2016: o ano Amanda Palmer.



Depois que passei pelo processo chamado mundo afora de amadurecimento - não sei se como consequência dele ou se é uma mera coincidência - foi ficando cada vez mais difícil ver as coisas com bons olhinhos, sabem? A amargura me pegou, tentei escapar não consegui. Acredito que uma das cenas mais marcantes de Clube dos Cinco é a em que a Alisson diz "Quando você cresce, seu coração morre." justamente pela identificação que ocorre entre a vida real e o mundo cinematográfico; a gente vai crescendo e vai ficando tudo meio chato, inclusive nós. E depois de três anos seguidos vendo essa teoria se confirmar diariamente, 2016 me mostrou o contrário.

Foi o primeiro ano em que resolvi não me cobrar nada, eu sabia o que precisava ser feito e sabia como e quando correr atrás de tais coisas, e se hoje, enquanto escrevo esse texto, consigo sentir o alívio de ver que o caminho escolhido foi o certo, é graças a isso. Entendi que montar listas em um papel pode sim ser muito divertido, mas não me garante nada além de mais frustrações com o que não funciona, e que na maioria das vezes, essas metas estipuladas no papel costumam envolver dinheiro, e por incrível que pareça, o melhor ano dos últimos três consecutivos, conseguiu sê-lo apesar da pouca condição financeira.

Comecei aprendendo a confiar mais - nos outros, nas minhas ambições - e a estar disposta, algo simples, mas que muda todo o rumo das coisas. Falei aqui sobre usar nossos superpoderes e essa definitivamente foi uma característica marcante desses doze meses. Ajudei pessoas perdidas na minha cidade e confiei que se caminhasse lado a lado com elas não seria assaltada (e não fui!), superei a timidez e elogiei quem admirava enquanto olhava nos seus olhos e sentia a alegria delas, me permiti conhecer pessoas novas e rir com elas por qualquer coisa o que só trouxe a certeza de que as pessoas certas existem e nos fazem um bem danado.

Aceitei que não dá pra abraçar o mundo de uma vez só e que saber a hora de ficar e a hora de partir é difícil, mas benéfico. Os anos passam e nós não mudamos só fisicamente, a mente amadurece, os sentimentos sabem sua hora, as pessoas não compactuam mais com quem somos e isso não significa que você deixou de amá-las ou que tudo o que enfrentaram juntas foi uma mentira, só significa que a vida aconteceu e que agora as peças se desgastaram muito a ponto de não ter mais como encaixá-las. Existir é isso, ser notado na chegada e na saída.

Aprendi que não há problema algum em cantar de repente, porque sempre vai ter alguém pra continuar a música com você, que ter ataque de riso no meio da rua deveria ser rotina, que pedir abraços e chorar um pouco quando tudo é pesado demais é mais fácil do que querer carregar o mundo sozinha, que às vezes todo mundo precisa se cuidar mais, tanto fisicamente como emocionalmente e me tornei praticamente a versão feminina do Schmidt de New Girl com o mantra "I try to set a good example. Treat your body like a temple."

Foi um ano de dedicação aos estudos, com resultados que não poderão ser aproveitados por outras questões, mas que me mostraram o potencial que tenho. Foi ano de newsletter, de 31 dias seguidos de BEDA, de um Blogmas que não deu muito certo, mas que se supera pela tentativa pra sempre registrada aqui, ano de conhecer gente nova não só na vida real, porque o virtual também existe e está cheio de pessoas incríveis com quem troquei e-mails, tweets e mensagens pelo Facebook (e cara, eu tenho pessoas de outros Estados no meu Facebook!!! Pessoas que nunca vi!!! E tenho total liberdade para falar com!!!).

