5 coisas que me fizeram feliz em Julho | BEDA #02

 5. Usar o APP "Catzy"


Catzy é um APP de gamificação do seu autocuidado. A partir das suas tarefas diárias, como tomar água, praticar atividade física, tomar banho ou até escovar os dentes, você ganha moedas que ajudam a comprar roupas, móveis e comida para o seu gatinho (totalmente personalizado por você). É um aplicativo fofo e que não fica te pressionando a fazer as coisas, e me ajudou bastante a incluir bons hábitos na minha rotina com o objetivo de cuidar do Garfield, meu gatinho laranja, enquanto me cuido.

4. Comer no Z Deli

O Z Deli é uma rede de restaurantes com algumas unidades em São Paulo. Fui pela segunda vez na unidade do Itam Bibi, e repeti meus pedidos da primeira ida: a pastrami fries, o hambúrguer Lamb, e inovei pedindo Cheesecake de sobremesa. Pra quem for de SP, vale a pena conhecer, a comida é muito gostosa. 

3. Comer sushi sozinha


Sem grandes explicações. Às vezes ter um date com si mesmo é importante.

2. Visitar minha antiga Universidade + cortar o cabelo

Me formei em 2023 e apesar de não ser a pessoa que manteve vínculos com a Universidade, sinto muita falta de lá (um curso integral de alguns anos teve o poder de me deixar mais acotumada com meu campus do que com minha casa). Aproveitei que ia cortar o cabelo no bairro da faculdade e passei por lá para dar um oi para o meu antigo orientador e para rever o prédio em que eu estudava. Acabei ganhando um conchinha que meu orientador coletou durante o Caminho de Santigo que realizou esse ano.  

1. Ir na Together, Together Tour

O Harry Styles voltou ao mundo da música esse ano, e apesar de eu não ter sido fã da One Direction, desde o anúncio da carreira solo dele acabei me apegando bastante às suas músicas, ao ponto de hoje em dia ele realmente ser meu artista favorito. No desespero de ver ele anunciando a turnê no Brasil, acabei comprando ingressos para três dos quatro shows que seriam feitos no Brasil (mas um dos meus dias foi cancelado rsrsrs). Tive a oportunidade de assistir ao show da arquibancada e da PIT Circle — uma modalidade de pista com menos pessoas no espaço, de frente para o palco —, e não sei nem descrever o quão especial foi para mim. Sinceramente, ainda estou digerindo a sensação de tê-lo visto tão de perto, e confesso que desde o último show, fiquei até um pouco deprimida. Ainda assim, não deixa de ser a melhor coisa que fiz por mim no mês (e provavelmente no ano). 

P.S: Aparentemente todas as minhas fotos perderam a qualidade na hora das montagens, mas em nome do BEDA, vai assim mesmo. 

Aparentemente eu ainda sei escrever | BEDA #01

Durante muitos anos a história da minha vida cruzou seu caminho com a história da internet. Ainda pequena, por volta dos quatro anos, a incrível máquina branca no canto da sala só era acessada quando meu pai também estava em casa — naquela época ele era como o guardião da honrada chave de acesso, cujo portal atravessava os vastos campos da plataforma IG, tendo como companhia para sua travessia o sinal mudo no telefone e o som estranho que anunciava a conexão —, ou para imprimir desenhos para que eu os pintasse, ou para me deixar jogar no Portal do Sítio Amarelo. 

O meu crescimento no mundo real foi acompanhado por diferentes fases dela. Do jogo de guarda-roupas da Turma da Mônica ao Stardoll, das fanfics aos textos em blogs, dos vídeos no Youtube aos vídeos no Tiktok: nunca houve uma fase da minha vida em que realidade e o virtual não estivessem entrelaçados.

