California, here we come: uma ODE a The O.C | BEDA #07

Para ler ouvindo: 

Esse texto tem alguns spoilers de The O.C, caso você nunca tenha assistido à serie e tenha curiosidade, fica o aviso. 

Só fui assistir The O.C pela primeira vez no final de 2025/início de 2026, com a entrada das temporadas no Prime Vídeo. Em uma maratona que durou dos dias finais de Novembro até o meio de Janeiro, me surpreendi com os comentários que consideravam a quarta temporada ruim, quando para mim, que assisti cada episódio tão próximo um do outro, ela foi a melhor. 

Ryan finalmente conseguiu sair do ciclo da violência, perpetuado por ele ao ser adotado após uma vida de abusos, e que infelizmente, ainda se mantinha presente com o constante envolvimento do personagem com a Marissa. Não a vejo como de todo ruim, muito pelo contrário, ao longo da série é claro o quanto ser criada (ou no caso, não ser criada, já que não existe uma família de verdade ali) por Julie a afetou, mas durante as três primeiras temporadas eu não conseguia achar romântico ou envolvente a relação dela com o Ryan. Era só problemática. Um laço causado pela identificação clara entre os traumas deles, mas ainda assim, um laço que só fazia mal — e ver, na quarta temporada, a evolução do Ryan quando encontra alguém que não o afunda junto a ela, para mim é o suficiente. 



Também gosto de como a temporada explora, para o Seth, o contrário das outras três primeiras. Nelas vemos Ryan sendo a sua "salvação" de uma vida de solidão. Entre a terceira e a quarta temporada, no entanto, começamos a notar como o perfil introvertido e ansioso de Seth não pode ser corrigido pelo seu melhor amigo, e assistimos as consequências disso em sua vida. 



Summer, por outro lado, encontra no ativismo sua paixão e não fica presa no esteriótipo da garota rica, bonita e burra, tão explorado nas primeiras temporadas. 

A série tem muitas problemáticas, é claro, (a forma como o Seth trata a Summer é uma das principais), mas considerando que foi uma série teen dos anos 2000, assistir tantas questões de classe (e diversos comentários políticos, por vezes socialistas — obrigada por isso, Sandy), me surpreendeu MUITO. 



Só Acontece Comigo #95 | BEDA #06

Como eu nunca abri nenhum processo trabalhista vou usar o BEDA como uma válvula de escape. 

Outros episódios: mapeamento de cadeiras no trabalho & o cargo de assistente que na verdade era de recepcionista com pitadas de diretora de marketing. 

No mesmo emprego em que eu era-assistente-mas-fui-contratada-pra-ser-recepcionista-e-no-final-acabei-ainda-trabalhando-como-assistente-de-RH, era comum que na semana de aniversário de alguém, fôssemos comer em um restaurante próximo. 

Em um desses eventos, sentei em frente a outra assistente. Uma pobre menina que assim como eu, estava procurando um cargo como assistente de pesquisa (com um mestrado em neurociências em andamento) e acabou caindo no limbo de ser uma assistente faz tudo de RH. 

Deixei meu RG em cima da mesa, porque ele seria necessário para algum processo dentro do restaurante, e me distrai conversando com outra pessoa. 

Em um tipo de bullying que só existe no local de trabalho (e que costuma ser até pior do que o da escola, porque vai você falar pra outro adulto que a atitude dele não foi legal?), a sorrateira assistente pegou meu RG e sem meu consentimento, começou a rir da minha foto, chamando a atenção de muitas outras pessoas para fazerem o mesmo. 

Eu, tímida, fiquei corada. 

Minha gerente, não satisfeira com a sessão de humilhação do dia, ao ver minhas bochechas rosadas, soltou em alto e bom som: "Ai amor, você tem rosácea?". 

No que outra pessoa respondeu: "Não, ela tá com vergonha". 

Saí mais cedo do almoço pra fazer uma entrevista de emprego no meio do estacionamento da empresa. 

Missão da semana contra o vilão no BEDA: O Pergaminho Esquecido. Publique um dos seus rascunhos antigos (e informe desde quando estava parado). Rascunho guardado desde Abril de 2024, época do ocorrido. 


Só acontece comigo #94 | BEDA #05

Da série: péssimas experiências em locais de trabalho. 

Antes do fatídico emprego com mapeamento de lugares, passei um mês no que, na época, era meu primeiro emprego pós-faculdade. Sim, um mês. 

O anúncio da vaga correspondia ao que eu buscava naquele momento: um cargo de entrada na pesquisa clínica (área responsável pela testagem dos medicamentos em seres humanos antes da sua aprovação pelos orgãos regulatórios para venda). 

Após um longo processo de contratação, com direito a prova, comprovação de cursos, case, entrevista com RH e entrevista com a gestão direta, fui aprovada na seleção. YAY. 

Primeira semana de trabalho. Empolgação a mil. Sou apresentada à minha mesa, com computador, teclado e gavetas apenas para meu uso. Noto um detalhe estranho: o escritório em modelo "aberto" tem fileiras de mesas uma ao lado da outra. A minha, por um acaso, está afastada de todas e próxima aos elevadores. Apesar de estranhar, não dou muita atenção ao fato e sigo empenhada em meus dias de Onboarding. Apresentações daqui, dinâmicas dali, o Onboarding acaba e na sexta-feira da primeira semana de contratação, iniciamos nossos trabalhos em nossos postos. 

A mesa afastada? Seguia o objetivo da gestão: me colocar para trabalhar como recepcionista. 

A vaga anunciada? Assistente de Pesquisa. 

O cargo registrado na minha carteira? DIRETORA de Marketing. 

Em um mês muitas mais coisas aconteceram, mas vamos por partes. 

Missão da semana contra o vilão no BEDA: O Pergaminho Esquecido. Publique um dos seus rascunhos antigos (e informe desde quando estava parado). Rascunho guardado desde Abril de 2024, época do ocorrido. 


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Maira Gall