Darkside Books
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Leituras do II semestre/2019.


Para ver a lista do primeiro semestre, clique aqui. 


|Julho|


Minha História -- Michelle Obama.

Estava com muita vontade de ler um livro mais longo, e quando encontrei esse apostei minhas fichas. É uma autobiografia bem centrada na Michele como uma mulher que por acaso encontrou o futuro presidente dos EUA, e não na esposa-do-presidente. É bem gostoso de ler, apesar de eu ser suspeita por realmente me interessar por autobiografias -- sempre gostei de saber o que as pessoas tem pra narrar sobre si. No entanto, acho que me incomodou como o livro vende aquela velha idealização americana de que todo mundo pode sair do fundo do poço e alcançar o mais alto nível de status social e financeiro, sabe? Não vou dizer que foi proposital -- talvez sim, talvez não --, mas a história de vida da Michele é bem baseada nessa falácia de "corra atrás que o sucesso vem". Tirando essa pequena crítica, foi uma boa leitura e não me arrependo. 


Garoto Encontra Garoto -- David Levithan.

Como comentei no post do semestre passado, consegui comprar um box com três livros do David por R$ 1,50 no Submarino, sendo Garoto Encontra Garoto um deles. O protagonista é Paul, um adolescente gay vivendo uma nova paixão no ensino médio, que sofre com suas inseguranças e seu ex namorado arrependido. Dos três livros, foi o que considerei mais fraco, mas não deixa de ser bom. 


|Agosto|


Guia de Comunicação de Más Notícias -- Aécio Flávio Teixeira de Gois.

Estava eu numa liga acadêmica da faculdade quando fui sorteada para ganhar esse livro -- com direito a foto com o médico autor e tudo, chiquérrimo. É claro que é uma leitura restrita aos profissionais da saúde, mas é bem interessante por ser uma ampla pesquisa sobre a necessidade de se educar os profissionais desde os primeiros anos na faculdade a como dar notícias ruins seja aos familiares ou aos pacientes. O próprio Aécio comentou na aula dada que já teve muita experiência difícil com alunos que em campo de estágio, não sabiam passar a informação da forma correta e até davam a entender que uma pessoa falecida, por exemplo, ainda poderia ser curada. É um tema bem sério, mas que a leitura auxilia muito bem. 


O Conto da Aia -- Margaret Atwood. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Ano passado eu viciei em O Conto da Aia/The Handmaid's Tale. O livro foi resenhado para o Rata de Biblioteca.


Não Me Abandone Jamais -- Kazuo Ishiguro. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Há uns dois anos atrás vi o filme na Netflix e não entendi absolutamente nada. Ai encontrei o livro na biblioteca e decidi que se fosse pra continuar não entendendo, pelo menos seria depois de tê-lo lido, mas a boa notícia é que eu entendi. Acompanhamos as memórias de Kath e sua infância em Hailsham, um internato em que crianças aparentemente sem pais viveram. Sabemos que a narradora já é adulta e que atualmente é cuidadora, mas para entender todo o contexto é preciso muita paciência -- o livro realmente só faz sentido depois de completamente lido. Achei interessante para pensarmos nos limites da ciência e do que somos capazes de aceitar em nome das melhorias na saúde humana. 


|Setembro|

Sem livros lidos.


|Outubro|


O Que é Educação? -- Carlos Rodrigues Brandão.

Lido para uma disciplina da faculdade. Bem curtinho, mas muito interessante -- e basicamente é uma resposta ao nome dado a ele. 


Will e Will -- David Levithan. 

Último livro do box mais barato já visto na Terra. Will é um garoto que encontra por acaso outro Will. As vidas deles são bem diferentes, mas possuem um dilema em comum (além do nome). Pra mim, o melhor personagem na história é na verdade o melhor amigo de um dos Will, e eu inclusive adoraria ler mais sobre ele -- faz essa pra gente, David.


Uma Constelação de Fenômenos Vitais -- Anthony Marra.

Ganhei esse livro de uma amiga, e tenho uma história curiosa com ele (que fica pra uma próxima). A história segue uma linha do tempo, entre 1994 e 2004, cujos personagens vivem com as consequências do conflito russo-checheno. É uma leitura densa por abordar tanto a vida durante uma guerra, mas é excelente pela maneira como o autor conseguiu estabelecer tanta coisa importante sobre a história do local dentro da ficção. 


A Coragem de Ser Imperfeito -- Brené Brown.

