5 vezes em que a Disney me educou.

Poucas coisas marcam tanto a infância como os desenhos que assistimos e os brinquedos da época. Em um post nostálgico, trago para vocês os 5 clássicos da Disney que até hoje conseguem me deixar arrepiada.

1 - O Ciclo da Vida.


O Rei Leão é o filme da minha vida. O mesmo apego que costumam sentir por O Pequeno Príncipe eu sinto por esse filme. O amor é tanto que não consigo explicar o que aprendi com minhas próprias palavras, só assistindo pra entender.

2 - "Necessário somente o necessário."

Além de provar que a definição de família não é apenas quando há uma junção entre sexo feminino e masculino, menino Mogli me ensinou a ser feliz apenas com o que realmente preciso; seria um pensamento lógico, se não vivêssemos em um mundo onde esbanjar bens materiais é um estilo de vida.

3 - Livros >>>>>>>>> All.

A Bela e a Fera, um clássico que além de me ensinar a não priorizar aparências, me incentivou a leitura desde pequena.

4 - "Ohana quer dizer família."

Família quer dizer nunca mais abandonar ou esquecer. ;')

5 - Hakuna Matata: os seus problemas você deve esquecer.

Obs: a pronúncia correta, é Hakuna Matata, mas por questões de segurança, a tradução lançada pela Disney no Brasil é Hatuna Matata.


Nádegas na face.


Reclamações camufladas de opiniões amigáveis chegam a meus ouvidos com frequência. Eu, apelidada de Tatizinha Ice por possuir um coração duro (lê-se por ser sincera e na maioria das vezes grossa sem perceber) estou arduamente aprendendo a sorrir quando só queria dar umas patadas em quem fala o que quer sem pensar que sua opinião termina quando a minha vida pessoal começa. Desde pequena sou vítima dos grupinhos, e quando digo vítima não digo que posso sentar com eles, eu sempre fui a esquisita e eles muito cools, porque sempre fui quieta demais, séria demais, "Olha lá ela fazendo a lição, tá querendo se mostrar pra professora, vamos tacar mexerica nela na hora do intervalo" (sim, isso aconteceu).

Aulas de Filosofia tendem a serem os melhores e piores momentos na vida dos estudantes. Sempre tem aquela aula em que você sai da sala se perguntando quem você realmente é, e aquela em que você simplesmente não está em um bom dia de saúde mental e precisa ir direto pra uma clínica psiquiátrica.

Há uns dias atrás tive uma aula de Filosofia em plena aula de História, o bônus mais sagrado que já presenciei em vida, um dos meus professores preferidos (ele fala "fezes" quando escreve algo errado e conta sobre a ditadura militar/inicio da democracia no país como se tivesse tomado chá da tarde com todos os políticos citados, tem como não fazer um cantinho de adoração pra uma pessoa assim?) me incentivando a fazer o que eu mais gosto desde pequena: pensar em todas as possibilidades que me cercam e perceber que a vida é esse trem do metrô que para mudar o lado para o qual ele se move, basta você pensar na direção.




Pegando o apagador ele olhou pra toda a sala e perguntou: "O que é isso?", "Um apagador" ouviu-se de um lado da sala. "Poderia, mas não é a resposta que eu preciso. O que é isso?" depois de um tempo em silêncio onde conseguíamos ouvir as respirações uns dos outros um corajoso se posicionou, "Depende do ponto de vista, pra mim é um apagador, pra você eu não sei o que pode ser" e o que se seguiu foi uma conversa sobre como nada é realmente uma verdade absoluta, sobre como o respeito as lutas que não te pertencem é essencial (#somostodosTaisAraujo? Não, não somos. Não somos porque a luta da negra pobre é diferente da luta que a negra classe média enfrenta; não somos porque a luta contra o racismo pertence somente e indiscutivelmente a quem o sofre, e a mim, mulher branca não nascida na classe média, mas ainda assim branca, cabe apenas ficar no meu canto e deixar que quem o sofre ganhe voz, sendo da minha responsabilidade apenas apoiá-los a continuar e a passar para pessoas do meu convívio a importância da luta) e sobre como na verdade a realidade parte do mundo ideológico - o número 1 só existe porque alguém o idealizou, assim como todas as outras coisas.

