Só acontece comigo #35

Reflitam.


Acontecem tantas coisas estranhas na minha vida durante as semanas que eu consigo me perder entre elas (inclusive esse é o motivo de eu ter nomeado todos os posts como uma série, encontrar um título cada vez que algo acontecesse seria trabalhoso demais), entro no Blogger e salvo vários posts com palavras que me façam lembrar dos acontecimentos e acabo esquecendo de postar, o que resultou em mais de vinte rascunhos de Só Acontece Comigo que aumentam cada dia mais, pois as estatísticas do IBGT (Instituto Brasileiro de Geografia da Tatiane) apontam que em 99,99% das vezes que saio de casa algo estranho acontece, às vezes eu nem preciso sair dela, pois tenho acesso a materiais que queimam e arrancam pele. 


Como comentei no post anterior, minhas aulas voltaram. Tirando o fato de eu ter feito um texto inteiro sobre minha insegurança para falar com pessoas desconhecidas e não satisfeita pedido ajuda no Twitter, tudo ocorreu de maneira agradável. Demorei quatro dias pra iniciar uma conversa com alguém? Demorei, mas pra quem achava que ia passar um mês deslocada foi o tempo ideal. Ignorando o primeiro dia de aula, que não teve nada de diferente, vamos todos nos imaginar no segundo dia, dentro do prédio onde eu estudo. Estão todos comigo? Eu espero que sim. 

Subimos dois lances de escadas, estamos em um corredor antes da sala de estudos, para ficar mais claro, tomei a liberdade de desenhar um mapa, prestigiem: 
Um oferecimento Windows XP.

Ao chegarmos no corredor, notamos a estranha presença de pessoas paradas esperando o que poderia ser: 

A) O apocalipse zumbi. 
B) Distribuição gratuita de produtos ilegais. 
C) Invasão alienígena. 
D) Nenhuma das alternativas.   

Se você assinalou a letra D, parabéns! A sua experiência em situações bizarras é elevada! 

Fiquei um tempo me perguntando o que podia estar acontecendo, olhei disfarçadamente o horário no celular e entendi qual era o problema daqueles pequenos seres: a porta da sala de aula estava encostada. "Não tem maçaneta nessa porta, Tatiane?" você, caro leitor, deve se perguntar, e eu digo, caro leitor, que sim, há uma maçaneta ali, mas o ser humano, esse animal tão superior, quando colocado em situação fora de sua rotina parece perder toda sua inteligência. 

A porta em questão precisa ficar encostada cerca de vinte minutos após o ar condicionado da sala ser ligado, por motivos que técnicos com conhecimento avançado no assunto acham coerentes, mas eu, mera humana não graduada em coisa alguma, possuo dificuldade em compreender.  

Percebendo a petulância do cavalo, caminhei na frente de todos os meus colegas, abri a porta, olhei para trás como quem diz "Sigam-me, conheceis a sala de aula e suas regras" e entrei na mesma, deixando a porta escapar lentamente da minha mão; o que se seguiu foi uma das cenas mais mágicas da minha vida: 

Mais de vinte pessoas; 
Mais de vinte pessoas uma atrás das outras; 
Mais de vinte pessoas uma atrás das outras se contorcendo de vergonha; 
Mais de vinte pessoas uma atrás das outras se contorcendo de vergonha e me olhando enquanto iam para seus respectivos lugares; 
Mais de vinte pessoas uma atrás das outras se contorcendo de vergonha e me olhando enquanto iam para seus respectivos lugares segurando o riso. 

Seria eu a famosa influenciadora desses jovens? 
Teriam eles entendido o recado? 
E principalmente: instituições de ensino, sejam vocês privadas ou não, avisem seus novos alunos sobre as particularidades do local. Ninguém passa no vestibular sem antes saber que na vida existem portas que precisam ficar encostadas. 

Você sabe o que é socializar? Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar.



Sempre tive o dobro da dificuldade considerada normal para me aproximar de pessoas novas. Cresci sendo filha única com primos mais velhos, que eu raramente via, e quando isso acontecia, costumava ser quase um objeto nas mãos deles - eu podia brincar, mas tinha que ser tudo conforme mandassem. Para evitar que eu crescesse sem conexão com outras crianças, minha mãe me matriculou em uma escolinha quando eu tinha um ano e meio, talvez eu fosse mais tímida ainda se tivesse iniciado minha vida escolar aos quatro anos como a maioria das crianças, mas ainda assim o problema não foi resolvido por completo.