Se eu pudesse escolher qualquer coisa pra fazer nessas últimas cinco horas que restam do ano, tentaria mandar um e-mail pra Amanda Palmer agradecendo (e ao mesmo tempo xingando, mas de uma maneira boa) por me fazer perceber que os outros são só pessoas, e que estar disposta ao que, e a quem vier, é a única coisa necessária para ser sempre melhor. E já que é preciso encerrar esse texto de algum jeito, que seja citando Drummond.

"[...]Teus ombros suportam o mundo 
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda. 
Alguns, achando bárbaro o espetáculo, 
preferiram (os delicados) morrer. 
Chegou um tempo em que não adianta morrer. 
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. 
A vida apenas, sem mistificação." 

Os Ombros Suportam o Mundo, Carlos Drummond de Andrade.

Até 2017!

Ceia de natal fictícia.



Que o meu Blogmas falhou vocês já perceberam, mas falhar com os posts coletivos é algo que não vai acontecer. Como comentei no post das crushes, me juntei com as meninas (Ana, Manu, Mia, Michas) e até a próxima semana estaremos fazendo posts coletivos em nossos respectivos blogs. Nessa eterna dúvida para saber se é TAG ou meme, digo que montamos um esquema para criar nossa ceia de natal fictícia com convidados especiais de séries ou livros. Segurem os garfos, escolham seus lugares, abram os botões da calça e venham comigo.

Um personagem para preparar a ceia.



Como boa fã de Friends deixo as honras de escolher o que preparar para nosso banquete nas mãos de Monica Geller. A vemos trabalhando como chefe em toda a série, com exceção, é claro, da época em que usou peitos falsos e dançou em cima de um balcão, e baseado nas mesas que a personagem apresentou nos episódios de Ação de Graças tenho certeza que o natal com ela na função será ótimo. Só espero que não convide o Joey para vir junto, pois temos muitos convidados e precisamos dividir a comida. 



Um personagem para ser o anfitrião.

Como anfitrião, não consegui pensar em personagem melhor que Mrs. Darcy. Ele certamente saberia receber todos os convidados de forma honrosa, e o som do piano tocando ao fundo de sua mansão não deixaria a desejar de forma alguma.






Um personagem que pode causar uma cena.

Se antes comentei que Joey poderia ser um problema, mudei completamente de ideia quando pensei que talvez Monica pudesse convidar Will Colbert. Personagem interpretado por Brad Pitt no episódio "The One with the Rumor". Ross com toda certeza tentaria apoia-lo por serem amigos de longa data, acabaria em mais uma discussão com Rachel para saber se eles estavam ou não dando um tempo e tudo isso levaria Mrs. Darcy a educadamente retirar os convidados. Tempo suficiente para Joey comer o peru sozinho. Sem dúvidas uma má ideia.

Um personagem para ser o papai noel.

Isso tá quase virando um post inteiro sobre Friends? Talvez até esteja, mas fica impossível não pensar no Ross para isso. Se com o Ben ele não pode acertar de primeira e já chegar no apartamento vestido de Papai Noel, espero que com a Emma tudo tenha dado certo.

Um personagem que é super popular.

Rachel Green é pioneira nisso. Tenho certeza que em poucos minutos estaria sentada ao lado da Elizabeth questionando como ela e Mrs. Darcy se conheceram, e provavelmente inventando histórias românticas entre ela e o Ross para contar.



Uma vilã ou vilão que merece um pouquinho de compaixão.

No meu ponto de vista, não é exatamente de uma vilã que vamos falar, mas levando em conta alguns feitiços lançados no passado, creio que Regina, a bruxa má de Once Upon a Time mereça uma cadeira na mesa de jantar e até uns presentinhos por bom comportamento.






Um casal.

Imaginar isso me deixou muito feliz, então decidi convidar Cath e Levi, de Fangirl (Rainbow Rowell). Tenho certeza que a Cath ficaria encantada por estar conhecendo Elizabet e Mrs. Darcy, e imagino uma amizade entre Levi e Joey que daria certíssimo. 

Um herói.



