5 motivos para ler Os Sete Maridos de Evelyn Hugo


Se te perguntassem qual o melhor livro de todos os tempos, você saberia responder? A mybest Brasil, um site de recomendações de produtos e serviços onde é possível encontrar guias de compra completos preparados com a ajuda de especialistas, rankings e indicações dos produtos favoritos de influenciadores de diferentes áreas, convidou eu e mais 29 produtores de conteúdo literário para responder essa questão, e em menos de cinco minutos, eu já sabia a minha resposta: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, da autora Taylor Jenkins Reid. Quer saber o por quê? No post oficial da mybest Brasil, eu explico o porquê! Clique aqui para ler o artigo.

Ainda não se convenceu? Então senta aí que eu vou te dar mais 5 motivos para ler o livro que já foi confirmado como novo filme da Netflix.

1. Representatividade LGBTQIA+: em uma época em que as relações homoafetivas enfrentavam ainda mais preconceitos, Reid mostra através de seus personagens que o amor não tem relação com valores morais empregados por ideais diferentes.

2. Personagens complexos: mesmo aqueles que aparecem brevemente na história possuem aprofundamentos maiores (alguns ganharam até um outro livro para falar mais deles).

3. Discussões sobre o patriarcado: pode parecer um assunto muito teórico, e até difícil, quando falado assim, mas Evelyn Hugo discute mais de uma vez a respeito da sociedade machista em que ainda vivemos e como ela modifica as vidas das mulheres, mesmo quando consideradas "fortes" (já percebeu como as ditas mulheres fortes são sempre aquelas com quem ninguém nunca está satisfeito?).

4. Ambientação rica: ao se passar em Hollywood, Os Sete Maridos de Evelyn Hugo não deixa a desejar e nos mostra muitos detalhes do condado do entretenimento, com descrições de gravações de filmes, festas, entrevistas e momentos íntimos.

5. Final imprevisível: por mais que com o avanço da leitura possa parecer que sabemos para onde a autora está nos levando, os momentos finais de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo são realmente surpreendentes (eu nunca imaginei aquele plot final!).

Não é por acaso que o livro já tem adaptação garantida — e que Evelyn Hugo deu vida a personagens que reaparecem em Daisy Jones & The Six e Malibu Renasce. Por aqui, foi uma leitura 5 estrelas e favoritada.

O que achei da Sallve


No final de 2020 fiz minha primeira compra de produtos mais voltados para skin care, decidindo por experimentar a marca Sallve. Como já notei que a maioria das opiniões sobre a marca na internet são na verdade patrocinadas, pensei em fazer um post sobre minha experiência com ela, livre de dinheiro por trás para poder falar com sinceridade. :)


O sérum antiacne foi, na verdade, a minha principal motivação por trás da compra. Não tenho problemas sérios com acne, já que as minhas costumam estar relacionadas com meu período menstrual, e gosto de pontuar isso antes de qualquer coisa para quem está me lendo entender melhor como o uso do produto seria para seu tipo de pele.

Composição: 2% ácido salicílico, BHA (promete desentupir poros), melaleuca e 4-terpineol (bactericida e anti-inflamatório), niacinamida e extrato de buchu (controle de oleosidade e de dilatação dos poros).

O que a marca promete: secar espinhas em até 24 horas, não ressecar a pele, prevenir novas espinhas e cravos, desobstruir e diminuir poros dilatados, controlar oleosidade, melhorar cicatrizes e manchas de acne, reduzir bactérias que proliferam acne, reduzir inflamação e vermelhidão da acne, reparar a barreira de proteção da pele.

O que eu achei: no inicio, em um ponto especifico da minha bochecha, eu não podia passar o produto sem sentir queimação, e a área ficava rosada. Com o tempo isso não voltou a acontecer, mas recomendo que ao contrário do que eu fiz (hehe), visitem, se possível, um dermatologista antes do uso para não ter nenhum problema com alergias ou reações. No inicio ele de fato secava minhas espinhas muito rapidamente, hoje em dia, isso não acontece mais. No entanto, noto a diminuição dos cravos na área do meu nariz. Não tenho manchas de acne para opinar sobre essa promessa, e quanto a oleosidade, não achei que o uso a tirou da minha zona T.