Antes dos quatro anos mudei de cidade várias vezes, e não lembro se tinha problemas pra começar minhas amizades do zero com as outras crianças por motivos óbvios. Dos quatro aos seis anos permaneci na mesma escola, aos sete fui para uma nova escola onde fiquei só o primeiro semestre do ano, como dei sorte de chegar em um dia de trabalho em grupo não precisei me esforçar tanto para encontrar amigos novos; no segundo semestre daquele mesmo ano, fui para uma nova escola onde permaneci até os dez, ainda consigo lembrar perfeitamente do primeiro dia, sentei em uma das primeiras mesas e fiquei debruçada, em menos de cinco minutos seis crianças estavam a minha volta elogiando a capa do meu caderno e perguntando meu nome, e ali eu fiquei por quatro anos, sem precisar me preocupar em fazer novos amigos. Até que chegou o fim do Ensino Fundamental I e com ele eu teria que mudar de escola novamente, nada assustador também, já que vários amigos da antiga escola caíram na mesma sala que eu; depois de quatro anos, como a escola nunca mudava a composição das salas, eu já era amiga de mais da metade da classe. O Ensino Médio não foi diferente, conhecidos estavam na mesma escola que eu, alguns de nós caímos na mesma sala, mas foi logo ai que as coisas começaram a dar errado.



Quando a Amanda postou esse texto, foi inevitável não me identificar completamente. A escola nova era muito diferente da anterior, as pessoas eram muito diferentes, e é claro que quando você entra em uma escola onde popularidade é disputada como vagas em faculdades federais isso te faz querer ser um deles, e o maior erro da minha vida foi justamente querer. Eu tinha gostos em comum com essas pessoas - só os musicais, pra ser sincera - e isso me aproximou deles facilmente, mas me distanciou de tantas pessoas que realmente mereciam minha amizade que quando eu me toquei disso já não dava mais tempo de correr atrás do prejuízo; eu não era como eles, não gostava das conversas, não gostava das atitudes, sempre inventava alguma desculpa pra não sair com eles por não gostar dos lugares frequentados, ficava incomodada cada vez que tentava me isolar e alguém vinha atrás, mudei de escola outra vez e encontrei pessoas que me faziam sentir parte daquilo, mas só eu sei como foi difícil me enturmar de novo, só eu lembro dos textos que postava aqui no blog nessa época, e só eu sei o motivo de os ter excluído: ler tudo aquilo me fazia voltar para a época em que eu não me considerava uma pessoa que merecia ser reconhecida. 

O Ensino Médio acabou e eu me vi desesperada de novo. Os poucos amigos que eu tinha estavam tomando rumos completamente diferentes dos meus, outra vez, e se eu falar que não pensei em fazer qualquer coisa que me deixasse perto de algum conhecido vou estar mentindo.

Até que eu descobri um colega que também ia fazer curso pré-vestibular e aproveitei a chance para me matricular no mesmo lugar que ele. Caímos na mesma turma e passávamos nossas aulas rindo e nossos intervalos dançando forró (ele me obrigava e eu fingia odiar, mas no fundo era muito divertido) até que no segundo semestre coisas aconteceram nas nossas vidas, eu precisei mudar de período e ele precisou trancar a matrícula, foi quando percebi minhas duas maiores inseguranças, das quais fugi por anos, acontecendo do dia pra noite: eu não sei me aproximar das pessoas e não fico bem se estou sozinha quando todo mundo a minha volta não está.

Quando cheguei no novo período, o grande problema que encontrei foi a diferença de idade, apesar de eu ser um ano mais velha que a maioria, é incrível como um ano já muda o que achamos certo ou não. A maioria ali estava terminando o Ensino Médio, e vinham direto da escola cheios de energia e disposição - rolava gente colando caderno nas cadeiras com fita crepe e rindo quando o colega em questão chegava e tentava tirar o material daquela situação. As meninas infelizmente tinham aquela mentalidade em que ao invés de conversarem com as pessoas, olhavam de longe e faziam cara feia se você não estivesse dentro do que consideravam aceitável; ainda na minha primeira semana de aula, conheci uma menina que tinha as mesmas dificuldades que eu, até começamos a conversar, o que durou só um dia já que ela nunca mais apareceu; foi quando eu faltei por quatro dias seguidos e falei pra minha mãe que não ia conseguir continuar.