Oportunista que sou, chamaria ninguém menos que o Flash para depois das festas ter quem me ajudar à arrumar todas as coisas de uma maneira rápida e pratica. Juro que em troca colocarei presentes melhores para ele. 

Um personagem que ainda seja criança.

Cocei os dedos para incluir os filhos da Monica e do Chandler nessa parte, mas lembrei que o último episódio foi ao ar em 2004, e se eles nasceram naquele ano, hoje estão com 12 anos e já são pré-adolescentes (imaginem o Chandler lidando com filhos pré-adolescentes!). Sendo assim, criei um universo paralelo onde a Phoebe se tornou mãe de lindas crianças com os cachinhos do Mike que estão correndo por todos os lados e preocupando Mrs. Darcy.

Um personagem subestimado.



Contrariando todo o rumo que a ceia tomou até aqui, escolho citar Ted Mosby, de How I Met Your Mother, apesar de toda a série girar basicamente sobre ele e sua perspectiva, creio que ninguém gostaria da ideia de convidá-lo para o natal. Ele definitivamente é o tio que pega álbuns de fotos com você bebê, pelado na banheiro, e conta para quem estiver do lado sobre como você era fofo até beber muito champagne e começar a refletir sobre a vacuidade da vida em um momento em que todos só querem comer. 

Um personagem de sua própria escolha.

Sem dúvidas Gunther. A essa altura acredito que ele já tenha superado a Rachel, e o convívio deve estar bem mais fácil. Quem sabe ele até não encontrou um novo amor! Depois de tantos cafés servidos, convidá-lo para o natal é um ato muito bonito.

E vocês, como organizariam suas ceias? Me contem nos comentários, e boas festas!

Não era crush, era cilada.

Quando topei entrar no Blogmas do meu jeitinho (postando com mais frequência, mas não todo dia) só entrei de cabeça nessa graças as maravilhosas Manu, Ana, Mia e Michas, que estão dando todo o apoio necessário em um grupo nomeado como "Cilada" e combinando posts para bichar. Entre eles, temos este que se apresenta à vocês no momento: depois do meu top 5 fictional male crushes no BEDA, eis aqui o "Não era crush, era cilada" pois todos os crushes que serão citados aqui só machucam e abusam do meu coração.

1. Crush da literatura.



Esse é um problema muito comum na vida de um leitor: a paixãozinha por um personagem que está ali, em uma página de livro. A vontade que eu fiquei de citar o Mrs. Darcy, vocês não fazem ideia! Mas como já fiz uso dele no meu top 5 anterior, dou a posição para Mrs. Edward Ferrars, de Razão e Sensibilidade. Jane Austen sabia como ninguém o jeito certo de criar homens.

2. Crush das telinhas.



Logan Huntzberger é uma enorme questão na minha vida. Nas temporadas clássicas de Gilmore Girls ele já tinha seus problemas - e eu odeio muito a forma como ele é apresentado à Rory - e o Revival só trouxe mais alguns probleminhas para o personagem, mas meu coração bate forte quando ele passa e os sentimentos são os únicos fatos.

Só acontece comigo #54


Teve esse dia, na volta do meu primeiro vestibular do ano, em que um arco-íris tímido decidiu aparecer em São Paulo (e eu posso ou não ter interpretado como um sinal pois precisava de motivação naquele momento) e meu pai, enquanto dirigia, sempre convencido de que pode me tirar do lado negro da força, comentou:

- Sabe qual o significado do arco-íris?
- Refração da luz solar.
- QUÊ?!
- É um fenômeno óptico, desvio do feixe de luz.
- ...
- Era pra eu responder sobre a história de Noé, né?
- O vestibular acabou com você, filha.

Desculpa Noé (mas sobre o vestibular meu pai tem toda a razão, acabou mesmo comigo).

Uns minutos depois passou um carro do nosso lado com dois caras, um no volante e outro no banco do passageiro, ambos com a máscara do V de Vendetta dançando música eletrônica.

