica em estar interessada na pessoa, o que eu realmente nunca estive. Aos 15 finalmente me apaixonei pela primeira vez pela pessoa errada e ninguém sabe como eu sofri, deu numa merda sem fim. No máximo dois meses depois, de tanto meus amigos insistirem, acabei ficando com outra pessoa e apesar de ter sido a única lenda da paixão verdadeira que já vivi, com direito a anos, passei mais tempo sofrendo que sendo feliz, e infelizmente demorei muito pra entender que relacionamentos não são assim e que dependência é completamente diferente de amor. O que finalmente me leva aos dias atuais, em que como todo ser humano tenho meus momentos de carência, mas que finalmente aprendi que não preciso me desesperar por não sentir e me forçar a estar apaixonada, porque se começa assim é claro que vai terminar de uma maneira ruim. E tudo bem que atualmente eu tenho sim interesse em uma pessoa, mas é algo bem mais controlado, não me forcei a querer, não me joguei de cabeça, tô só aqui dando umas olhadinhas quando o moço passa, chamando pra bater uns papinhos e ficando encantadinha com a personalidade dele. É reciproco? Não faço a mínima ideia e não vejo motivo pra questionar isso, porque seria de certa forma forçar o outro a também querer, e o ponto aqui é querer porque sim, sem nenhuma razão concreta, e não porque eu questionei e a pessoa percebeu que se tentar pode dar em algo.

Uns dias atrás, conversando com uma profissional paga para me ouvir todas as semanas, fui questionada sobre o que enxergo para o meu futuro e percebi que tudo aqui dentro se tornou um grande ponto de interrogação, porque eu mesma me decepcionei com o que acho que vai acontecer, as únicas coisas que eu conseguia enxergar eram materiais, e isso é péssimo!



Só  me enxergo finalmente formada em alguma das duas áreas que quero atuar, morando em um apartamento com um cachorro, sentada no meu sofá com uma taça de vinho e vendo filminhos, o que gerou outra questão: por que eu não consigo ver alguém morando comigo? O que me levou a resposta: porque eu não quero casar. E por que eu não quero casar?




Não sei se você, pessoa que lê minhas baboseiras na internet, já teve a oportunidade de fazer terapia alguma vez, é um processo dolorido, a gente sempre acaba descobrindo a pessoa horrível que é, mas ainda assim vale mais a pena que pagar Netflix, e olha que eu amo Netflix; eis que a querida pessoa paga para me fazer pensar fora da caixinha, olhou friamente no fundo dos meus olhos e perguntou: "Tati, não tem um pouco de egoísmo nessa decisão?".



Não é fácil se assumir egoísta, ninguém diz isso em apresentações ou biografias de redes sociais, e foi assustador me ouvir dizer em voz alta que sim, tem muito egoísmo nisso, já que não me vejo abrindo mão de uma oportunidade de emprego porque quem eu me relaciono não concordou, não me vejo deixando de comprar algo porque meu cônjuge achou que nossas finanças não permitiam, não enxergo uma maneira de me unir a alguém sem precisar podar muita coisa minha, mas dessa reflexão surgiu outra: se eu me relaciono com alguém e preciso mais cortar meus desejos do que achar o concenso entre nós dois, eu estou com alguém que realmente merece casar comigo? Isso é mesmo egoísmo, racionalidade, ou qualquer outro adjetivo que deram para alguém não tão romântico assim?

Independente de qual for sua conclusão, por aqui ainda não encontrei nenhuma, mas de uma coisa eu sei: pode ser que eu divida esse momento com alguém, pode ser que não, mas lá na frente, a taça de vinho, o filme e o cachorro, vão sim existir, porque dos meus desejos, eu não abro mão.

*A Beatriz, do No Fundo Eu Sou Otimista, escreveu esse texto sobre procurar alguém que adicione felicidade, e não que seja a felicidade, e eu concordo com cada letrinha dele, leiam!
Independência não é eufemismo de egoísmo, no Sigamos Juntas, também para ler e pensar mais um pouco.