Eu só li esse livro de tanto ver a Amanda Palmer falar sobre em A Arte de Pedir. Não vou dizer que gostei, mas também não desgostei. Só não é muito a minha cara mesmo, mas enfim, a Brené é uma pesquisadora importante sobre temas como felicidade e vergonha, aliados a aceitar estar vulnerável o suficiente para demonstrá-los e assim, se livrar de razões para muita ansiedade e estresse no dia-a-dia. Me incomoda um pouco como ela faz parecer algo simples, mas parece ignorar muitas particularidades. 


|Novembro|


A Guerra que Salvou a Minha Vida -- Mariana Serpa Vollmer.

Tão doce e tão dolorido, uma das melhores leituras do ano. Ada e Jaime são irmãos que apesar de viverem com a mãe, se criam sozinhos. Ada tem um dos pés tortos, e por isso é proibida de sair de onde mora -- sua mãe a considera uma aberração, maltratando-a tanto física como psicologicamente. Um dia Ada ouve falar sobre a chegada de Hitler a Londres e sobre como todas as crianças do local precisam se mudar para o interior. Sem pensar, ela pega seu irmão mais novo e saí escondida da mãe, mudando-se com ele e sendo acolhida por uma mulher solitária chamada Susan, que a primeira vista parece não ser a melhor das opções, mas com o tempo cria laços sentimentais enormes com as crianças. Se eu pudesse ler só esse livro pelo resto da vida, leria.


|Dezembro|


Sapiens: Uma Breve História da Humanidade -- Yuval Noah Harari. 

Escrito por um professor de História, Sapiens se tornou best-seller, e mesmo sendo um livro com uma carga densa por falar sobre nossas estruturas sociais e a vida na Terra até os tempos atuais, é uma leitura muito boa de se fazer. Yuval tem muita didática e sabe explicar seus pontos sem precisar de muito. No ano passado, comentei que terminei 2018 com um livro excelente (Nix), e fiquei muito feliz quando notei que em 2019 sem querer segui o mesmo padrão. LEIAM SAPIENS!!! 


Total de livros lidos: 11 (totalizando, com os 20 lidos no primeiro semestre, 31 livros no ano).
Livros emprestados de bibliotecas: 02.
Livros comprados: 03.
Livros que ganhei: 02.
Ebooks: 04.


Que as leituras de 2020 sejam tão boas quanto as de 2019. E vocês, como finalizaram as leituras do ano passado?



Leituras do I Semestre/2019.



Uma das minhas coisas preferidas do fim de ano é olhar para as leituras feitas e falar mal ou bem delas. CHEGOU O MOMENTO PRO QUE LI NO PRIMEIRO SEMESTRE!

|Janeiro|

O Menino que Desenhava Monstros -- Keith Donohue. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟


Carcereiros -- Drauzio Varella. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

MINHA CASA E EU SERVIMOS AO DRAUZINHO. O Drazio tem uma série de publicações da Companhia das Letras que falam muito sobre a época em que ele foi médico voluntário do sistema carcereiro de São Paulo. Nesse livro em especial, a visão do que é contado é um pouco diferente, já que a narração é do Drauzio, mas a voz é dos carcereiros, dos olhos do sistema prisional. Tem a história pessoal deles, as histórias daqueles por quem eles foram responsáveis e em uma passagem do livro, um momento muito triste sobre o que foi o ocorrido no Carandiru para quem estava lá dentro trabalhando. Pra quem gosta de não ficção, vale a leitura demais. 

O Diário da Princesa #2: A Princesa Sob os Refletores -- Meg Cabot.

No ano passado eu encontrei o primeiro livro na biblioteca, mas logo em seguida descobri que a série não estava disponível para empréstimo. Lembro que baixei esse ebook e lembro de tê-lo lido no transporte público, mas confesso que lembro pouquíssimo bem de como a história continua. Acho que afinal de contas o segundo livro não me impactou, e fica aí a dúvida se devo continuar insistindo na Mia ou não. 

Sempre Vivemos no Castelo --Shirley Jackson.