Tem dias que a vida não faz muito sentido.

A gente precisa conversar sobre o primeiro episódio de Gilmore Girls.

Esse post contém spoilers do Piloto de Gilmore Girls.




Então eu voltei a ver Gilmore Girls. Logo no primeiro episódio, quando Rory ainda estudava na Stars Hollow High School, em uma conversa com Lorelai e Sookie descobre que foi aceita em Chilton, uma escola preparatória cara, cujas mensalidades são responsáveis pela aprovação de todos os seus ex-alunos em universidades como Yale e Harvard. Até então o sonho da Gilmore mais nova era cursar Jornalismo em Harvard, o que torna Chilton um grande passo rumo ao mundo acadêmico.

Quando Rory está limpando seu armário empolgada por contar a novidade para sua melhor amiga Lane, acaba conhecendo Dean, um garoto vindo de Chicago, alto, com jaqueta de couro e uma carinha de bumbum de neném que nenhuma garota aos 16 anos conseguiria controlar seus hormônios diante dela. É esse encontro que uso como ponto para esse texto. 

A tradução do título usada no nosso país não é escolhida à toa. Aqui no Brasil, quando transmitida pelo SBT, Gilmore Girls passou a se chamar Tal Mãe, Tal Filha. E como já explícito, durante as sete temporadas da série vemos que mesmo Lorelai e Rory sendo pessoas diferentes que vivem de maneiras opostas, a mãe e a filha costumam ser bem parecidas quanto ao modo que tomam suas decisões e como suas personalidades se mostram iguais com o passar do tempo - Rory pode até ser um pouco mais pé no chão que Lorelai por ter seguido a risca tudo o que precisava para alcançar seu sonho profissional, mas são vários os momentos em que notamos a sua semelhança com a mãe por agir impulsivamente sem medir as consequências de seus atos - o que já pode ser visto no Piloto da série. 



Depois do encontro com Dean e de perceber que o mesmo estava interessado nela, Rory se fecha com sua mãe que através de outra personagem (Miss Patty) descobre o verdadeiro motivo para sua filha repentinamente não querer mais ir para Chilton (algo que desejava MUITO). Ao contrário do que a garota diz, a mudança não está ligada ao dinheiro que será gasto no processo, nem mesmo as longas viagens de ida e volta diárias. Rory não quer mais ir para Chilton porque conheceu Dean, e para uma garota de 16 anos que nunca foi notada por um cara, descobrir que alguém a quer é capaz de fazê-la deixar para trás muitas coisas. E é essa a cena que nos mostra toda a base da série: uma filha que mesmo sendo diferente de sua mãe quando tinha a mesma idade, por ter uma personalidade muito parecida acaba tomando decisões no mesmo nível, uma mãe que carrega traumas de sua criação e por isso realmente acha que a filha precisa compartilhar tudo o que acontece em sua vida com ela, e uma avó que por sempre ter sido impedida de cuidar da própria filha o faz em todas as brechas que encontra. O que nos leva ao Revival lançado pela Netflix, e esse texto não terá spoilers do mesmo, mas para quem já assistiu: o rumo que a vida da Emily toma, o fato de a Lorelai continuar sendo a birrenta que se recusa a enxergar as coisas boas que seus pais fizeram por ela e o modo como a Rory administra sua própria vida além das quatro últimas palavras estavam esse tempo todo na nossa cara.

Gilmore Girls é uma série sobre pessoas, e pessoas cometem mais erros que acertos, nós sabemos muito bem disso, só é difícil quando a ficção joga essa verdade no nosso colo e não nos deixa outra escolha, né?

Ser.



Você não é o cargo superior na empresa que trabalha, não é o diploma daquela faculdade

Você é a risada que deixou escapar brincando com o cachorro, é o olhar trocado com a pessoa amada, é a noite mal dormida pensando nos problemas

Você não é o dia ao avesso em que fora da cama nada estava certo e por isso xingou todos os seus amigos (mentalmente).