Só acontece comigo #48 | BEDA #27

QUATRO DIAS PRO FIM DO BEDA, EU PRECISAVA DIZER ISSO EM CAPS LOCK ANTES DE QUALQUER COISA. Obrigada.

***

Então teve esse dia, dessa semana, porque eu só trabalho com conteúdo atualizado nesse blog, em que depois de algumas compras alimentícias com minha mãe no centro da cidade, fomos para o ponto de ônibus cada qual com uma sacola.

Em 19 anos de estrada, as poucas vezes que fui responsável envolveram andar sozinha, trabalhar, estudar e alimentar um peixe, coisas que até então sempre fiz muito bem. Minha querida mamãe, ciente das experiências positivas que já tive nesse quesito da vida, decidiu confiar-me a responsabilidade de cuidar de uma das sacolas de compra enquanto nosso ônibus não vinha.

Alguns minutos depois, cansada de estar em pé, no frio e carregando peso, coloquei a sacola no chão.

- Não vai esquecer da sacola, viu Tatiane? - alertou a adulta responsável por mim.

EU ESQUECER DA SACOLA?

JAMAIS.

NUNCA.

SEM POSSIBILIDADE ALGUMA.

O ônibus veio.

Minha mãe entrou.

Eu entrei. 

Sentamos. 

Cadê a sacola?



Esqueci.

¯\_(ツ)_/¯ 

Rimos muito, não tinha café pra tomar no dia seguinte.

(Ninguém que estava no ponto me avisou, as pessoas são más.)


Eu existo. | BEDA #26

Em uma parte do meu self-image de 2014 escrevi: "Eu ando pelas ruas querendo que não me notem e paro nos lugares querendo que me notem [..]", e de todas as coisas sinceras que já desabafei aqui, essa é uma das que parece nunca mudar. No ensino fundamental sofri bullying, então é normal que eu não queira ser notada, ou que me sinta um pouco menos que todas as pessoas, mas assim como em 2014, junto dessa vontade enorme de passar despercebida carrego o desejo do mesmo tamanho de ser notada. 

Durante essa semana, sentada na escada com uma amiga durante o intervalo, nossa professora de Genética passou e parou pra me abraçar e beijar, e aproveitou pra perguntar se por acaso eu ficava incomodada com as piadas que ela faz em sala de aula. Como professora de Genética, ela nos ensina a fazer cruzamentos (Aa, Bb, QUEM LEMBRA?) e ai sempre tem a brincadeira do "Estão cruzando muito?", como eu ouço essa piada desde o ano passado, acabo só dando um risinho simpático, e ela, percebendo isso, quis me perguntar se estava tudo bem. Eu sento em uma área próxima à ela? Não, não sento. Ela consegue me ver em uma sala com mais de 60 pessoas? Consegue, e se preocupa com o que eu acho da aula dela. Eu existo, eu sou notada.

Também nessa semana, em uma biblioteca, um senhor sentado em uma mesa próxima a minha perguntou se eu tinha uma caneta azul para emprestar, respondi que sim, a entreguei e continuei meus estudos. Depois de algumas horas, notando que eu estava fechando minha mochila pra ir embora, ele me perguntou:

 - Vou ficar sem a caneta, né?

Eu, vendo que ele realmente precisava dela e completamente tomada pelo espírito Amanda Palmer de conduzir a vida deixei que ele ficasse com a caneta, recebi um olhar surpreso em resposta, um muito obrigada, e um "Qual a sua graça?" que precisou de muita maturidade da minha parte pra realmente dizer meu nome ao invés de fazer uma piadinha com a expressão. Eu existo, eu sou notada.

Na semana passada senti falta da minha carteirinha estudantil na sexta à noite, esperei até essa semana pra voltar ao cursinho e quando passei pela catraca pedi para o segurança abrir o portão e expliquei o ocorrido, depois lembrei de ver com a coordenadoria se alguém tinha achado e a encontrei. No dia seguinte, quando cheguei, o mesmo segurança me perguntou se eu havia a encontrado, respondi que sim e ele contou que lembrou de dizer sobre a coordenadoria depois que eu já tinha saído. Eu existo, eu sou notada.