Outra leitura que me desapontou, mas que dessa vez eu lembro justamente por não ter gostado. Depois que a Netflix adaptou A Assombração da Casa da Colina, da mesma autora, para série, fiquei interessada em ler algo dela, e como vi que Sempre Vivemos no Castelo também seria adaptado para filme, escolhi enfrentá-lo. Não sei se A Assombração da Casa da Colina é melhor, se a adaptação para série talvez tenha chamado atenção, mas confesso não ter gostado MESMO. Achei parado e quando terminei a leitura fiquei com a sensação de ter perdido tempo. A história gira em torno dessas duas irmãs blá-blá-blá que vivem no castelo "amaldiçoado" da cidade blá-blá-blá uma quer conhecer as pessoas que vivem em volta delas blá-blá-blá e a outra não quer. No fim dá merda. É isso, espero ter resenhado bem.

Ciranda da Pedra -- Ligya Fagundes Telles. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Quando a literatura nacional quer ser boa ela é excelente, né? A construção das relações entre as personagens é boa demais, e teve resenha dele pro Rata de Biblioteca. 

As Coisas que Você Só Vê Quando Desacelera -- Haemin Sunim.

Fui ler com um pé atrás outro na frente, porque não sou acostumada a procurar os tais livros auto-ajuda, mas me surpreendi positivamente. Haemin Sunim é um monge, professor acadêmico (!!!) de budismo (!!!) lá na Coreia do Sul, que já deu -- ou ainda dá, não sei ao certo -- até aula em Harvard. Nesse livro ele traz vários capítulos de temáticas que variam, mas que sempre possuem um laço entre si por tratarem sobre os estresses cotidianos a que somos impostos e como eles nos afetam de forma muito grande. Acho que no fim foi uma boa leitura porque eu tenho real interesse pelo budismo e por meditação, e rendeu muitos trechos em destaque que inclusive saí escrevendo por aí pra encontrar eles sem querer ao longo do ano e pensar melhor nas questões. Se eu pudesse descrever a leitura em uma só palavra, seria alívio.

Dois Garotos se Beijando -- David Levithan.

Sigo um Instagram de promoções/cupons de livros em sites como a Amazon e o Submarino, e numa dessas acabei comprando um box com três livros do David Levithan por R$ 1,50. Entre os livros do box estava Dois Garotos se Beijando, e gente, que sutileza esse autor tem com a escrita, né? Aborda um tema importante e sério demais (as mortes por HIV antes da indústria perceber que talvez fosse bom investir nas pesquisas...), ao mesmo tempo em que mostra a adolescência de jovens que querem se assumir, que já são assumidos e por isso militam pela causa LGBTQ+, ENFIM, é um emaranhado de histórias conectadas em uma só. Sensível, bonito, e ao mesmo tempo uma leitura leve. 

|Fevereiro|

O Orfanato da Srta, Peregrine para Crianças Peculiares #1 -- Ramsom Riggs. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Umas coisas bizarras acontecendo, né? É uma fantasia que eu honestamente acho difícil de explicar pra quem nunca teve contato -- e foi justamente por isso que desisti de falar sobre o livro no Rata de Biblioteca --, mas adianto que vale a pena, que a edição da Intrínseca é muito bonita, e que eu queria encontrar o segundo livro em alguma biblioteca.

Sem Causar Mal: Histórias da Vida, Morte e Neurocirurgia -- Henry Marsh e Ivar Panazzolo Junior. 

Sem Causar Mal conta vivências do neurocirurgião britânico Henry Marsh. Eu particularmente adorei a leitura porque sou da área da saúde, posso afirmar com tranquilidade,  gosto da área, mas honestamento acho que o livro peca ao usar nomes que só são entendíveis pra quem tem um estudo do corpo humano e ao descrever alguns procedimentos, por exemplo. Mas pra quem tem interesse, é legal ver os pontos de vista do médico com relação a realização das cirurgias, das vulnerabilidades expostas pelos pacientes e pelos acompanhantes, e pelos problemas hospitalares, que sempre são muitos. AH, também não gostei como muitas vezes há uma descrição do Henry como um cara meio explosivo que trata mal a equipe com quem trabalha. Melhore, Henry.

Tudo e Todas as Coisas -- Nicola Yoon. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Tem resenha pro Rata de Biblioteca. Fofinho e bom pra esvaziar a mente. 

|Março|

Quinze Dias -- Vitor Martins.

Ano passado eu estive na Flipop e foi bem legal ver o Vitor de perto (nem sabia que ele existia fora do booktube), apesar de já conhecê-lo e de saber por meio do canal que ele estava investindo na carreira de escritor, foi só depois do evento que procurei por Um Milhão de Finais Felizes, e por fim, nesse ano, li o seu primeiro lançamento, que foi Quinze Dias. Gosto como tem tudo o que eu costumo apreciar em livros de ficção "xófen", e além de tudo é nacional, LGBTQ+, e abre os olhos pra gordofobia.

|Abril| 

Mil Pedaços de Você + Dez Mil Céus Sobre Você + Um Milhão de Mundos com Você -- Claudia Gray.