Você é o dia em que ajudou alguém que nem conhecia, é a cumplicidade trocada com quem senta ao seu lado no ônibus ao deixa-lo sair sem precisar dizer nada, é a vez que procurou moedas no fundo da mochila porque queria um sorvete.

Você não é tudo o que sua mente grita sempre que um erro é cometido, você não é o que os outros te dizem que é.

Você é um conjunto da matemática básica com vários elementos pertencentes em união e não um Delta negativo que acaba com toda a equação.

Wishilist literária.

Algo que nunca paro de querer, além de comida, são livros, e é sempre difícil escolher apenas alguns para colocar em wishlists, mas ultimamente não consigo pensar em nenhuma leitura além das que escolhi para esse post, e não que eu esteja falando sério, depende de como você enxergar isso, mas se alguém por ai quiser mandar o link desse post para o programa do Celso Portiolli e quem sabe tocar o coração desse homem a realizar esse meu sonho de fim de ano: aceito. 


  1. Livre: A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Reconhecimento (Cheryl Strayed).
"Aos 22 anos, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, aos 26 anos, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar 1.770 quilômetros da Pacific Crest Trail (PCT) – trilha que atravessa a costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave, através da Califórnia e do Oregon, em direção ao estado de Washington – sem qualquer companhia. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era bem mais que uma linha num mapa. Em sua caminhada solitária, ela se deparou com ursos, cascavéis e pumas ferozes e sofreu todo tipo de privação. 

Em Livre, a autora conta como enfrentou, além da exaustão, do frio, do calor, da monotonia, da dor, da sede e da fome, outros fantasmas que a assombravam. “Todo processo de transformação pessoal depende de entrega e aceitação”, afirma. Seu relato captura a agonia, tanto física quanto mental, de sua incrível jornada; como a enlouqueceu e a assustou e como, principalmente, a fortaleceu. O livro traz uma história de sobrevivência e redenção: um retrato pungente do que a vida tem de pior e, acima de tudo, de melhor. " 
Fonte: Skoob. 
Além de ser um livro com um relato da própria autora em um momento difícil, Livre foi adaptado para os cinemas e atualmente citado em Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar, como uma grande inspiração para Lorelai Gilmore em uma fase cuja personagem precisa se encontrar novamente. Confesso que até o retorno das garotas Gilmore ainda não possuía nenhum contato com o mesmo, sendo Amy Sherman-Palladino parcialmente culpada pelo meu interesse. Além disso, o Valkírias teceu elogios à ele, e algo me diz que será uma leitura com resultados próximos aos que A Arte de Pedir, da Amanda Palmer, teve sobre mim. 

      2. Carry On: Ascensão e Queda de Simon Snow (Rainbow Rowell).
"Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior Escolhido que alguém já escolheu. 
Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. 
Carry On é uma história de fantasma, de amor e de mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros."
          Fonte: Skoob. 

Quem é a rainha dos young adults e por que seu nome é Rainbow Rowell? Uma das teorias que tenho para todas as coisas ruins que acontecem no mundo é: se todos fossemos uma criação da Rainbow tudo seria melhor. Uma pessoa com esse nome consegue produzir algo ruim, gente? É claro que não consegue! Carry On é algo parecido com um spin-off de Fangirl, da mesma autora (e meu livro preferido dela!), onde a personagem Cath, fã de Você-Sabe-Quem, não, espera, fã de um bruxinho com um raio na testa, é muito conhecida por sua fanfic do mesmo, publicada na internet. Em alguns momentos de Fangil até temos acesso a alguns capítulos da fanfic, o que causou um pouco de descontentamento em vários leitores, mas várias pessoas já disseram que Simon Snow nos surpreende positivamente. É um YA sobre bruxos (!) gays (!) e isso é muito mais importante do que talvez pareça no primeiro instante, mas por se tratar de uma categoria repleta de casais heterossexuais importa muito. POR FAVOR CELSO, ME DÁ ESSE LIVRO!

