Resumo da semana | BEDA #09

Na vida pessoal:

  • Fui duas vezes à fisioterapia;
  • Fui uma vez à academia; 
  • Tive aula de inglês na quarta-feira;
  • Tive terapia na sexta-feira;
  • Almocei em um restaurante japonês com um amigo durante a semana;
  • Acompanhei minha mãe em um exame médico no sábado;
  • Comi pastel de feira com minha mãe;
  • Visitei parentes do meu namorado; 
  • Tomei café da tarde com bolo de fubá com goiabada com a minha mãe;
  • Assisti filmes na casa do meu namorado; 
  • Assisti vlogs enquanto trabalhava, como uma companhia pro home office. 

Na internet:

Conheci muitos blogs novos graças ao BEDA e estou tentando dividir meus dias da semana pra ler e comentar em cada um. Espero conseguir. Feliz uma semana de BEDA para aqueles que comemoram! :) 

Só acontece comigo #96 | BEDA #08

 Post em homenagem ao Liko


Outros episódios: mapeamento de cadeiras no trabalho & o cargo de assistente que na verdade era de recepcionista com pitadas de diretora de marketing & diagnóstico de rosácea

No mesmo emprego em que atuei como assistente na verdade sendo recepcionista com o cargo de diretora de marketing declarado em minha carteira e tive o diagnóstico de rosácea, eu estava acompanhando o onboarding de novos colaboradores. 

Como já tinha percebido que as coisas não estavam boas pro meu lado, e ouvia dois funcionários que trabalhavam na empresa há anos reclamando constantemente da gerente que me diagnosticou com rosácea, eu já tinha percebido que não havia a possibilidade de melhora do ambiente de trabalho e por isso estava morrendo, mas atirando: enviava currículos todos os dias. Fiz entrevistas no transporte público, no estacionamento e no banheiro. 

Com exatamente um mês de contratação, passei em uma outra instituição, e enquanto não recebia a carta proposta, estava resolvendo tudo em silêncio. No exato dia em que eu seria a responsável por acompanhar o onboarding dos novos contratados, levando-os aos setores da empresa e orientando algumas atividades, a empresa que estava me contratando (e que diga-se de passagem, é a empresa do mapeamento de cadeiras), me chamou para o exame admissional. Sem querer contar o que estava acontecendo, com medo de acabar perdendo a vaga, saí no meu almoço para o exame admissional e avisei a coordenadora: tenho um agendamento médico, volto logo. 

O que deveria ser rápido levou três horas, e os outros funcionários tiveram que ocupar o meu lugar no onboarding. No dia seguinte, a coordenadora sentou comigo e sem olhar em meus olhos, começou a discursar sobre como havia uma expectativa em relação a minha performance para aquele momento que eu não havia cumprido, e que estava deixando o time "na mão". 

Eu, já aprovada no exame admissional, apenas respondi com "Eu acho que você sabe o que está acontecendo". No que a coordenadora, realmente sem desconfiar de nada, me respondeu "Não sei, me conta". 

E esse foi o meu pedido de demissão. 

A gerente, uma mulher assediadora e incapaz de gerir pessoas, segurou nos meus ombros enquanto se despedia dizendo "Espero que sua nova coordenadora seja ótima e que você seja muito bem tratada, assim como foi aqui". 

Quando já estava no outro emprego, ainda recebia algumas atualizações do Google Drive da empresa no meu e-mail pessoal, e para o onboarding da próxima pessoa contratada no meu lugar, uma vídeo aula sobre assédio no local de trabalho foi adicionada. 



California, here we come: uma ODE a The O.C | BEDA #07

Para ler ouvindo: 

Esse texto tem alguns spoilers de The O.C, caso você nunca tenha assistido à serie e tenha curiosidade, fica o aviso. 

Só fui assistir The O.C pela primeira vez no final de 2025/início de 2026, com a entrada das temporadas no Prime Vídeo. Em uma maratona que durou dos dias finais de Novembro até o meio de Janeiro, me surpreendi com os comentários que consideravam a quarta temporada ruim, quando para mim, que assisti cada episódio tão próximo um do outro, ela foi a melhor. 

Ryan finalmente conseguiu sair do ciclo da violência, perpetuado por ele ao ser adotado após uma vida de abusos, e que infelizmente, ainda se mantinha presente com o constante envolvimento do personagem com a Marissa. Não a vejo como de todo ruim, muito pelo contrário, ao longo da série é claro o quanto ser criada (ou no caso, não ser criada, já que não existe uma família de verdade ali) por Julie a afetou, mas durante as três primeiras temporadas eu não conseguia achar romântico ou envolvente a relação dela com o Ryan. Era só problemática. Um laço causado pela identificação clara entre os traumas deles, mas ainda assim, um laço que só fazia mal — e ver, na quarta temporada, a evolução do Ryan quando encontra alguém que não o afunda junto a ela, para mim é o suficiente. 



Também gosto de como a temporada explora, para o Seth, o contrário das outras três primeiras. Nelas vemos Ryan sendo a sua "salvação" de uma vida de solidão. Entre a terceira e a quarta temporada, no entanto, começamos a notar como o perfil introvertido e ansioso de Seth não pode ser corrigido pelo seu melhor amigo, e assistimos as consequências disso em sua vida. 



Summer, por outro lado, encontra no ativismo sua paixão e não fica presa no esteriótipo da garota rica, bonita e burra, tão explorado nas primeiras temporadas. 

A série tem muitas problemáticas, é claro, (a forma como o Seth trata a Summer é uma das principais), mas considerando que foi uma série teen dos anos 2000, assistir tantas questões de classe (e diversos comentários políticos, por vezes socialistas — obrigada por isso, Sandy), me surpreendeu MUITO. 



© Limonada
Maira Gall