21 dezembro 2018

Ame O que é Seu | Rata de Biblioteca


Sabe aquela amiga que ainda nem esqueceu o ex namorado, mas mesmo assim inicia outros relacionamentos amorosos enquanto você olha pra tudo balançando a cabeça em negativa? Ame o que é Seu, da Emily Giffin, é um livro todinho sobre essa sua amiga aí (ou será que a amiga, no caso, é você?).

Ellen, a personagem principal, ainda está no início do seu casamento com Andy, e tudo ocorre de maneira perfeita entre eles. Moram em um apartamento em Nova York, mesma cidade onde se conheceram -- a irmã do Andy foi colega de quarto, e consequentemente, melhor amiga da Ellen durante a faculdade --, estão no caminho que precisam para suas respectivas profissões, a de Andy, advogado em um escritório, a de Ellen, fotógrafa autônoma, e vivem um casamento realmente feliz. 

No entanto, é em um dia comum que Ellen encontra por acaso seu amor do passado, Leo, em um cruzamento, e um único olhar trocado entre eles parece despertar nela tudo o que por oito anos esteve muito bem guardado, desde o fatídico dia em que o cara simplesmente pareceu não estar mais no mesmo momento que ela e aceitou o término da relação. Ela entra em um café para fugir da chuva e da confusão que sua mente se torna, e se existia alguma dúvida daquele rapaz ser ou não seu ex namorado, ela é totalmente sanada quando um número envia à seu celular uma mensagem: "Era você mesmo? Leo". Entre ignorá-la e ter a oportunidade de mostrar a ele que o superou, Ellen escolhe por respondê-la e acaba frente a frente com o ex no café, enquanto faz o possível para que ele note sua aliança no dedo anelar e pergunte sobre sua atual vida, para que ela possa mostrar o quão feliz está sem ele. 

Por essas e outras, mesmo depois de já tê-lo lido, ainda não sei se defendo ou não o lado da principal. QUE NERVOSO, ELLEN! "Mas foi só um café, nada demais", vocês pensam. Na-na-ni-na-na-não, meus queridos, Leo é Jornalista, e tem a incrível ideia de convidar Ellen para ser a fotógrafa de uma matéria que irá fazer com um artista. Para essa matéria, os dois teriam que viajar até Los Angeles. Sem que o Andy saiba, é claro. Já deu pra entender a besteira, né?

Como toda confusão ainda não é pouca, a proposta surge justo quando o que era doce, se torna amargo -- para Ellen, pelo menos. Andy surge com a ideia de pedir demissão do escritório e voltar para sua antiga cidade, já que lá pode se juntar com seu pai, também advogado, e comprar sua tão sonhada casa espaçosa, com direito a começar a planejar os filhos, por que não? Por incrível que pareça, nessa história o marido é mesmo um cara legal, todas essas propostas são feitas, mas ele deixa bem claro que só irá se Ellen concordar. 

O que para Andy é visto como normal, já que fez parte da sua infância, para Ellen é processado de forma mais lenta. Ela perdeu sua mãe ainda muito nova, veio de uma família simples, o que é o completo oposto da família de seu marido, e sempre viu em Nova York o futuro para toda sua vida. Diante de tudo isso, ela faz aquilo que acha capaz de provar que todos os pensamentos sobre ainda querer tentar algo com Leo são pura auto sabotagem. É, ela faz tudo o que ela não queria só pra acreditar que está muito bem com Andy. Você também quer dar uns tapas nessa mulher? Porque eu quis. 

Baseado em muitos "e se?", o livro é ótimo para dias em que você só quer ler automaticamente e talvez odiar personagens fictícios também. O que acontece com Ellen, Andy e Leo é um segredo que só quem ler vai saber.

*:・゚✧*:・゚✧ POR QUE LER UM ROMANCE "chick lit"? *:・゚✧*:・゚✧


Chick lit são sempre ótimos quando tudo o que a gente quer é esquecer o mundo real e se jogar em histórias que não nos façam sentir nada além de acalento. Além disso, a escrita da Emily Giffin facilita muito o processo.

*:・゚✧*:・゚✧ POR QUE NÃO LER UM ROMANCE "chick lit"? *:・゚✧*:・゚✧


Nem todo mundo gosta dos clichês presentes em grande parte deles, e talvez a temática do casamento não agrade pessoas mais acostumadas com young adults. 

  • Pra quem é dos filmes: O Noivo da Minha Melhor Amiga, aquele que sempre passa na Sessão da Tarde, é baseado em um livro da autora;
  • Pra quem é das curiosidades: a escritora é formada nos cursos de Direito e Inglês e HIstória. 
Em um quote:


“[…] não é preciso falar com uma pessoa para pensar nela… e saber o que se passa com  ela, de vez em quando.” 


4 comentários

  1. Aaaaa eu amei sua indicação, por si só o título já me chamou muita atenção e mesmo que não seja muito de gostar de romances chick lit, talvez eu o adicione na minha lista visto que ultimamente comecei várias leituras densas e preciso dar uma escapada.
    Sua resenha ficou ótima!

    Um abraço!
    baudogirassol.blogspot.com

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  2. Eu sou suspeita pra falar de chick lit porque eu AMO. Eu não consigo ler muitos livros, mas a maioria dos que li são desse gênero, e eles me ajudam muito a lidar com as minhas crises existenciais, por incrível que pareça!

    Esse negócio de ex é complicado, é por isso que eu geralmente não saio com gente que ainda tem amizade com ex, principalmente se for aquelas amizades meio estranhas, sabe? Eu acho esse assunto muito complicado, HAHAH

    Se eu não tivesse tanta dificuldade em ler, eu até diria que ia por na minha lista, mas infelizmente não posso fazer isso e não vou mentir pra você. Mas se um dia em conseguir superar essa dificuldade e tiver a oportunidade, provavelmente vou querer ler. ♥

    Beijinhos.

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  3. A premissa me lembrou um livro sobre um médico que tem uma linda família, e uma mãe solteira cujo filho é atendido pelo dito médico. O cara trai a esposa com essa mulher "carente" e a premissa é sobre ele voltar com a esposa e ela perdoá-lo pela "fraqueza".
    Percebi o caminho do livro nos primeiros capítulos, pulei pro final e vi que era bem o tipo de caminho que eu não suportava. Achei a premissa desse mais interessante, mas nossa, a gente passa umas raivas, né?
    Talvez mais do que a história, talvez seja a ideia de ESTAR DE BEM CONSIGO MESMO. Admitir o que sente, fazer um funeral decente e enterrar o passado de verdade - pra não dar nada errado se ele for exumado, né. Hahahaha!

    Passei rapidinho pra dar feliz natal, Tati! Que sua véspera e dia tenha sido como mais te agrada ♥ Um beijo!

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  4. Não conhecia esse livro, mas a sua indicação despertou minha curiosidade para lê-lo futuramente, gosto de histórias assim, me perder dentro de páginas que abordam histórias tão vivas, principalmente quando se trata de ex, porque é sempre complicado entender o coração e colocar as cartas na mesa do que realmente se sente, é uma tarefa bem difícil, paixões que retornam não apenas no tempo presente, mas voltam a se enroscar no coração de uma hora para outra. Adorei a sua resenha, e o seu blog, voltarei aqui mais vezes. Beijos.
    INSTAGRAM: @lua_intensa
    WWW.LUAINTENSA.COM.BR

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