Por coincidência - ou não - na mesma semana, em uma aula de literatura, conversamos sobre o poder que a opinião alheia possui em cada um de nós. Muitas vezes o que consideramos nossa personalidade é na verdade algo que ouvimos com frequência das pessoas do nosso convívio. Exemplificando: pode ser sim que você pense algo sobre si por ter observado tal detalhe, mas na maioria das vezes nos achamos tímidos porque alguém falou, e o que é a timidez afinal? É tremer antes de falar com alguém? É se fechar por medo do que pode acontecer? Isso não seria na verdade uma ansiedade? O que querem os tímidos? Biscoito ou bolacha? Com ou sem uva passa? Então é natal, ano novo também? Depende. Do. Ponto. De. Vista.

De acordo com o ponto de vista alheio, eu sou emburrada, quando na verdade, só sou séria quando estou com minha face neutralizada, parecendo estar com cara de bunda mas na verdade estando de boa com a vida. As pessoas entendem isso? Não, porque é mais fácil falar que eu não deixo ninguém se aproximar do que entender que essa é minha cara mesmo, mas que depois de certo tempo eu faço mais piadas do que deveria e ás vezes até te faço passar vergonha no meio da rua.

De acordo com o ponto de vista alheio, eu sou tímida demais, quando na verdade tenho um desses problemas que necessitam de tratamento chamado ansiedade, que me faz suar e achar que vou morrer só de dar oi pra alguém. As pessoas tentam conversar comigo pra ver que eu não sou assim tão tímida e que o meu real problema é ter que ser quem da o primeiro passo? Não, porque é mais fácil olhar de longe e comentar com o colega o quanto eu sou tímida e fechada do que puxar assunto.

De acordo com a opinião alheia, a pior decisão que já tomei foi escolher Medicina. Porque os médicos hoje em dia não sabem de nada, porque tem que estudar muito, porque é um absurdo eu estudar um ano inteiro e não conseguir passar no vestibular. As pessoas pensam o quanto eu fico mal por escutar isso? Não pensam. Pensam que eu ainda nem entrei na faculdade e que não há necessidade de me atormentar com isso? Pensam no tanto de matéria que se tem no vestibular e em como é difícil sair de uma escola pública e descobrir que metade do que eu deveria saber nem sequer aprendi e que por esse motivo é impossível eu passar no vestibular com só um ano de cursinho, além do fato de eu trabalhar e por isso não ter 12 horas diárias de estudo disponíveis? Não, as pessoas não entendem.

E é por causa da opinião alheia que eu nunca me encaixo que sou sempre a estranha; e no mundo adulto, por mais que eu espere o contrário, as pessoas parecem ficar cada vez mais nesse mundinho mental onde pra ser aceitável tem que estar de acordo com o que eles querem.

Com esse texto deixo meu legado ao mundo: a teoria do bumbum de neném. Por trás de todo bumbum lotado de fralda, existe um bebê cheio de dobrinhas esperando que você se aproxime e o faça gostar de você. Da mesma forma por trás de toda cara de bunda ou há uma pessoa com problemas pessoais que talvez precise do seu abraço ou há alguém que tem essa cara séria mesmo e cabe a quem o vê perceber isso.

Só não subo uma hashtag incentivando a teoria, algo como #somostodoscaradebunda porque tudo depende do ponto de vista e talvez você não concorde comigo, mas eu realmente agradeço pela sua paciência em ler tudo isso.

Só acontece comigo #31

Primeiramente peço perdão pelo vacilo de ter sumido, vocês devem podem me perdoar pois tenho um motivo plausível: os vestibulares começaram.

Eu sou grandinha e faço minhas comidas sozinha, sem ajuda de mamãe, daria até pra fazer um canal de culinária se a pessoa em questão não fosse eu. Adulta como sou e atrasada desde o nascimento, percebi que em 20 minutos eu deveria estar dentro de um ônibus, então tomei a decisão mais sábia da minha vida até hoje: tomar banho enquanto o miojo fervia. Deu merda? Deu sim senhor.


Um jeitinho todo especial de ser né meus amores. Pelo cheiro eu jurava que ia encontrar minha cozinha em chamas, mas parece que Deus tenta me ajudar nos desastres (?).
São tempos difíceis para os distraídos.