I want to see people.


Tudo começou com o Snapchat há alguns meses atrás. Perdi as contas de quantas vezes instalei e desinstalei o aplicativo em tentativas sem resultado de me adaptar, pra finalmente entender que não só não tenho paciência pra ficar usando os filtros como também ficava com raiva dos snaps alheios e desisti de vez da rede social.

Depois foi a vez do Facebook. Não sabia mais o sentido de manter pessoas que estudaram comigo na lista de amigos se não tinha contato com elas há anos, não aguentava mais ver tanto discurso de ódio, não exclui a rede social por ser um dos únicos locais que posso entrar em contato com pessoas que me importo, mas foram incontáveis os perfis que desativei notificações e os que exclui também, pois não sou obrigada.

Aconteceu com o Twitter, mas de uma maneira menos drástica, já que continua sendo minha rede favorita, optei apenas por trancar minha conta e não usar mais fotos pessoais já que me sentia exposta; funcionou, segui feliz com a decisão.

O Instagram não ficou de fora. Cansei de muitas fotos antigas que foram apagadas, cansei do meu user e o troquei, cansei das selfies a cada cinco minutos pelo meu feed e optei por seguir perfis de bebês e cachorros. Tem funcionado, por enquanto.

Faz algum tempo que antes de escrever no blog fico me perguntando se devo mesmo postar, se não vou estar falando demais, me expondo demais, se não vou causar problemas a pessoas próximas e de todo tipo de cansaço virtual, esse é o que mais dói. Dói porque há três anos esse é o meu espaço no mundo, onde eu escrevo quando as coisas apertam muito aqui dentro, ou quando a felicidade é muita e preciso dividir a sensação com alguém, até que se tornou um lugar onde eu falo sobre séries e personagens da cultura pop, mas não consigo mais falar sobre o principal: quem eu sou.

Sempre me sentia acolhida vindo aqui e encontrando respostas pra questões que só existiam na minha mente, o objetivo principal sempre foi encontrar pessoas; não só pessoas, como as que cruzam nossos caminhos todos os dias, mas pessoas que também tivessem algo pra falar, que precisassem de um abraço de vez em quando, de um ombro amigo só pra mostrar uma nova visão, até que tudo se transformou em visualizações e as pessoas que eu procurava foram substituídas por respostas automáticas de outros blogs querendo o que pra mim não basta: acesso. Foi quando eu decidi criar uma Newsletter, o que definitivamente não significa que eu não vá mais postar aqui, mas quando eu precisar encontrar pessoas, quando quiser conversar com alguém e principalmente quando você ai do outro lado quiser trocar figurinhas comigo, é lá que a gente vai se encontrar. Prometo tentar me controlar e não falar muito em caps lock como eu costumo fazer, segura a minha mão nessa? Caso você fique com medo de colocar seu e-mail na caixinha abaixo, o link para se inscrever e me receber na sua caixa de entrada é esse aqui: Trupica, mas não cai.




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Comentários

  1. Assim você me quebra as pernas, amiga. Sempre amei o teu blog, e entendo muito bem essa agonia que dá quando a gente sente que tá se expondo demais, mas eu sempre tento lidar com isso passando uns dias meio isolada e depois tá tudo de boa novamente.

    Fico triste de você preferir fazer uma newsletter do que continuar tentando reviver o blog, porque eu me recuso a assinar newsletters. Primeiro porque nunca checo meus e-mails, segundo porque acho chato mesmo (sorry not sorry).

    Espero que um dia tu se sinta bem e volte.
    Se cuida. <3

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  2. Perdi as contas dos dias nos quais eu estava me sentindo desanimada, ou me sentindo uma droga, e vim aqui ler "só acontece comigo", pra rir horrores com suas histórias divertidas, gostosas de ler, e que faziam meu dia menos péssimo. Mas acabei de voltar de um hiatus com meu blog e sei o que é precisar de um tempo - em parte pelo mesmo motivo, eu não tenho mais vontade de falar de mim mesma. Seja lá pelo que você estiver passando, fica tranquila e passe por isso por inteiro, sem se preocupar com essas coisas. Se cuida, Tati! Força nesse momento e que você encontre o que é melhor pra você. :)

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  3. Confesso que fiquei magoadinha com essa moda de newsletter. Agora que voltei a blogar, esperava encontrar textos e mais textos pessoais por aí, só que me deparei com vários blogs favoritos abandonados, com os posts mais recentes divulgando a tal da newsletter :(.
    Eu super entendo a questão da privacidade. Tinha acabado de construir um blog que me deu quase um mês de trabalho (entre layout, hospedagem, domínio e etc), para o queridíssimo facebook sugeri-lo a toda a minha lista de amigos. E eu achei melhor fechar e voltar para o meu desconhecido mesmo. Por esse motivo, eu super entendo as newsletter.
    Mas eu ainda sinto que a interação morre, sabe? Não tenho muito a cara de pau de responder o email do mesmo jeito que tenho de comentar. Fora que amo ver layout, clicar nas páginas, navegar pelo arquivo :(.
    Não abandone o blog :(
    Bjs!

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