22 janeiro 2020

Freebie: planner para leituras gratuito!



Que eu gosto bastante de ler vocês já sabem, e que gosto de registrar coisas, dá pra ter uma noção já que registro a vida nesse blog, não é? Bom, foi pensando nisso, que um dia decidi que queria registrar minhas leituras de um modo menos virtual, e comecei a planejar meu próprio protótipo de planner. Até que pensei: qual a graça de fazer isso sem compartilhar com outras pessoas? E assim nasceu o Leiturinhas.

Ele é bem versátil, conta com uma única página, porque a ideia é que quem baixar decida quantas  páginas quer imprimir ou se quer usar em PDF, editando pelo smartphone ou pelo computador. Conta com espaços para os nomes dos livros, as datas de inicio e término da leitura, avaliação de até cinco estrelas e espaço para anotações gerais. 

A única coisa que peço em troca do download é o seu email (que automaticamente libera o link do arquivo, é só esperar ser redirecionado), que não será usado para nenhuma finalidade além de me permitir ao menos saber quem baixou (já que a internet é a famosa terra de ninguém). 

Gostou? O link pra baixar é esse aqui.


09 janeiro 2020

Leituras do II semestre/2019.


Para ver a lista do primeiro semestre, clique aqui. 

|Julho|

Minha História -- Michelle Obama.

Estava com muita vontade de ler um livro mais longo, e quando encontrei esse apostei minhas fichas. É uma autobiografia bem centrada na Michele como uma mulher que por acaso encontrou o futuro presidente dos EUA, e não na esposa-do-presidente. É bem gostoso de ler, apesar de eu ser suspeita por realmente me interessar por autobiografias -- sempre gostei de saber o que as pessoas tem pra narrar sobre si. No entanto, acho que me incomodou como o livro vende aquela velha idealização americana de que todo mundo pode sair do fundo do poço e alcançar o mais alto nível de status social e financeiro, sabe? Não vou dizer que foi proposital -- talvez sim, talvez não --, mas a história de vida da Michele é bem baseada nessa falácia de "corra atrás que o sucesso vem". Tirando essa pequena crítica, foi uma boa leitura e não me arrependo. 

Garoto Encontra Garoto -- David Levithan.

Como comentei no post do semestre passado, consegui comprar um box com três livros do David por R$ 1,50 no Submarino, sendo Garoto Encontra Garoto um deles. O protagonista é Paul, um adolescente gay vivendo uma nova paixão no ensino médio, que sofre com suas inseguranças e seu ex namorado arrependido. Dos três livros, foi o que considerei mais fraco, mas não deixa de ser bom. 

|Agosto|

Guia de Comunicação de Más Notícias -- Aécio Flávio Teixeira de Gois.

Estava eu numa liga acadêmica da faculdade quando fui sorteada para ganhar esse livro -- com direito a foto com o médico autor e tudo, chiquérrimo. É claro que é uma leitura restrita aos profissionais da saúde, mas é bem interessante por ser uma ampla pesquisa sobre a necessidade de se educar os profissionais desde os primeiros anos na faculdade a como dar notícias ruins seja aos familiares ou aos pacientes. O próprio Aécio comentou na aula dada que já teve muita experiência difícil com alunos que em campo de estágio, não sabiam passar a informação da forma correta e até davam a entender que uma pessoa falecida, por exemplo, ainda poderia ser curada. É um tema bem sério, mas que a leitura auxilia muito bem. 

O Conto da Aia -- Margaret Atwood. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Ano passado eu viciei em O Conto da Aia/The Handmaid's Tale. O livro foi resenhado para o Rata de Biblioteca.

Não Me Abandone Jamais -- Kazuo Ishiguro. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Há uns dois anos atrás vi o filme na Netflix e não entendi absolutamente nada. Ai encontrei o livro na biblioteca e decidi que se fosse pra continuar não entendendo, pelo menos seria depois de tê-lo lido, mas a boa notícia é que eu entendi. Acompanhamos as memórias de Kath e sua infância em Hailsham, um internato em que crianças aparentemente sem pais viveram. Sabemos que a narradora já é adulta e que atualmente é cuidadora, mas para entender todo o contexto é preciso muita paciência -- o livro realmente só faz sentido depois de completamente lido. Achei interessante para pensarmos nos limites da ciência e do que somos capazes de aceitar em nome das melhorias na saúde humana. 

|Setembro|

Sem livros lidos.

|Outubro|

O Que é Educação? -- Carlos Rodrigues Brandão.

Lido para uma disciplina da faculdade. Bem curtinho, mas muito interessante -- e basicamente é uma resposta ao nome dado a ele. 

Will e Will -- David Levithan. 

Último livro do box mais barato já visto na Terra. Will é um garoto que encontra por acaso outro Will. As vidas deles são bem diferentes, mas possuem um dilema em comum (além do nome). Pra mim, o melhor personagem na história é na verdade o melhor amigo de um dos Will, e eu inclusive adoraria ler mais sobre ele -- faz essa pra gente, David.

Uma Constelação de Fenômenos Vitais -- Anthony Marra.