Sei que é ridículo pensar que as pessoas não me veem, mas pra quem sempre esteve acostumada a observar e decorar os rostos das pessoas sem nem saber seus nomes é estranho saber que eu estou aqui, sendo vista.

 

Só acontece comigo #47 | BEDA #25


Tem essa minha amiga, com quem eu divido a obsessão por músicas com letras que para nós são engraçadas, e a da vez é Não Me Toca, cujo refrão foi o tema do diálogo a seguir, então vou deixá-lo aqui para facilitar o entendimento.
Então agora não me toca,
Não quero saber de beijos, 
Não me toca,
Não quero saber de abraços,
Não me toca
Não quero saber do seu amor [2x]


- Essa música é ótima pra dedicar pra alguém, né? - comentou minha amiga.
- Quando eu namorar e tiver minha primeira briga com a pessoa vou mandar ela por mensagem com um "Pensa ai no que você fez!". - respondi com inocência.
- Até você namorar já saiu outro hit né amiga? - respondeu com muita sinceridade.

Tivemos um ataque de riso na hora? Tivemos.

Chorei em segredo naquela noite.

Apoio moral é tudo.


Small pleasures. | BEDA #24











  • Deitar no mato e olhar o céu em silêncio.
  • Chá antes de dormir.
  • Trocar a roupa de cama e dormir com cheirinho de amaciante.
  • Olhar a cidade do alto em lugares que ventam.
  • Ouvir música calma enquanto anda.
  • Ver crianças conversando sobre assuntos que pra eles são sérios.
  • Apagar com a borracha.
  • Acariciar cachorros.
  • Deitar no ombro de alguém.
  • Deixar alguém deitar no seu ombro.
  • Cafuné.
  • Olhar fotos antigas.
  • Rir por qualquer coisa.
  • Enrolar o cabelo nos dedos.
  • Nuvens.
  • Barulho de chuva.
  • Pés de bebês.
  • Risada de criança.
  • Andar na Avenida Paulista.

  • Com o BEDA chegando ao fim, menina Tatiane começa a não saber mais o que postar, mas não esquece de valorizar as pequenas coisas e transforma-las em pauta.



    Só acontece comigo #46 | BEDA #23

    Eu andando de calça skinny.gif


    Depois de um passeio com mamis poderosa, estávamos dentro do ônibus voltando para nossa residência quando notamos um grupo de pessoas com calças skinny.

    - Não consigo usar essas calças, me atrapalham a andar. - comentei com minha genitora.
    - É apertada demais, imagina a candidíase que deve dar?

    Mãe, eu te amo.


    Da nova vida. | BEDA #22



    Muita coisa mudou desde que você foi embora. A começar pelo portão, que hoje tem outra fechadura, portão esse que leva a garagem, hoje vazia. A sala costumava ser mais clara, e mais movimentada. A estante que ocupava toda a parede foi substituída por um hack que de acordo com a altura, se fosse uma criança, teria cerca de cinco anos; em compensação a janela que antes vivia fechada agora fica aberta o dia todo, me engano dizendo que é culpa do calor, mas a verdade é que às vezes fica muito difícil respirar aqui dentro, e eu preciso de algum lugar pra correr quando tudo parece errado.

    Muita coisa parece errada desde que você foi embora, mas outras nunca estiveram tão certas. Não existem mais gritos, olhares carregados de raiva e os horários não precisam estar sempre corretos. O chuveiro agora é de quem quiser, quando quiser. Os passos nas escadas são inaudíveis, e as risadas não precisam ter um motivo certo, tudo é piada, e fazemos piada com as piadas. É certo, mas às vezes parece errado. E só parece errado porque um dia você esteve aqui e eu acreditei que tudo era certo.

    Não era.


    Só acontece comigo #45 | BEDA #21



    Se  eu tivesse que preencher um questionário de múltipla escolha com a pergunta: "Em que locais as coisas acontecem?" a resposta seria algo como:

    ( x ) Banheiros.
    ( x ) Transporte público.
    ( x ) Todos os momentos da minha vida.

    Nesse dia eu decidi que seria uma boa ir ao banheiro antes da aula.

    Entrei no mesmo, feliz e saltitante.