Compraria de novo? Outras marcas tem produtos com a mesma proposta. Como tenho poucas espinhas, o produto está durando há 14 meses, mas assim que acabar, pretendo experimentar outros. Usaria de novo pelos cravos, mas pela proposta da acne em si, não voltaria a comprar.



O limpador facial tem apresentação em gel, que em contato com a água, se transforma em espuma, o que o faz render muito (uma gota média é o suficiente para limpar todo o rosto).

Composição: niacinamida, extrato de moringa, phytoesqualano e pantenol, que são responsáveis por limpeza e hidratação.

O que a marca promete: limpeza profunda da pele, maciez, não "repuxar" a pele, controlar oleosidade, reconstruir a barreira de proteção da pele.

O que eu achei: primeiro sabonete facial que usei na vida (eu sei). Realmente tirava a poluição e diminuía a oleosidade da minha pele. Deixa com a sensação de "pele esticada" logo após o uso, que eu gostava muito. O que acho ruim é o preço, bem destoante com outros sabonetes faciais mais facilmente encontrados. Depois dele testei um da Nívea, que cumpre com o que promete, mas me fez sentir falta da sensação de limpeza que o da Sallve deixava.

Compraria de novo? Se não fosse o preço, já teria comprado.



Estava bem cansada da sensação deixada pela manteiga de cacau nos lábios, e por isso comprei o hidratante labial da marca.

Composição: phytoesqualano (hidratação), manteiga de shorea (proteção), vitamina E e extrato de physalis (antioxidante, ação calmante e anti-inflamatória).

O que a marca promete: hidratação intensa, reparação, prevenir ressecamento, rachaduras, e descamação, maciez e ação calmante.

O que eu achei: devia ter ficado com a manteiga de cacau. Mais barata e com a mesma finalidade. Além disso, o hidratante deixa os lábios bem grudentos, pesados (tem uma consistência cremosa), e tem um odor amanteigado forte.

Compraria de novo? Pelos motivos acima, não.

No geral, compraria a marca novamente? Experimentaria os outros produtos e compraria novamente o sabonete facial.

Ah, todos os produtos são veganos!

Caso se interesse pela marca, cupom para primeiras compras: @CUPOMBACANA (só funciona com o @). 

Poor journal: um conceito de bullet journal

 


Desde 2016 tenho mantido caderninhos semelhantes ao chamado Bullet Journal, mas com o toquezinho especial de uma pessoa pobre (ou, se preferir, com poucos recursos disponíveis). Cansada de tentar acompanhar conteúdos sobre o método e acabar desistindo por não conseguir ter os mesmos materiais que as outras pessoas (canetas importadas, milhares de adesivos e washi tapes), resolvi eu mesma criar meu conteúdo sobre o tema e compartilhar com vocês, na esperança de gerar identificação para quem não pode gastar tanto — seja dinheiro, seja tempo —, com a manutenção desse método de organização, que vale ressaltar, precisa ser funcional para aquele que o faz (tá tudo bem não conseguir fazer lettering, tá bom?). 

O que é um Bullet Journal? 


De um jeito bem grosseiro e resumido, é um caderno onde você registra seu ano, dividindo-o em meses (e a partir dele, em semanas e dias), e pode usar sua criatividade para entender qual o seu objetivo com ele: criar novos hábitos, registrar leituras, filmes ou séries assistidas, compromissos diários, controlar suas finanças, e o que mais achar necessário. Porém, a ideia principal é que tudo isso esteja organizado em listas ou trackers (um "rastreador", usado para seus hábitos, por exemplo). Segundo Ryder Carrol, criador do método, ele é um jeito de "Rastrear o passado, organizar o presente, e nos preparar para o futuro". Eu, particularmente, gosto de pensar no método como uma fusão entre diário e agenda. 

A ideia principal de Ryder era, na verdade, simplificar o máximo possível, mas no meio do caminho as pessoas começaram a tornar o método algo mais "vendível", gerando uma falsa necessidade de possuir muitos materiais para fazer os mais trabalhosos (e bonitos!) exemplos que vemos internet afora. 

