29 coisas que eu não aprendi em 29 anos | BEDA #29

Quando me inscrevi pro "BEDA", fiz a inscrição, na verdade, para o BEWA. Já imaginava que não ia conseguir postar todos os dias, mas de alguma forma, aqui estamos: 29 dias seguidos de postagens. 

Eu até tenho posts pra fazer ainda, mas são extensos e não estou com capacidade mental para escrevê-los agora. Deixo aqui o lembrete: quero falar dos shows que fui nos últimos anos. 

Hoje estava num aniversário, e a média de idade das pessoas estava entre os 25 e 29 anos. Em algum momento alguém disse que ainda não se sentia adulto, e todos concordaram que não eram adultos ainda. "Eu nem sei mexer na panela de pressão ainda", disseram. Eu também não faço ideia de como mexer em uma.

Percebi que geralmente vemos listas na internet de "X coisas que eu aprendi em X anos de vida", e nunca vemos alguém assumindo as coisas que ainda não sabe. 

29 coisas que eu não aprendi em 29 anos:

  1. Andar de bicicleta;
  2. Nadar;
  3. Mexer na panela de pressão:
  4. Cozinhar:
  5. Dirigir carros;
  6. Cortar minha unha de uma forma reta;
  7. A dizer não sem medo da reação das pessoas;
  8. O nome certo da linha de trem que eu sempre pego;
  9. A usar o Google Maps;
  10. A lógica por trás da maioria das fórmulas matemáticas:
  11. Simple past;
  12. A ir embora da vida das pessoas quando não estão me tratando bem;
  13. O jeito certo de segurar uma tesoura;
  14. As capitais de todos os países;
  15. Declarar o imposto de renda sozinha;
  16. Como não ruminar quase tudo;
  17. A não usar o celular antes de dormir;
  18. A diferenciar pensamentos de verdades absolutas;
  19. Impor limites;
  20. Maquiagens elaboradas;
  21. Qual o melhor tecido para roupas;
  22. O número de telefone das pessoas para emergências;
  23. O nome da maioria das ruas do meu bairro;
  24. Conceitos de biofísica;
  25. Embaralhar cartas;
  26. Jogar xadrez;
  27. Disfarçar a expressão facial quando não gosto de alguém;
  28. Jogar truco;
  29. Não sentir vergonha de quem eu sou. 

Paçoca appreciation post | BEDA #28

 




Self Image 2026 | BEDA #27


Ter um blog pessoal desde a adolescência é um dos grandes traços que constituem quem sou, assim como escrever um self image a cada ano. É necessário um esforço muito grande da minha parte ler o que escrevi por aqui nos últimos doze anos sem querer apagar tudo. Relembrar quais eram os meus problemas, dúvidas e vontades enquanto crescia é pesaroso, por vezes vergonhoso. Ainda assim, é impossível não notar o que a eu atual tem em comum com todas as Tatianes que já fui: a vulnerabilidade.

Precisei vestir uma roupagem escura e com calçados pesados muito cedo, e por anos fiz disso a minha personalidade. Mesmo ali eu já estava, sem perceber, sendo vulnerável. O que é mais frágil do que alguém que em um teatro de si mesmo, se reafirma como forte o tempo inteiro? 

Nos últimos anos fui piada por chorar em momentos que me pedem o choro, por buscar conexão humana nos espaços que habito, por me expor, por falhar e por tentar. Nunca me arrependi.

Sempre comento em terapia como não tenho planos para a vida após os 30 anos. Não me entenda mal, não falo isso como quem não pensava que estaria viva, mas sim como alguém que por muito tempo precisou seguir um roteiro. Estudar, trabalhar e chegar lá. Depois que chega, o que é que fica? 

Sinceramente, não tenho muitas respostas para as minhas indagações, mas sei o que quero: recomeçar. Trocar de emprego sempre que necessário. Mudar de ideia quantas vezes fizer sentido. Repensar ciclos, pessoas e lugares. Tentar de novo. Mais uma vez. 

Estar vulnerável e não confundir com fraqueza. Mente e coração abertos, porque toda dor passa.

A ideia do self image é do Eric que os publica anualmente. No blog você encontra as versões de 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021/2022, 2023, 2024 e 2025

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