    Um homem dentro do banheiro feminino.

    Não era um funcionário, era um aluno.

    Junto com outra menina da minha sala.

    Me olharam e seguraram o risinho enquanto saiam.

    Inclusive ele, com um certo desespero por ter sido pego, pisou no meu pé enquanto saia.

    O que eles faziam? Vocês se questionam.

    Selfie.

    No espelho.

    Do banheiro feminino.

    I rest my case.


    I'm a survivor. | BEDA #20



    Vigésimo dia de BEDA merece hino como tema, não é mesmo? Declaro hoje o dia de descanso desse blog e redireciono vocês para os posts que vi durante essa semana.


    Por hoje é só, espero que o BEDA esteja funcionando pra vocês, bom sábado e até amanhã! <3

    (Compartilhem links legais comigo nos comentários, gosto de conhecer coisas novas!)


    Só acontece comigo #44 | BEDA #19

    Diretamente do ano de 2015, vocês terão o privilégio de acompanhar meus feitos no cursinho.



    A sala do extensivo era a última, então era necessário subir duas longas escadas para chegar a mesma. Entre as escadas, havia um bebedouro no caminho, e em um ritual diário, menina Tatiane sempre tirava sua garrafa d'água da mochila e a enchia.

    Em um desses rituais, após enchê-la continuei meu caminho em direção a segunda escada com a garrafa em uma das mãos. Quando já estava prestes a chegar ao meu andar, eis que aconteceu.

    A garrafa escapou.

    Foi rolando degrau por degrau para baixo outra vez.

    Tal qual a minha vaga na universidade.

    Não precisei descer pra pegar pois um jovem cavalheiro o fez e me devolveu, mas a vergonha que fica é pior do que o cansaço de descer novamente.

    "A vergonha que fica é pior do que o cansaço de descer novamente." - FERRARI, Tatiane.


    Não aprendi a dizer adeus. | BEDA #18



    Não sei o que desencadeou toda essa leveza que busco - e percebo estar acontecendo - cada dia mais na minha vida, mas de uns tempos pra cá até quem me vê na fila do pão sabe que eu deixei muita coisa ruim pra trás, em seus mais variados significados e formas. O apego sempre foi das minhas fraquezas a maior, não que apegar-se seja ruim, pelo contrário, discordo completamente da ideia de que pra ser feliz é preciso ser desprendido desse sentimento, mas no meu caso era frustrante, porque eu simplesmente não sabia o momento de deixar acabar, e isso envolvia amizades, paixões, músicas e principalmente papeis. Sempre acumulei muitos papeis, desde diários até cadernos do ensino fundamental, era a minha forma de relembrar o passado - como se todas as lembranças já não me pertencessem, como se presente e futuro não fossem mais esperançosos e sólidos do que aquilo que já passou. Tudo isso causava insegurança e um pessimismo que me impediu de conhecer muitas coisas boas por anos.

    Na semana passada decidi me livrar dos cadernos que ainda guardava do ensino médio, e só então entendi a importância de deixar ir (independente do que seja) o que antes servia e hoje não cabe mais em nada do que faz parte de quem você é. Os cadernos eram personalizados, eu imprimia imagens de coisas que gostava na época e encapava com papel contact, e quando olhei as bandas que estavam ali, as cenas de filmes e aquela letra que hoje também não é mais a minha, percebi que não adianta manter guardado algo que já nem te lembra mais nada.

    E quantas coisas além de cadernos eu guardei esses anos todos? Sentimentos bons (e ruins) que se encerraram junto com ciclos que sempre tiveram data certa pra acabar - e a gente sempre sabe que o fim chega, só não quer dizer isso em voz alta. Brigas sem fundamento nenhum que não deveriam ter se estendido até hoje, pessoas que mantinha do meu lado por conhecer há muito tempo e não queria aceitar quão tóxico era trocar um mísero "Oi", bandas que já não me davam mais prazer nenhum em ouvir, camisetas que não passavam nada a meu respeito para quem me via pela primeira vez, textos escritos em momentos difíceis, redes sociais que não aguentava manter.