Assim, não é bom, mas não é ruim, tanto que eu li a trilogia toda em um mês né, hehe. É uma distopia sobre uma adolescente filha de um casal de cientistas que criam o Firebird, um dispositivo que permite a viagem entre as dimensões. Rolam alguns problemas, umas pessoas de um coração não muito bom aparecem interessadas no Firebird e em cada dimensão que a protagonista entra, ela descobre uma nova versão de si e da sua própria família. No final só fica a questão: como que os adolescentes nessas histórias fazem tantas coisas quando nessa idade a gente só falta comer merda, né? Mas foi bom.

Biofísica para Ciências Biológicas -- Plinio Delatorre.

Eu precisava passar em biofísica, gente. Matéria dos infernos, deus me livre. Acho muito engraçado que fui eu quem cadastrou esse livro no Skoob, e até hoje só tem eu nos leitores, hehehe. 

|Maio|

O Clube de Leitura da Jane Austen -- Karen Joy Fowler.

A ideia da autora era contar sobre esse clube de leitura só de obras da Jane Austen e assimilar as vivências de cada integrante dele com as próprias personagens da Jane, mas não rolou pra mim. Outra leitura que terminei com a sensação de "ata".

A Garota que Eu Quero -- Markus Suzak. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Eu nunca tinha lido A Menina Que Roubava Livros (aguardem a continuação do post), e quando vi que esse era do mesmo autor, pensei que seria interessante conhecê-lo por um livro menos popular. Me arrependi. É sobre esse adolescente de uma família humilde apaixonado pela atual do irmão mais velho. Não me conectei com os problemas do personagem e achei ele chato.

A Menina que Roubava Livros -- Markus Suzak. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

MEU DEUS DO CÉU PORQUE EU NUNCA LI ISSO ANTEEEEEEEEEEES. Na verdade eu sei, né. A minha versão de 15 anos encontrou o livro na biblioteca da escola e por algum motivo não gostou nem da primeira página, o que gerou futuros diálogos que duraram anos resumidos a "Já leu A Menina que Roubava Livros?", "Não continuei porque não gostei" e toda uma revolta da pessoa que conversava comigo que hoje em dia eu entendo perfeitamente bem o porquê. Inclusive, é o próximo livro que eu quero falar sobre no Rata de Biblioteca, então vou me abster de maiores comentários. 

|Junho|

Sob Pressão: A Rotina de um Médico Brasileiro -- Marcio Maranhão. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Melhor que a série global, hehehe (eu não gosto da série). Tem muito da dificuldade de conseguir atender o paciente dentro do SUS, não pela falha desse sistema que é maravilhoso e quem não concorda favor sair do meu blog, mas pela falha estatal que negligencia repetidamente a saúde no Brasil. 

O Sol Também é uma Estrela -- Nicola Yoon. 

Depois de ler Tudo e Todas as Coisas quis conhecer mais obras da Nicola e gostei igualmente de ambas. Levinho e "nhomnhomnhom", bom pra esquecer dos problemas. 

Total de livros lidos: 20.
Livros emprestados de bibliotecas: 08.
Livros comprados: 01.
Livros emprestados de outras pessoas: 0.
Ebooks: 11.

As leituras do segundo semestre a gente deixa pra Janeiro. <3


O Menino que Desenhava Monstros | Rata de Biblioteca.


Se todo post do Projeto Rata de Biblioteca tem como objetivo desmistificar o boato que menospreza os acervos das bibliotecas públicas, um post em que falamos sobre um livro recente (foi publicado em 2016!), de uma editora que se preocupa tanto com suas edições como a Darkside Books, vai levar qualquer argumento contrário por água abaixo, não é?

O Menino que Desenhava Monstros, livro de thriller psicológico do autor Keith Donohue, trabalha o medo de uma forma diferente dos livros do mesmo gênero. Jack Peter tem apenas dez anos, mas não consegue aproveitar sua infância como seus antigos colegas de escola. Antes, quando só o diagnóstico da Síndrome de Asperger foi dado, ele ainda conseguia sair de casa e ter algum contato com o mundo exterior. No entanto, depois de um afogamento em mar aberto, Jack desenvolveu Agorafobia, e nunca mais conseguiu sair da própria casa sem se sentir fisicamente mal -- o que ocorre com certa frequência graças às suas consultas com o médico psiquiatra. 