Minha mãe como sempre me deu um choque de realidade e me convenceu de que a vida não era desse jeito, a gente precisa enfrentar as coisas, ficar fugindo nunca vai te levar pro caminho certo. Então eu novamente uni forças e voltei para as aulas, pra minha surpresa, uma colega do outro período pediu transferência para a mesma turma que eu, e apesar de antes nosso nível máximo de socialização ser apenas um "Oi, tudo bem?", nos aproximamos tanto que hoje ela se tornou uma das pessoas em quem mais confio. E como eu queria terminar esse texto aqui, dizendo que às vezes o inesperado acaba sendo o melhor, mas não acabou, amigos. 

Faltam poucos dias para eu voltar para o cursinho, mas dessa vez não vai ter absolutamente ninguém conhecido ali, porque novamente as pessoas trilharam caminhos diferentes dos meus. Ao mesmo tempo que fico pensando o quão maravilhoso isso pode ser, quantas oportunidades de conhecer pessoas novas e possíveis amigos de verdade eu tenho, ainda sinto um enjoo enorme só de pensar que pelo menos na primeira semana eu posso ficar completamente sozinha. Eu gosto de estar sozinha, mas odeio ser sozinha, já sou insegura demais e notar que ninguém tenta se aproximar muitas vezes me faz querer desistir de frequentar os lugares, e eu sei que posso mudar isso, sei que posso iniciar uma conversa com alguém e mostrar para as pessoas pouco a pouco que estou interessada no que elas tem a me dizer, mas eu não recebi esse manual e não sei se algum dia vou aprender a me virar sem ele. 

Acho que nunca fiz um post tão pessoal como esse por aqui, o que significa que eu realmente estou muito desesperada. Me desejem sorte? Me falem como vocês fazem pra conversar com desconhecidos? Eu agradeceria muito!

Amontoado de Janeiro.


Sempre quis fazer um resumo sobre cada mês, mas me faltava a coragem para começar. Fazem treze dias que Janeiro terminou, eu sei, mas como disse no post anterior tive problemas técnicos de modo que não foi possível fazer esse post antes, como sempre dizem, o que importa é a saúde, e esse é sem dúvida alguma um blog saudável.

No primeiro mês do ano assisti mais filmes do que em 2015 inteiro (sério), na verdade não tenho esse costume, sou uma pessoa que prefere séries, mas as férias e todo o cansaço mental presente me fizeram apelar pra qualquer distração; ao todo assisti nove filmes e um documentário, os ordenei dos melhores para os piores.


  O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. (Reassistido.)
São muitos os filmes que eu nunca assisti por sempre preferir rever um que já conheço, mas Amélie me proporciona momentos tão sagrados que eu não sei como deixá-la ir. Além de ser um dos meus filmes favoritos, costuma sempre reacender a chama da esperança aqui dentro.



Donnie Darko. (Reassistido.)
Eu gosto muito de Donnie Darko, acho uma ideia inteligentíssima e me pego descobrindo coisas novas cada vez que reassisto. Pra quem nunca assistiu, recomendo ler primeiro as teorias que o explicam, apesar de conter muitos spoilers acho que fica mais fácil de assistir sem perder as partes principais (ou não).

Orgulho e Preconceito. (Reassistido.)
Eu não vou tentar justificar essa lista só ter filmes reassistidos até o momento, sou o tipo de pessoa que se diverte muito com Sessão da Tarde então vocês já podem concluir com essa informação que eu não sou das mais críticas com filminhos. Orgulho e Preconceito é uma adaptação da maravilhosa obra de Jane Austen, rola toda uma identificação com a Elizabeth, e Mrs. Darcy é um dos meus maiores crushs dessa vida, casava, tinha filhos e etc.

Amor e Inocência. (Reassistido.)
Às vezes eu até me questiono se fiz bem em assinar um mês de Netflix pra usufruí-lo com filmes que eu já conhecia, mas a vida não está ai para fazer sentido, não é mesmo? Motivos que tornam o filme maravilhoso:
  1. Jane Austen;
  2. Anne Hathaway;
  3. Anne Hathaway como Jane Austen;
  4. Tom Lefroy;
  5. James McAvoy como Tom Lefroy;
  6. UM CASAL QUE NÃO TERMINA JUNTOS E A GENTE SOFRE JUNTO, SOFRE MUITO POR SINAL!