    Eu disse adeus. E doeu mais ter demorado tanto a fazê-lo, do que de fato tê-lo dito. Eu, que nunca sei negar algo pra alguém, que nunca sei encerrar o que desgasta, que me coloco mais em segundo plano do que em primeiro aprendi a andar sozinha, sem carregar bagagens que não usava mais.

    Já faz meio ano que comecei a me despedir, e todos os dias eu encontro novas malas - em sua maioria mais leves - pra carregar.


    Só acontece comigo #43 | BEDA #17

    Vendedores ambulantes são uma graça, né? Vendem bala de goma perto do vencimento, vendem "fone de ouvido original", juntam garrafa d'água e enchem com água da torneira e às vezes até tentam vender escova de dente, mas os meus preferidos mesmo são os que vendem chocolate.

    Um dia desses, sentada ao lado da janela refletindo sobre absolutamente nada, um vendedor insistente não só anunciava suas barrinhas de chocolate pelo corredor do ônibus como também deixava um chocolate com cada pessoa ali presente, a velha estratégia de marketing: deixar o cliente sentir o produto em suas mãos e consequentemente o desejo do consumo o invade.

    Fiquei com o doce em minhas pernas, mas continuei pensando na complexidade da existência dos fungos, até acordar do meu devaneio e perceber que o vendedor não estava mais no ônibus e o chocolate continuava comigo.

    EU NÃO PAGUEI.

     O  MOÇO FOI EMBORA.

    EU  NÃO CONSEGUIA COMER O CHOCOLATE COM PESO NA CONSCIÊNCIA.

    Cheguei em casa contando o acontecido com o chocolate ainda intacto e minha querida mãe o pegou e comeu, amo pessoas práticas, inclusive o mundo seria melhor se todos fôssemos, fica a dica.



    Para Richard. | BEDA #16



    Richard Burke, amigo de longa data de Jack Geller, 21 anos mais velho que a filha de seu amigo, Monica Geller, divorciado, médico com vida estável e aparentemente, com poucas coisas não conquistadas. Quem já assistiu Friends sabe: Monica e Richard eram reais, até toda a verdade vir à tona. Um sentimento pode ser o mais forte possível, mas quando duas pessoas querem coisas diferentes na vida, não há amor que dê certo. E mesmo que um dos lados resolva ceder, sempre fica a dúvida do que poderia ter sido: a outra vida, as possíveis outras pessoas, as conquistas diferentes das atuais.

    Às vezes somos um Richard na vida de alguém.

    E chegamos com propostas erradas em momentos certos, o sentimento existe, preenche o peito e dá nó na garganta só de olhar pra pessoa e saber que é recíproco, porque ela te diz isso, ela faz ser real, ser palpável. Até seus amigos sabem que aquela é a pessoa, e dão total apoio ao relacionamento.



    De tanto dizer, chega o dia em que você ouve o que não quer e se dá conta: por que eu continuo nisso? Qual o meu futuro aqui? Uma vibe um pouco Radiohead te faz pensar: "What the hell am I doing here? I don't belong here!", até que você vai embora. Sem pensar nos anos marcados no calendário ao lado da pessoa, sem pensar nos presentes que continuam no seu quarto, sem pensar no que poderia ser porque você sabe que aquele futuro não é seu.



    Às  vezes conhecemos um Richard.

    E não conseguimos entender porque a pessoa partiu, já que nos ensinam que amar é ceder, quando não, amar é saber a hora de ir por não ter mais jeito, reconhecer que a liberdade do outro vale mais, que o futuro pode ser melhor com alguém tão especial quanto. 

    Se você conheceu um Richard, ainda pode conhecer um Chandler.



    E se você foi um Richard, força, talvez também exista um Bing pra você.


    Só acontece comigo #42 | BEDA #15

    Eu tinha uma entrevista de emprego, que alegria! A primeira fase era uma prova, onde as dez primeiras pessoas com melhor desempenho na mesma seriam escolhidas para a segunda fase, uma entrevista no local marcado pela empresa, em uma cidade vizinha a minha.

    Era um dia lindo, onde o sol raiava e os pássaros cantavam em perfeita harmonia, sai de casa sabendo o ônibus que deveria pegar para ir até o local.