Além dos pais, o único que ainda mantém contato com Jack se chama Nick, filho dos melhores amigos de sua mãe e seu pai, que por isso, cresceu com ele. Sendo praticamente obrigado pela mãe a lidar com as diferenças de Jack, Nick é seu servo mais fiel: se Jack Peter quer passar meses brincando só de guerra, assim será; se quiser desenhar obsessivamente, assim também será. 

Enquanto os meninos passam dias dentro de casa cercados por lápis e papel, acontecimentos estranhos começam a se tornar frequentes nas redondezas. Aparições de coiotes, de animais ditos brancos e grandes, de seres que se parecem com homens horrendos, e em todos os casos nunca há mais de uma testemunha para relatar a veracidade do ocorrido.

Paralelo às estranhas ocorrências entre as casas de veraneio locais e às brincadeiras do menino que vive recluso, seus desenhos podem conter pistas: Jack só desenha monstros, e não permite que Nick desenhe outra coisa. A mãe de Jack, mesmo pouco presente na rotina de seu filho, que passa o dia com o pai enquanto ela trabalha, parece ser a única a notar as mudanças do seu entorno e da sua criança de forma a juntá-las em uma só possibilidade, mas não chega a nenhuma conclusão a respeito das relações entre os casos.

Com a proposta de trabalhar o suspense, a fantasia e o horror em uma só narração, O Menino que Desenhava Monstros peca ao tecer demais seu enredo, tornando a leitura parada até mais da metade do livro, com a inclusão de personagens e acontecimentos que se ali não estivessem, nem fariam falta. Por esse motivo, não conseguiu ser o que eu esperava. 

Quanto a editora Darkside, só elogios: livro com capa dura, folha de guarda decorada, fita para marcar página, rabiscos que simulam os contornos feitos por Jack em alguns capítulos, e no fim do livro, páginas em branco que estimulam o leitor a desenhar suas próprias criaturas, angústias, monstros, pesadelos, lembranças e sonhos. 






:・゚✧*:・゚✧ POR QUE LER Um thriller psicológico? *:・゚✧*:・゚✧

O Menino que Desenhava Monstros é por incrível que pareça, leve. O suspense está de longe presente em todos os capítulos, mas não promove o sentimento de temor durante a leitura, que pode ser boa para quem tem interesse por temas que envolvem crianças, ou para aqueles que gostam de nuances familiares: a dificuldade na comunicação, na vivência com o outro. 

:・゚✧*:・゚✧ POR QUE não LER UM thriller psicológico? *:・゚✧*:・゚✧

Como eu disse acima, particularmente não achei a leitura agradável, mas minha não-recomendação está ligada com o estilo da escrita, e não com o gênero do livro. Em alguns capítulos nada realmente importante parece estar acontecendo, os problemas demoram para surgir ou para sumir, existem personagens que no fim, não impactam o enredo como era o esperado, e a única parte pela qual tive real interesse já se encontrava nos últimos capítulos. Pode não ser uma ótima indicação para aqueles que assim como eu, não possuem muita paciência para histórias mais demoradas. 

Não se deve de forma alguma riscar um livro de biblioteca, mas esse em especial estava com um desenho a lápis na página específica para isso, e como a dona anterior escreveu nome e classe escolar nele, imaginei que talvez o desenho tenha sido feito por ela e os bibliotecários decidiram mantê-lo ali. 




Pra quem é dos filmes: o livro vai ganhar adaptação para os cinemas, prevista para 2022, e será dirigida pelo mesmo diretor de Jogos Mortais. 
O que é Síndrome de Asperger? Considerada parte do espectro autista, é vista como leve pelo alto nível de funcionalidade dos diagnosticados. Afeta principalmente a socialização e a comunicação. Para mais informações, visite o site do doutor Drauzio Varella.
O que é Agorafobia? Psicopatologia associada à ansiedade e ao pânico. Para mais informações, visite o site do doutor Drauzio Varella.

Em um quote:

"Mesmo a ostra esconde uma pérola."




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Ontem publiquei no Sweek Brasil, plataforma semelhante ao Wattpad, um microconto de 250 palavras. Para ler O Outro Lado do Mapa ou me seguir por lá, é só clicar na imagem.



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