Pontos importantes:

  • O caderno não precisa ser caro: até ano passado todos os meus cadernos foram comprados ou na Daiso, ou na Miniso. A Miniso, inclusive, é a que mais recomendo entre essas duas, por possuir muitos cadernos com páginas quadriculadas (o que facilita muito fazer suas listas, por exemplo), e em todos eles eu pagava no máximo 15 reais, sendo que duravam o ano todo (e sobravam folhas). Só agora, em 2022, passei a usar um caderno da Cícero, achado em uma black friday, mas honestamente, me arrependi. O papel deles transfere bastante, então até quando uso lápis de cor para pintar algo, a página de trás fica marcadinha (não acontecia com os cadernos da Miniso, por exemplo). 
  • Você pode usar materiais mais baratos: desde que comecei, as únicas coisas que tenho usado são canetas esferográficas, giz de cera, lapiseira, marca texto de diferentes cores e lápis de cor. Às vezes faço alguma coisinha diferente com post-it ou com aquele papel pardo, facilmente encontrado em papelarias que o vendem por metro (aqui perto de casa costuma estar 1 real/1 metro, então vale a pena). Acho que o mais caro que já comprei foi a caneta preta Marvy, da Le Plume, porque queria fazer títulos em preto e não conseguia achar nada muito semelhante. Ah, e as washi tapes também vendem na Miniso/Daiso, com kits que podem ter até quatro modelos diferentes por cerca de 10 reais!

Como eu me organizo?



Para séries, filmes e livros, gosto de criar páginas únicas, que ficam antes de eu começar o mês de Janeiro, por exemplo. Dentro delas eu vou anotando o que consumo, e vou tendo uma visualização bem ampla de tudo. Para os livros, neste ano, desenhei uma estante, e estou escrevendo os nomes deles dentro dela, enquanto desenho lombadas de livros para diferenciar os meses. Para as séries, desenhei uma TV, e vou escrevendo os nomes das que assisto dentro dela. 


Ainda antes de começar o primeiro mês do ano, gosto de fazer um humor tracker. São vários quadrados, divididos em uma coluna de 12 meses por linhas com até 31 quadrados. Criei uma legenda em que cada cor representa um humor (uso amarelo pra dias felizes, vermelho pra dias estressantes, azul para dias tristes, e um verde-água para dias em que considero ter ficado "normal", o famoso nem bom, nem ruim, sabe?). Ao final do ano consigo uma tabela bem legal de olhar, e entendo melhor até pelo que eu estava passando em determinados períodos e os motivos por trás de muitos dias azuis, por exemplo. 


É então que começo meu mês. Na primeira página sempre crio o "tema" que vou usar nas páginas seguintes, e gosto de colocar um mini calendário. Deixo as páginas seguintes para uma visualização maior dos planos do mês: em duas páginas exponho quadrados grandes com os dias, e dentro deles coloco compromissos que já sei que tenho (mais ou menos como este daqui). Na página seguinte, deixo meu tracker de hábitos, que segue a mesma lógica do de humor, mas desta vez apenas para acompanhar o mês; em Janeiro, por exemplo, faço 31 quadrados, e as colunas correspondem aos meus hábitos (beber água, escrever), que legendo com cores diferentes (parecido com este). Na próxima página, faço um controle financeiro: tudo o que recebo e gasto, fica explicadinho ali. E em seguida, geralmente pelas próximas quatro páginas, vou quebrando meu mês em dias e colocando as tarefas que surgem (as famosas to do list). 


Nem sempre fica bonito, e acho que funciona pra mim por eu ter aberto mão da ideia de fazer perfeito. Prezo muito mais pela criatividade na hora de enfeitar (vira um momento em que relaxo!) e pela ideia de conseguir realmente organizar meus dias. 

O criador tem um livro, chamado O Método Bullet Journal: Registre O Passado, Organize O Presente, Planeje O Futuro, em que explica melhor suas ideias. Sendo bem honesta, tem muita coisa que não adaptei para mim por não funcionar comigo (criar um índice, uma tabela com códigos, numerar as páginas), e acho que o ponto que mais quero passar, além da ideia de não precisar de materiais caros para fazer, é que o mais importante é entender o que é útil para você e o que não. No Pinterest, tenho uma pasta em que vou salvando ideias que gosto, caso queira ver, é só clicar aqui. 

Já tentou utilizar o método? Gostaria que eu explicasse algo mais sobre meu conceito de poor journal (kkk)? Me conta! :)
© Limonada
Maira Gall