    Eu feliz e faceira no ônibus.gif


    E lá estava eu, ansiosa para o grande momento, prestes a descer do ônibus.

    Qual o nome da rua mesmo?

    Não sei.


    Eu não tão feliz e faceira procurando a rua.gif

    (Achei a rua por instinto depois, mas a dor de barriga foi grande).


    É dada a segunda largada. | BEDA #14

    Na sexta, comentei que provavelmente meu BEDA acabaria hoje, mas assim como na quinta-feira da primeira semana, gostaria de deixar esse gif aqui mais uma vez, apenas para reforçar.

    O BEDA respira com ajuda de aparelhos, mas passa bem. Pra começar a semana, vou deixar os famigerados links aqui e encarrego vocês de abri-los ou não.


    Bom restinho de domingo, até amanhã! <3


    Olho mágico. | BEDA #13



    Todos os dias acordava cedo, com a casa já vazia, demorava alguns minutos pra levantar, às vezes entre cochilos, outras entre rápidas olhadas nas redes sociais. Levantava, fazia seu próprio café sem se esquecer de dividir um pouco do pó com a pia, feita de mármore branco, e apreciava os breves 20 minutos do dia em que tinha liberdade. Liberdade para pensar, para observar o vapor do café quente embaçar seu óculos e vez ou outra liberdade para escolher ficar em casa um pouco mais.

    Corria para arrumar o que faltava, para pegar o transporte, para conseguir a mesa do meio, a única em que da janela se via os carros lá fora ao mesmo tempo em que a entrada da biblioteca, e entre raspas de borracha e manchas de tinta azul nas mãos, sentia que o dia ficava mais completo quando ouvia uma buzina distante ou a chegada de novos passos no local. Parava quando se confundia entre as palavras e só então notava que já estava ali há horas, na terceira ou quarta matéria do dia, com as costas doloridas, os ombros encolhidos, o canto do dedo, aquele com o pequeno calo que apoiava a caneta, vermelho como as bochechas, que desde pequena teimavam em ficar rosadas. Assoprava, ato que sempre pareceu trazer estabilidade quando precisava. Nunca trouxe.

    No mesmo horário levantava com a mochila nas costas e ia àquele cantinho vazio, só o dividia com o sol, que o acolhia pela metade, e o vento, que qualquer dia, jurava ela, jogaria suas coisas lá em baixo. Comia enquanto olhava as pessoas e se perguntava o que estava por trás delas. Sempre foi assim, gostava de ouvir, de saber, de conhecer, evitava quando precisava falar, explicar ou se apresentar, mas vez ou outra, entre as pessoas que observava, encontrava alguém com quem sabia que poderia dizer, e ensinar, e escancarar todos os sentimentos que não cutucava com frequência. Olhava as pessoas e se perguntava se alguma delas seria mais que uma história para ouvir.

    Caminhava do lado esquerdo rotineiramente, mudava para o lado direito depois da quarta esquina e permanecia nele até chegar lá.

    Lá.

    Não era o lugar em que queria estar, mas era por onde precisava passar para chegar até o desejado e não havia um tempo certo, o que a assustava. Não conhecia muitas pessoas dali, e quando ouvia sem querer conversas alheias por estar próxima demais entendia que era melhor assim. Algumas pessoas não sabem ser história, muito menos ouvintes. Apesar disso, no ano anterior conheceu histórias, e contou-as também. Nesse conheceu apenas uma, e entendeu que o clichê qualidade x quantidade têm lá seus fundamentos.

    Entrou na sala e olhou em volta, em busca dos dois lugares em que se acomodaria até o anoitecer. De inicio não viu nem os lugares, nem qualquer outra coisa, mas em segundos, como se por aviso instintivo, viu mais do que procurava ali.

    Ali.

    Desde a primeira vez queria apagar o l e adicionar duas novas letras em seu lugar, queria chamar de aqui. Mas toda vez que tentava as mãos tremiam, o coração acelerava e os pensamentos pareciam estar fora de ordem. Não ia, continuava chamando-o de ali. Pensou em agir, até perceber que estava pensando, e ali não tinha mais nada além de uma porta.