Quando criei esse blog, ainda em 2013, com o nome de Novembro Inconstante, estava vivendo uma adultização muito precoce. Aos 16 anos já conciliava uma escala de trabalho 6x1 com as noites na escola, um namoro não muito saudável, e todas as emoções da recém conquistada "vida adulta". Andava sozinha em São Paulo pela primeira vez, ganhava meu dinheiro e decidia como gastá-lo também pela primeira vez. Republicava imagens no Tumblr, acompanhava o blog do Depois dos Quinze, o Around Vanessa, o Wink e o So Contagius. Na internet, todos escrevíamos. Éramos vulneráveis, polêmicos, um pouco dramáticos, mas de alguma forma, estávamos todos o mais conectados possível para a época, sem nem desconfiarmos que em alguns anos, a internet estaria sempre no nosso bolso. Sem desconfiarmos que os blogs virariam nostalgia. 

Apesar de ainda ser muito cronicamente online (definitivamente mais do que o saudável), minha postura na internet mudou muito nos últimos anos. Os posts no blog são feitos a cada ano. O Instagram é um perfil privado com pouquíssimas fotos. De alguma forma, a internet continuou seu crescimento, mas deixou de me acompanhar, como sempre o fazia. Ela expandiu, eu diminui. Ainda assim, quando vi o site preparado pela Bá Moretti e pelo Igor Medeiroz para o BEDA desse ano, foi inevitável não querer retornar para cá. Não desejar fervorosamente ainda ser uma adolescente descobrindo a vida sem conseguir não compartilhar seus gostos e desgostos com os outros. Por isso, não garanto que serão 31 dias de posts, mas garanto que de alguma forma, durante agosto, eu vou estar por aqui. Como se ainda estivéssemos em 2010. 


Entreblogs | 5 coisas que me fazem feliz

 5. Chá Matte gelado

Não sei dizer em que momento a minha obsessão com o Chá Matte gelado começou, só sei que me tornei Testemunha do Chá Matte Gelado e que definitivamente é algo que me faz mais feliz. Por não gostar de café (além de não poder tomar mais que uma xícara por dia — e olhe lá , já que cafeína piora meu estado ansioso natural) e estar tentando diminuir meu consumo de Coca-Cola, em algum momento me peguei viciada em comprar Matte de 1,5 L para me distrair nas tardes de trabalho. Não importa se vai estar no sabor original, com limão ou com pêssego, o importante é estar gelado. No meu primeiro emprego pós faculdade a empresa também tinha um Carrefour Express dentro dela, e ali vendia uma lata de chá gelado gaseificado, que era MELHOR AINDA que o normal. Na viajem para o Rio de Janeiro que fiz para o show da Lady Gaga também experimentei o Matte Gelado da praia de Copacabana e meu deus... nunca tinha tomado nada igual. 

4. Visitar livrarias sempre que vou ao shopping (e não comprar nada)

Minhas compras de livros ficaram restritas a momentos de promoções (sejam elas presenciais, em feiras de livros, ou na Amazon Prime), e por isso, sequer lembro a última vez que comprei um livro em uma livraria de fato, mas sempre estou nelas olhando todas as capas, palpitando para quem estiver comigo sobre os preços, contando fofocas sobre os autores e as brigas do meio literário, mas nunca comprando nada. Os vendedores já nem me oferecem ajuda mais. 

3. Validação acadêmica

Problemático, eu sei. Não consigo me defender sobre essa, mas vale dizer que desde que terminei minha pós-graduação no meio do ano passado (que emendei com a graduação), venho sentindo um vazio no peito muito característico da falta que o ambiente acadêmico faz na minha vida. 

2. Observar a Paçoca existindo 

Ter um cachorrinho em casa pra apertar e cheirar sempre que possível acalma os nervos. 

1. Conversar

Sempre fui muito tímida e introvertida. Em algum momento da vida, me formar em Enfermagem despertou um interesse muito genuíno por pessoas e agora eu meio que desembestei e não sei mais não querer ouvir os outros e falar sobre qualquer coisa que for possível. Sei que é necessário cautela, porque nem todo mundo é confiável nesse sentido, mas realmente gosto muito de ser vulnerável e permitir que os outros o sejam também. 

© Limonada
Maira Gall