     3.  Nimona (Noelle Stevernon).
"Nimona é uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu. Mas ela não sabia que seu herói possuía escrúpulos. Menos ainda uma deliberada missão.
Até conhecer Nimona, Ballister fazia planos que jamais davam certo. Felizmente, a garota tem muitas sugestões para reverter esse quadro. Infelizmente, a maioria envolve explosões, sangue e mortes. Agora, Coração-Negro não só tem que enfrentar seu arqui-inimigo e ex-amigo, o célebre e heroico Sir Ambrosius Ouropelvis, mas também impedir que a fiel comparsa destrua todo o reino ao tentar ajudá-lo. 
Uma história subversiva e irreverente que mistura magia, ciência, ação e muito humor sobre camadas e mais camadas de reflexão – entre uma batalha e outra, é claro."
Fonte: Skoob. 
Nunca li graphic novels? Nunca li graphic novels! Mas desde o seu surgimento Nimona têm despertado meu coração (e o dos críticos literários também). Não tenho muito o que falar sobre, por se tratar de um lançamento recente, mas: quero.

     4.  Ninguém Vira Adulto de Verdade (Sarah Andersen).
"As tirinhas certeiras de Sarah Andersen, que já contam com mais de 1 milhão de fãs no Facebook, registram lindos fins de semana passados de pernas pro ar na internet, a agonia de andar de mãos dadas com alguém de quem estamos a fim (e se os dedos ficarem suados?!), a longa espera diária para chegar em casa e vestir o pijama, e a eterna dúvida de quando, exatamente, a vida adulta começa.
Em outras palavras, este livro é sobre as estranhezas e peculiaridades de ser um jovem adulto na vida moderna. A sinceridade com que Sarah Andersen lida com temas como autoestima, timidez, relacionamentos e a frequência com que lavamos o sutiã torna impossível não se identificar com esses quadrinhos hilários e carismáticos."
          Fonte: Skoob.

Desde que a descobri pela sua página no Facebook, Sarah se tornou uma das minhas amigas imaginárias. É incrível a capacidade dela de fazer com que eu me identifique com absolutamente todos os seus quadrinhos. Quando recebi a notícia da tradução do seu novo livro para o português só consegui pensar em uma coisa: precisa. ser. meu. Ah, o capitalismo, que bonito é!

    5.  Sobre A Escrita (Stephen King).
"Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempose vencedor dos prêmios BRAM STOKER e LOCUS na categoria Melhor Não Ficção, Sobre a escrita — A arte em memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras. 
O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação. Com uma visão prática e interessante da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir, Stephen King baseia seus conselhos em memórias vívidas da infância e nas experiências do início da carreira: os livros e filmes que o influenciaram na juventude; seu processo criativo de transformar uma nova ideia em um novo livro; os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso: Carrie, a estranha. Pela primeira vez, eis uma autobiografia íntima, um retrato da vida familiar de King. 
Ao mesmo tempo um álbum de memórias e uma aula apaixonante, Sobre a escrita irradia energia e emoção no assunto predileto de King: literatura. A leitura perfeita para fãs, escritores e qualquer um que goste de uma história bem-contada."      
         Fonte: Saraiva. 

Já vi várias pessoas que leram dizendo que acaba se tornando bem cansativo, mas ainda assim não desisti de um dia tê-lo. Recomendo a resenha do Resenhando Sonhos, blog da Tami.