Simplesmente Acontece.
Além de eu realmente gostar de reassistir filmes e de achar a Sessão da Tarde mais do que necessária, costumo preferir comédias românticas, pois sou da seguinte opinião: se for pra ver coisa ruim, eu saio na rua. Pois bem, Simplesmente Acontece é baseado no livro de mesmo nome, que inclusive pelo que andei lendo em resenhas, não é tão bom como deveria ser. Felizmente o filme está ai para provar que tem sim como uma adaptação cinematográfica ser melhor que seu livro; o enredo é aquele que todo mundo já conhece: melhores amigos de infância que são apaixonados um pelo outro, mas nada acontece, e se tem uma coisa que me faz amar um filme, é justamente ele ser desse tipo.


Como Não Esquecer Essa Garota. Alexis Bledel encarna mais uma vez a personagem fofa da história toda. Gus, um homem muito bonito por sinal, é um vendedor de joias, mora sozinho, e ama astronomia; um dia ele aparece na lanchonete em que Molly trabalha e ela nada boba o acha uma peça interessante, mas no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho: Gus tem um aneurisma cerebral que o faz ter perda de memória recente. Já vimos o Adam Sandler fazer algo parecido antes? Sim, já vimos, mas nesse filme o caso fica mais dramático o que não o torna um problema.
A Espuma dos Dias. É uma adaptação francesa para o livro de Boris Vian. É ótimo, mas escolhi assisti-lo no dia errado, o que me fez não entender metade dele, já que apresenta muitas críticas sociais e necessita de um cérebro apto para o serviço, peço perdão aos envolvidos.
Naomi and Ely's No Kiss List. Lançado no ano passado, o filme é uma adaptação do YA de mesmo nome. Naomi e Ely são melhores amigos desde a infância, ambos estão passando por momentos difíceis na família e precisam aprender a se virar já que começaram a faculdade. Ainda no colegial, fizeram uma lista com os garotos que ambos não poderiam beijar (sim, Ely é gay) cujo propósito é evitar que um deles acabe ficando com um garoto que chama a atenção do outro. Coisas acontecem, porque elas sempre acontecem, e parece que tudo vai dar errado mas não da. No inicio parece ser bem bobinho, mas no fim fica uma mensagem muito legal sobre amadurecimento.
Juntos Pelo Acaso.  Também é uma comédia romântica! Holly e Eric tem amigos em comum que por um tempo insistiram que os dois dariam um belo casal, o que cultivou o ódio entre ambos. A ideia do filme é bacaninha, engraçadinho e etc, mas a problematizadora que há aqui dentro não me deixou em paz desde o momento que apertei o play. Eric é um cara insuportável, que não só diminui mulheres verbalmente como também as trata como inferiores. Essa pessoa prega a palavra da heterofobia livremente pela internet. 
Documentário: Oh My God? Poderia ter sido um ótimo documentário, visto que percorre o mundo inteiro mostrando as diferenças entre as religiões e como mesmo assim estão todas unidas pela crença na existência de algo maior que todos nós, mas me incomodou muito perceber que em alguns momentos o produtor tira sarro de crenças menos parecidas com as suas, como se estivesse tentando provar que algumas são mais certas que as outras. Não sei se foi uma percepção errada da minha parte, mas enquanto não o reassisto deixo essa opinião em aberto.



Como meta para esse ano, estou me forçando a ler no mínimo quarenta e oito livros. 2015 foi um ano lotado demais e acabei perdendo o costume de fazer exatamente uma das minhas coisas preferidas: ler. Comecei com Eu Sou Malala, uma autobiografia incrível, que comentei sobre aqui e me deixou com uma vontade imensa de ser alguém melhor (e de ser melhor amiga da Malala também). Reli Pó de Lua, da Clarice Freire, que tem uma proposta parecida com livros como Eu Me Chamo Antônio. 


