14 outubro 2018

Be bostra as ibagens: Setembro de 2018.

Três coisas são certas na vida: a morte, o especial de fim de ano com o Roberto Carlos, e o Be Bostra as Ibagens mensal nesta url. Setembro não foi um mês de grandes movimentações por aqui, o que se refletiu bastante nas poucas fotos compartilháveis que tirei. 

Paçoca ou Louro José?



A mesa da minha cozinha fica próxima à parede, o que faz com que uma das quatro cadeiras dela fique sem espaço para ocupar. Pra resolver a exclusão, a mesma fica próxima a pia, e dona Paçoca, que não perde a oportunidade de roubar comida quando pode, se aproveitou da situação e fez dela sua cadeira oficial.

Se tem alguém lavando a louça, Paçoca também estará lá pra olhar; se alguém estiver cozinhando, Paçoca estará lá; se você respirar na cozinha, Paçoquinha saberá e imediatamente convocará o Louro José que há nela para ficar sentada te encarando (e lambendo o focinho, como é possível reparar pela foto).

Girando, girando, girando de lado.



Gosto muito da natureza de forma geral, mas não sou uma pessoa de flores. Acho-as lindas e fotografo a grande maioria que encontro, mas não gosto de recebê-las porque realmente acho que ficam melhores se em seus locais naturais. Foi por isso que diante de tantos girassóis -- já fora de seus lugares, infelizmente --, por dez reais em um supermercado, optei por não levar nenhum e só gravar na memória (minha e do meu celular) suas cores. Eu é que não quero ser culpada por acabar não cuidando direito de uma flor tão bonita (é a minha preferida, pro interesse de ninguém). 

Por hoje é isso, prometo fazer melhor na próxima. 

04 outubro 2018

Sunshine Blogger Award.


A Carolina, do KraheLake (vocês conhecem ela e o blog dela? Pois deveriam), me indicou pra responder ao Sunshine Blogger Award, que segue o estilo das postagens que alguns chamam de "meme", outros de "tag", e até hoje não consigo definir o que realmente é. Ele consiste em responder 11 perguntas feitas por quem me indicou, e criar mais 11 perguntas para serem respondidas por 11 blogs da minha escolha.

Minhas 11 respostas:

1. Já que eu vou chutar o balde em algum momento, vamos começar com uma pergunta mediana e mais séria: com que frequência você chora?

Posso garantir que não nesse momento, porque acabei rindo com a pergunta. Nunca tive problemas pra chorar, como acontece com algumas pessoas que consideram fraqueza, mas geralmente acontece quando algo muito ruim (na minha visão do que é ruim, heh) ocorreu, ou quando eu me sinto pressionada demais e já estou prestes a implodir. Acho que nesse ano devo ter chorado umas dez vezes, no máximo. Considerando que estamos no mês dez, acho que estou equilibrada, né?

2. Qual é o seu personagem favorito de Chaves e por quê?

O Kiko! Não tem nenhum motivo em especial, mas desde muito pequena eu sempre gostei mais dele, então acho que se tornou mais uma memória afetiva da minha infância. 

3. Que outro nome além do seu (se é que tu gosta dele) você acha que seria perfeito pra ti? (Eu ficaria com Suzannah ou Jeni.)(Esse é o tipo de questão que me faço às três da madrugada de uma noite insone.)(Não que você queira saber.)

Realmente uma questão importante para a madrugada! Antigamente eu pensava mais nisso, mas eu tenho esse problema com nomes, em que eu não consigo definir o que é um nome bonito. Sempre sei quando um nome me soa estranho, mas nunca sei quando é bonito. Gosto de Barbara por dar a ideia de ser alguém barbara (ou não), e já gostei muito de Mariana por que sou brega e penso na junção da imensidão do mar como representação da força da Ana (eu sei), mas não me vejo tendo nenhum dos dois nomes. Ainda bem que meu pai escolheu o meu, porque nem eu consigo fazer isso, como vocês podem ver. 


4. Qual é o seu planeta favorito do nosso sistema solar? (Saturno (por causa DOS ANÉIS de um trocadilho com meu sobrenome) e Netuno aqui.)(Não que você queira saber.)

EU QUERO SABER O TROCADILHO! E não consigo escolher só um, porque acho Júpiter, Marte e Saturno igualmente interessantes e bonitos. 

5. Qual é o objeto mais aleatoriamente WTF que você tem no seu quarto?

O canino da minha cachorra que caiu agora. 