Ganhei esse livro de uma amiga, e tenho uma história curiosa com ele (que fica pra uma próxima). A história segue uma linha do tempo, entre 1994 e 2004, cujos personagens vivem com as consequências do conflito russo-checheno. É uma leitura densa por abordar tanto a vida durante uma guerra, mas é excelente pela maneira como o autor conseguiu estabelecer tanta coisa importante sobre a história do local dentro da ficção. 

A Coragem de Ser Imperfeito -- Brené Brown.

Eu só li esse livro de tanto ver a Amanda Palmer falar sobre em A Arte de Pedir. Não vou dizer que gostei, mas também não desgostei. Só não é muito a minha cara mesmo, mas enfim, a Brené é uma pesquisadora importante sobre temas como felicidade e vergonha, aliados a aceitar estar vulnerável o suficiente para demonstrá-los e assim, se livrar de razões para muita ansiedade e estresse no dia-a-dia. Me incomoda um pouco como ela faz parecer algo simples, mas parece ignorar muitas particularidades. 

|Novembro|

A Guerra que Salvou a Minha Vida -- Mariana Serpa Vollmer.

Tão doce e tão dolorido, uma das melhores leituras do ano. Ada e Jaime são irmãos que apesar de viverem com a mãe, se criam sozinhos. Ada tem um dos pés tortos, e por isso é proibida de sair de onde mora -- sua mãe a considera uma aberração, maltratando-a tanto física como psicologicamente. Um dia Ada ouve falar sobre a chegada de Hitler a Londres e sobre como todas as crianças do local precisam se mudar para o interior. Sem pensar, ela pega seu irmão mais novo e saí escondida da mãe, mudando-se com ele e sendo acolhida por uma mulher solitária chamada Susan, que a primeira vista parece não ser a melhor das opções, mas com o tempo cria laços sentimentais enormes com as crianças. Se eu pudesse ler só esse livro pelo resto da vida, leria.

|Dezembro|

Sapiens: Uma Breve História da Humanidade -- Yuval Noah Harari. 

Escrito por um professor de História, Sapiens se tornou best-seller, e mesmo sendo um livro com uma carga densa por falar sobre nossas estruturas sociais e a vida na Terra até os tempos atuais, é uma leitura muito boa de se fazer. Yuval tem muita didática e sabe explicar seus pontos sem precisar de muito. No ano passado, comentei que terminei 2018 com um livro excelente (Nix), e fiquei muito feliz quando notei que em 2019 sem querer segui o mesmo padrão. LEIAM SAPIENS!!! 

Total de livros lidos: 11 (totalizando, com os 20 lidos no primeiro semestre, 31 livros no ano).
Livros emprestados de bibliotecas: 02.
Livros comprados: 03.
Livros que ganhei: 02.
Ebooks: 04.

Que as leituras de 2020 sejam tão boas quanto as de 2019. E vocês, como finalizaram as leituras do ano passado?


31 dezembro 2019

2019 pode ou não ser o último ano da década.

Não sei quanto tempo você que me lê gasta com a internet, mas eu, assumidamente, acompanho muita coisa por ela. Entre os assuntos aos quais me empenho em afundar, prestei bastante atenção na briga que envolveu muita gente no Twitter: 2019 é ou não o fim da década? E aí tem todo aquele papo de romanos criando calendários, e não existir ano 0 pra que 2020 seja considerado o inicio da nova década. Bom, eu não me importo. A década não acabou de acordo com os romanos, mas tem que acabar, e eu declaro que 2019 é o último ano da década.



Todo final de ano -- e agora que dei meu ultimato, de década --, apareço por aqui falando sobre como estou me sentindo, e nos anteriores sempre dei o meu melhor para manter uma visão positiva mesmo que o ano tivesse sido um chute no meu baço e um soco no estômago, ao mesmo tempo. Em 2019 optei por não fazer isso. Teve coisa bacana? Teve, mas o que deu errado, puta merda irmãozinho.

Acho que tenho me questionado mais sobre essa tentativa de aprender com coisas ruins -- eu preciso mesmo passar por maus bocados para aprender? Não dá pra entender a vida na beira de uma piscina, por exemplo? E além disso, sei que as coisas que me fizeram mal nesse ano estavam todas fora do meu controle (e que pedir para uma pessoa patologicamente ansiosa aprender a lidar com o caos e a destruição sem ter uma crise eterna de pensamentos é bem difícil), então talvez ficar refletindo sobre o que eu aprendi com aquele dia em que tomei no orifício anal seja afinal de contas, perder um precioso tempo da minha nova década.

Não sei mais sobre o que estou falando exatamente. Vamos aos fatos.

Coisas boas de 2019:

  • Encontrei (algumas) as meninas do Cilada -- nosso grupinho virtual de brogueiras -- pessoalmente.
  • Passei numa universidade pública.
  • Os Jonas Brothers voltaram.
  • Fiz coisas maneiras na faculdade.
  • Ganhei dinheiro.


Coisas doidas de 2019:

  • Fiz uma mecha roxa no cabelo quando me tornei caloura.
  • Experimentei corote (não façam).
  • Tive um estágio curricular em que ATUEI para crianças de até QUATRO ANOS. Elas me abraçaram horrores porque eu era a borboletinha que sofria bullying.
  • Toquei tamborim.
  • Mexi muito com gente morta (aula de anatomia, por favor não ligue para a polícia).


Ano passado eu morri, mas esse eu não morro.
© Limonada.
Maira Gall