    Uma porta.

    Sem nenhum olho mágico, sem nenhuma possibilidade de ver além, sem nenhum pequeno ato de vandalismo que dissesse algo. Era uma página faltando na história, um ser sem audição incapaz de ler lábios, quem dirá falar. 

    Queria falar;
    Queria ouvir;
    Queria saber;
    Queria que fosse aqui;
    Só precisava do olho mágico, que estava ali.


    TAG: O Poderoso Chefão. | BEDA #12



    A Mia, essa pessoa maravilhosa por trás do Wink, me indicou pra responder a tag literária "O Poderoso Chefão" e sinceramente, se não fosse por ela, não sei o que seria desse BEDA (tenho 99% de certeza que meu BEDA acaba nesse domingo, foi bom enquanto durou, mas estamos em um relacionamento abusivo demais pra que eu dê continuidade). As perguntas são feitas com quotes dos filmes, o que é lindo demais, acompanhem: 

    1. “Se um homem honesto como você tivesse inimigos, então eles seriam meus inimigos e temeriam você” – Qual livro te deu mais medo?

    Acho que nunca senti medo lendo algum livro, porque não tenho o costume de escolher histórias que irão me fazer senti-lo, entendem? (Os jovens chamam isso de cagona, eu prefiro o termo cautelosa.) Mas creio que um dos livros que mais tive "sensações ruins" enquanto lia foi Serial Killers: Louco ou Cruel? da Ilana Casoy, criminóloga brasileira pra lá de especializada em casos de assassinos em série. O livro é ótimo pra quem gosta do assunto, mas precisa ser digerido com calma por possuir muitos detalhes incomuns pra pessoas que não pensam como um psicopata. 

    2. “Nunca odeie seus inimigos, isso atrapalha seu raciocínio” – Qual o livro mais confuso que você já leu? 

    A Cidade e as Serras, do Eça de Queirós. Não sei exatamente o porquê, só sei que já tentei reler umas duas vezes e simplesmente não vai, no inicio eu consigo prestar atenção e entender o que está acontecendo, mas depois de umas três páginas já não sei de mais nada e se tento retomar a leitura em outro dia continuo sem saber.

    3. “Quem lhe oferecer segurança será o traidor” – Qual livro te decepcionou? 

    O Menino do Pijama Listrado, do John Boyne. Todo mundo fica um pouco assustado quando falo isso, já que o livro tem o selo de aprovação do mundo inteiro, creio eu, mas eu realmente acho que o filme vale bem mais a pena. 

    4. “Nunca deixe que ninguém de fora da família saiba o que você está pensando” – Qual livro te fez pensar na vida? 

    A Arte de Pedir, da Amanda Palmer. Foi um livro que eu só li porque muita gente falava bem, e mesmo assim ainda comecei a leitura com vários pré-conceitos e acabei terminando-o com a sensação de que deveria ter lido antes, além de muitas coisas que levei pra minha vida (o que até incentivou o marcador Amanda Palmer é o meu pastor e nada me faltará aqui no blog!).

    5. “Um advogado com uma pasta na mão pode matar mais que mil homens armados” – Qual livro te surpreendeu?

    O Escolhido, do Sam Bourne. O encontrei aleatoriamente na livraria e levei porque estava apenas R$ 10,20 (até hoje acho que erraram no preço, porque quando o procuro sempre está mais de 40 golpinhos). 

    6. “Mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda” – Quem é seu melhor amigo literário?

    Muita gente odeia YA e classifica pessoas que os leem como menos (se você está lendo isso por favor retire-se do meu blog), mas bato no peito pra dizer que é Fangirl, da Rainbow Rowell, porque me identifico muito com a protagonista. 

    7. “Se dedica à família?” – Qual livro você mais se dedicou a ler?

    A Cidade e as Serras, pelos mesmos motivos que citei no item 2.

    8. “Farei uma oferta irrecusável a ele” – Indique 5 blogs para fazer essa tag.

    Não sei se as meninas já responderam, mas vamos lá (e se alguém não citado quiser responder, sem problemas):