    6.  Uma Breve História do Tempo (Stephen Hawking).
"Uma das mentes mais geniais do mundo moderno, Stephen Hawking guia o leitor na busca por respostas a algumas das maiores dúvidas da humanidade: Qual a origem do universo? Ele é infinito? E o tempo? Sempre existiu, ou houve um começo e haverá um fim? Existem outras dimensões além das três espaciais? E o que vai acontecer quando tudo terminar?
Com ilustrações criativas e texto lúcido e bem-humorado, Hawking desvenda desde os mistérios da física de partículas até a dinâmica que movimenta centenas de milhões de galáxias por todo o universo. Para o iniciado, Uma breve história do tempo é uma bela representação de conceitos complexos; para o leigo, é um vislumbre dos segredos mais profundos da criação."
          Fonte: Skoob. 

Stephen Hawking é uma das pessoas que mais admiro na vida. Sei que tem bastante coisa errada por baixo do tapete, principalmente com relação a vida pessoal dele, mas academicamente não consigo deixar de respeitá-lo, por tudo o que acredita e por tudo o que fez e continua fazendo. Que livro, meus amigos!

    7.  O Oceano no Fim do Caminho (Neil Gaiman).
"Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos.
Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano."
          Fonte: Skoob. 

Todo mundo sabe como Neil é maravilhoso no que faz e não há outra razão para amar e venerar absolutamente tudo o que esse homem toca. Sem mais explicações.

E vocês, que livros querem ler? Já leram algum da minha lista? Alguém tem o contato do Celso? Querem minha caixa postal pra mandar mimos, meninas? Comenta ai!


Meninas viciadas em blogs pessoais me add.

OLÁ INTERNET! Que bela noite de sexta-feira para estar em casa rolando o catálogo de filmes na Netflix sem conseguir decidir o que ver, não é mesmo?

Lembram de Agosto, aquele mês insano que toda a blogosfera se uniu para postar durante 31 dias? E se eu disser que isso pode quase acontecer de novo em Dezembro? Rolou toda uma agitação lá no grupo do SOTMB com o espírito natalino no ar e diante da incapacidade de postar por mais 31 dias seguidos, várias migas daqui se uniram (Ana, Manu, Mia, Michas ) e decidimos fazer algo mais diferenciado em que cada uma de nós escolheu o que era melhor para si (seja postar todos os dias, um dia sim, um dia não ou só participar das blogagens coletivas que combinamos) e como eu sempre digo, tem tudo pra dar errado quando se trata da minha pessoa, mas vai dar certo sim (principalmente porque com pessoas maravilhosas do lado tudo fica mais fácil). 

Ainda não consegui decidir qual será a frequência de postagens por aqui, só sei que todo dia é um sonho bem distante, mas é bem provável que eu alterne entre um ou dois dias de intervalo. Espero não traumatizar ninguém (e nem sair traumatizada). Vejo vocês logo logo! 

(Sou péssima pra fazer textos introdutórios com mais sentimento, deixo esse talento para as meninas.)




Só acontece comigo #53

Ou: aquele em que eu ganhei uma libra esterlina.
Ou ainda: faz muito frio aqui em London.



Se  você visita o blog com uma determinada frequência sabe que sou adepta assídua do transporte público. Nem sempre por vontade própria, quase sempre por necessidade. E ai que tem todo aquele sistema de troco, né? O motorista sempre precisa me devolver 20 centavos, então eu sempre sei que ou serão duas moedas de 10, ou quatro de 5, ou uma de 10 e duas de 5, de modo que nunca há nenhuma confusão no processo. Olhei o troco em minhas singelas mãos e ali estavam: uma moeda de 10, duas de 5. Segui minha vida? Segui sim, assim como manda o ritual. Cheguei em casa, deixei as moedas na escrivaninha e me distrai com outras coisas. Quando voltei ao meu quarto lembrei de guardar as moedas e notei a existência do que parecia ser uma anomalia ali no meio.

A moeda de 5 centavos não era um simples plebeu, meus amigos. 

É UMA FUCKING LIBRA ESTERLINA!!!!!


Como essa moeda veio parar em um município de São Paulo? Por quais mãos passou? Que histórias presenciou? Estaria sabendo do Brexit? São tantas questões.