6. Apelando pra um recurso visual: existe uma foto que você verdadeiramente se orgulha de ter tirado? Poderia postá-la aqui?


Eu gosto muito de observar paisagens e pessoas que nelas estão. Uma das minhas fotos favoritas é na verdade uma sequência de duas, em que coincidentemente, uma moça passou pelo exato local da Casa das Rosas segundos depois de eu ter tirado a primeira foto, e senti como se eu estivesse podendo ver quando a cidade é ocupada pelas pessoas e como interferimos nela. 



PARA MAIS IMAGENS DE QUALIDADE DUVIDOSA ACOMPANHE O BE BOSTRA AS IBAGENS.

7. Você já fingiu estar chorando em depressão profunda e às vésperas de um suicídio para ver qual seria a reação do seu bichinho de estimação e ele totalmente cagou pra você como o meu? Se não, que tipo de experimentos desse tipo você já fez com seus pets (sejamos donos criativos interessados na amplificação dos conhecimentos etológicos, por favor)?

Na realidade nem foi experimento, porque eu realmente estava deitada chorando e dona Paçoca, a primeira de seu nome, não quis nem saber do meu sofrimento e pulou em mim me chamando pra brincar. Desde esse dia me engano dizendo que só aconteceu porque ela ainda é muito filhote, e que um dia ela vai entender e me consolar de um jeito fofo.

8. Já ficou com a mão presa dentro de uma lata de Pringles?

Não, pois sou muito pobre pra comer Pringles.

9. Como se lava uma peneira?

Aqui em casa eu só deixo a água passar pelos buraquinhos e esfrego com detergente. Se funciona, jamais saberei.

10. Você já esteve em uma situação em que realmente achou que iria morrer? Como lida com a morte, aliás? (Duas perguntas dentro de uma talvez seja trapaça. Pode escolher uma só, se você for muito ortodoxa.)

Quando eu estava na sétima série, na saída da escola, um rapaz apareceu armado, com a intenção de balear um outro aluno da escola que era amigo da namorada dele e ele tinha ciúmes. No fim ninguém foi baleado, mas ele estava descontrolado e atirou pra tudo quanto é canto, então eu só corri torcendo pra nada me acertar.

Vejo a morte como algo muito natural. É claro que perder pessoas próximas dói, e é um processo de cura que talvez dure nossas vidas inteiras, mas não tenho medo dela acontecer comigo, como muitas pessoas tem. Tenho medo de acontecer em um momento da vida em que ainda não tenha alcançado algo que quero muito, apenas. 

11. Você tem algum guilty pleasure ou não dá a mínima pra esse conceito?

Eu não consigo pensar em nenhum no momento porque atualmente sinto que tenho abraçado de forma total meus gostos, por mais destoantes que possam ser da visão que passo aos outros. Como já disse no Twitter, gosto das novelas infanto-juvenis do SBT hahaha, vai ver As Aventuras de Poliana é meu guilty pleasure assumido.


Minhas 11 perguntas aos indicados:

1. Você é mais razão ou emoção? Acha que como disse a banda Nxzero, entre as duas, a saída é fazer valer a pena?
2. Se você fosse um objeto de cozinha, qual escolheria ser?
3. O que sua versão de 5 anos atrás acharia da sua versão atual?
4. Já assistiu Gilmore Girls? Se sim, reflita friamente e me responda: você é mais Rory Gilmore ou mais Paris Geller?
5. Qual foi o melhor livro que leu nesse ano?
6. Se você fosse um meme, qual seria?
7. No mundo invertido, você seria um Demogorgon, ou uma experiência científica?
8. O feijão vai por cima ou por baixo do arroz?
9. Qual foi a coisa mais vergonhosa que já te aconteceu em público?
10. Entre essas duas opções, qual seria seu maior medo: ter toda a sua vida exposta na internet ou ser perseguida por uma aranha gigante por um dia inteiro?
11. Severo Snape era mesmo um vilão, ou foi só injustiçado pela vida?

Blogs que indico:

Beyound Cloud NineFlor de PassarinhoLapsos; Love is Enough;  Lunatic Pisces; Meus CafésPale SeptemberStarships and QueensSuspirareWhat Would Leslie Knope Do?Wink;  

Se por acaso você não estiver entre os indicados, mas quer responder às minhas perguntas, sinta-se em casa para repostar no seu blog. Me manda o link que vou adorar ler!

23 setembro 2018

Nós existimos: 23 de Setembro, dia da visibilidade bissexual.