Comecei a reler O Menino do Pijama Listrado, que inclusive já abandonei, hehe. Continuei a leitura de Serial Killers: Louco ou Cruel?, da investigadora brasileira Ilana Casoy, um livro muito bem feito, mas que demorei tanto pra terminar por culpa do vestibular. Comecei a ler o ebook de Backlash: o contra ataque na guerra não declarada contra as mulheres, e é horrível perceber como um livro escrito no século passado ainda se aplica completamente aos dias atuais, uma ótima leitura pra quem ainda tem dúvidas sobre o feminismo, ou gostaria de se aprofundar mais no assunto. Comecei a reler A Cidade e as Serras, já que está entre as leituras obrigatórias do vestibular. Ainda não consegui terminar e sinto muito por isso, ano passado foi o livro que tive maior dificuldade pra ler e pelo visto esse ano continuará sendo. Me arrisquei no incrível mundo das compras online e aproveitei a promoção do Submarino para comprar o box de Star Wars, com quatro livros capa dura maravilhosos!

Aproveitei o mês de férias e fui com mamis soberana conhecer o Aquário de São Paulo. Quando chegamos pensei que seria a maior roubada por estar em uma área residencial, mas me surpreendi muito. Apesar de não concordar de maneira alguma com a presença de Aurora e Pelegrino (os ursos-polares) no local e de ter sentido tristeza quando os vi andando impacientes de um lado para o outro, é um espaço bem distribuído e muito bem cuidado. Ao lado, um canguru viciado em seduzir.



Fiquei feliz com um sorteio realizado pela Intrínseca, depois de dezoito anos sem ganhar nada FINALMENTE tive meu momento de glória e recebi o livro O Regresso.

No incrível mundo das séries, comecei a assistir Unbreakable Kimmy Schmidt e recomendo se o que você procura envolve não pensar em nada problemático e só dar umas risadas. Também comecei a assistir Degrassi: Next Class, que comentei melhor a respeito aqui, e finalmente consegui ficar em dia com Young & Hungry. No mundo da música, adquiri um amor todo especial pelo moço James Bay, e creio que isso é apenas o inicio de um longo e verdadeiro amor. 

Janeiro foi muito bem aproveitado, ao contrário de Fevereiro que já não foi grande coisa, mas isso eu conto pra vocês mês que vem, certo? E o inicio de ano de vocês, como foi?

Só acontece comigo #34: o dia em que até o Google me fez de trouxa.



Era uma segunda feira de verão, o primeiro dia do segundo mês do ano quando eu morri. Deveria dizer que se você não espalhar essa corrente para dez amigos vou aparecer nos seus sonhos mais perturbadores, mas já esclareço que apesar da morte continuo viva.

Acordei e como de costume verifiquei minhas redes sociais pelo celular, quando algo novo aconteceu: uma mensagem da minha conta Google pedindo para refazer meu login, já que por um erro ela havia sido desconectada do aparelho. Com minha maneira Eduardo de encarar a vida, achei estranho mas melhor não comentar, apenas segui o que a notificação dizia e fui viver.

Após uma manhã inteira de sol e caminhadas obrigatórias voltei para meus aposentos e resolvi ver como estava meu blog, já que no dia anterior eu havia feito uma postagem nova por aqui. Foi quando o meu mundo caiu.

Se você entrou aqui no dia um de Fevereiro, notou que o blog havia sido removido. Se não notou fique sabendo: o blog foi removido. Apesar do nervoso, da boca seca e das pernas inquietas resolvi me aprofundar no problema e fiz login em minha conta, onde encontrei um aviso do Blogger dizendo que eu violava os termos de serviço. 

Surtei, chorei (sim, eu chorei de verdade, ninguém mexe com os meus filhos) e jurei que nunca mais faria um blog novamente na vida, até que uma hora depois me recompus e comecei a entrar em todos os serviços possíveis do Google para descobrir o que estava acontecendo; a informação que constava era um ataque phishing, um golpe eletrônico que rouba informações pessoais com o preenchimento de formulários no site confiável que é hackeado.

Surtei? Bastante.
Xinguei? Talvez.
Formatei meu notebook e cometi um erro terrível? Óbvio.

Foram vinte e quatro horas impedida de postar qualquer coisa, jurei que o processo demoraria cerca de vinte dias para ser liberado, mas na terça de manhã o blog estava no ar novamente e adivinhem só que engraçada a vida não é: era tudo um erro.

Não tinha phishing.
Não tinha vírus.
Não tinha hacker. 
Só tinha um notebook formatado com a versão mais antiga do Windows XP que agora não me deixa instalar nem a primeira versão do Sony Vegas.

Sinceramente? Não sei como ainda tenho forças pra continuar tentando.