Gosto de enxergar as relações entre dois significados do dia 23 de Setembro: o início da primavera, que mesmo podendo ser vista como o meio termo entre o inverno e o verão, a dicotomia das duas estações, possui suas próprias características que a tornam uma estação tão colorida e florida, e o dia da visibilidade bissexual, que assim como a primavera, não se trata de nenhum meio termo, mas de uma sexualidade bem definida, com suas próprias características e que mesmo sendo encarada por muitos como a confusão, é simplesmente a certeza de se conhecer o suficiente a ponto de se mostrar muito além do que uma breve olhada pode ver. 

Tenho a viva lembrança da primeira vez em que minha sexualidade se fez clara, mesmo que eu, sem saber da possibilidade de sentir atração por homens e mulheres, a tenha ignorado. Eu era só uma pré-adolescente sem a mínima noção de mundo, muito menos do meu espaço nele, e quando me vi sentindo o coração palpitar por uma garota -- coisa que até então só tinha acontecido com meninos, mesmo que de forma muito inocente --, bloqueei completamente aquilo e me recusei a entender o que era, porque durante todo o meu crescimento só tive contato com um mundo formado por (muitos) heterossexuais e homossexuais, sem ninguém que pudesse me apresentar à sigla B do LGBTQ+. 

Anos mais tarde, durante o ensino médio, me vi apaixonada por uma garota, e mesmo assim continuei sem me entender, porque na minha cabeça, aquilo só podia significar que eu era lésbica. Meus amigos, que ou eram homossexuais ou heterossexuais, costumavam fazer muitas piadas de mal gosto com a bissexualidade alheia, e sim, grande parte da galera lésbica/gay não é a favor da nossa representação, mesmo que estejamos lado a lado na mesma sigla. Anos após esse episódio, me apaixonei por um garoto e finalmente deixei de lado o que os outros estavam dizendo pra me assumir como sempre fui: um ser capaz de amar, seja uma mulher, seja um homem.



O dia 23 de Setembro é para mim, uma data para lembrar que meus sentimentos são tão válidos como quaisquer outros, e que não devo ser inviabilizada por não estar dentro de uma caixa que há muito tempo foi tida como único modelo possível de vida. A luta para se compreender é diária, muitas vezes esmagada por comentários maldosos, mas ninguém pode me dizer qual o jeito certo de amar, muito menos quem devo amar.

Coisas que já passei por ser uma mulher bissexual:

  • Pessoas LGBTQ+ me questionando porque antes eu estava com uma garota, e no momento me encontrava "com um pau" (porque pra eles, pessoas são só isso, e não seres por quem me sinto atraída por coisas que vão muito além);
  • Ser chamada de indecisa;
  • "Amigos" homens se oferecendo para participar da minha relação com uma mulher;
  • Esconder minha sexualidade de amizades recentes para evitar os questionamentos; 
  • Ser relacionada à imoralidade;
  • Ouvir de pessoas que não sabiam sobre minha sexualidade, que jamais namorariam alguém bissexual, por que seriam duas vezes mais chances de ser traído, como se isso não dissesse respeito à moral do seu cônjuge, e sim a sexualidade dele; 
  • Ouvir que aparentemente eu nunca tinha tido um relacionamento sério, por na época, ter namorado uma mulher, e não um homem;
  • Ouvir que era apenas um momento de descoberta da adolescência, de pura curiosidade;
  • Ser tida por casais héteros como uma possível experiência a três; 
  • Ser tida ou como lésbica ou como hétero nos dois relacionamentos que tive, já que ambos duraram anos e aparentemente isso acaba com a minha bissexualidade;
  • Levar fora de amiga hétero que ao descobrir minha sexualidade, entendeu que as chances de eu estar atraída por ela eram altas (nunca foram);
  • Ter que entregar a carteira de bissexualidade pra algum(a) hétero que precisava da minha aprovação pra saber se era ou não bi. 

Personagens da ficção que estão representando a bissexualidade nas telinhas:


  1. Callie Torres, de Grey's Anatomy (cuja atriz, Sara Ramirez, também se assumiu); 
  2. Rosa Diaz, de Brooklyn Nine-Nine;
  3. Darryl, de crazy Ex-Girlfriend;
  4. Simon, do livro Carry On, da autora Rainbow Rowell.




I'm g-g-gettin' bi. Getting bi.
And it's something I'd like to
Demystify. It's not a phase.
I'm not confused. Not indecisive.
Don't have the gotta choose
Blues! I don't care if you wear
High heels or a tie. You might
Just catch my eye.
© Limonada.
Maira Gall