Rocco
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Leituras do I Semestre/2019.



Uma das minhas coisas preferidas do fim de ano é olhar para as leituras feitas e falar mal ou bem delas. CHEGOU O MOMENTO PRO QUE LI NO PRIMEIRO SEMESTRE!

|Janeiro|

O Menino que Desenhava Monstros -- Keith Donohue. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟


Carcereiros -- Drauzio Varella. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

MINHA CASA E EU SERVIMOS AO DRAUZINHO. O Drazio tem uma série de publicações da Companhia das Letras que falam muito sobre a época em que ele foi médico voluntário do sistema carcereiro de São Paulo. Nesse livro em especial, a visão do que é contado é um pouco diferente, já que a narração é do Drauzio, mas a voz é dos carcereiros, dos olhos do sistema prisional. Tem a história pessoal deles, as histórias daqueles por quem eles foram responsáveis e em uma passagem do livro, um momento muito triste sobre o que foi o ocorrido no Carandiru para quem estava lá dentro trabalhando. Pra quem gosta de não ficção, vale a leitura demais. 

O Diário da Princesa #2: A Princesa Sob os Refletores -- Meg Cabot.

No ano passado eu encontrei o primeiro livro na biblioteca, mas logo em seguida descobri que a série não estava disponível para empréstimo. Lembro que baixei esse ebook e lembro de tê-lo lido no transporte público, mas confesso que lembro pouquíssimo bem de como a história continua. Acho que afinal de contas o segundo livro não me impactou, e fica aí a dúvida se devo continuar insistindo na Mia ou não. 

Sempre Vivemos no Castelo --Shirley Jackson.

Outra leitura que me desapontou, mas que dessa vez eu lembro justamente por não ter gostado. Depois que a Netflix adaptou A Assombração da Casa da Colina, da mesma autora, para série, fiquei interessada em ler algo dela, e como vi que Sempre Vivemos no Castelo também seria adaptado para filme, escolhi enfrentá-lo. Não sei se A Assombração da Casa da Colina é melhor, se a adaptação para série talvez tenha chamado atenção, mas confesso não ter gostado MESMO. Achei parado e quando terminei a leitura fiquei com a sensação de ter perdido tempo. A história gira em torno dessas duas irmãs blá-blá-blá que vivem no castelo "amaldiçoado" da cidade blá-blá-blá uma quer conhecer as pessoas que vivem em volta delas blá-blá-blá e a outra não quer. No fim dá merda. É isso, espero ter resenhado bem.

Ciranda da Pedra -- Ligya Fagundes Telles. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Quando a literatura nacional quer ser boa ela é excelente, né? A construção das relações entre as personagens é boa demais, e teve resenha dele pro Rata de Biblioteca. 

As Coisas que Você Só Vê Quando Desacelera -- Haemin Sunim.

Fui ler com um pé atrás outro na frente, porque não sou acostumada a procurar os tais livros auto-ajuda, mas me surpreendi positivamente. Haemin Sunim é um monge, professor acadêmico (!!!) de budismo (!!!) lá na Coreia do Sul, que já deu -- ou ainda dá, não sei ao certo -- até aula em Harvard. Nesse livro ele traz vários capítulos de temáticas que variam, mas que sempre possuem um laço entre si por tratarem sobre os estresses cotidianos a que somos impostos e como eles nos afetam de forma muito grande. Acho que no fim foi uma boa leitura porque eu tenho real interesse pelo budismo e por meditação, e rendeu muitos trechos em destaque que inclusive saí escrevendo por aí pra encontrar eles sem querer ao longo do ano e pensar melhor nas questões. Se eu pudesse descrever a leitura em uma só palavra, seria alívio.

Dois Garotos se Beijando -- David Levithan.

Sigo um Instagram de promoções/cupons de livros em sites como a Amazon e o Submarino, e numa dessas acabei comprando um box com três livros do David Levithan por R$ 1,50. Entre os livros do box estava Dois Garotos se Beijando, e gente, que sutileza esse autor tem com a escrita, né? Aborda um tema importante e sério demais (as mortes por HIV antes da indústria perceber que talvez fosse bom investir nas pesquisas...), ao mesmo tempo em que mostra a adolescência de jovens que querem se assumir, que já são assumidos e por isso militam pela causa LGBTQ+, ENFIM, é um emaranhado de histórias conectadas em uma só. Sensível, bonito, e ao mesmo tempo uma leitura leve. 

|Fevereiro|

O Orfanato da Srta, Peregrine para Crianças Peculiares #1 -- Ramsom Riggs. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Umas coisas bizarras acontecendo, né? É uma fantasia que eu honestamente acho difícil de explicar pra quem nunca teve contato -- e foi justamente por isso que desisti de falar sobre o livro no Rata de Biblioteca --, mas adianto que vale a pena, que a edição da Intrínseca é muito bonita, e que eu queria encontrar o segundo livro em alguma biblioteca.

Sem Causar Mal: Histórias da Vida, Morte e Neurocirurgia -- Henry Marsh e Ivar Panazzolo Junior. 

Sem Causar Mal conta vivências do neurocirurgião britânico Henry Marsh. Eu particularmente adorei a leitura porque sou da área da saúde, posso afirmar com tranquilidade,  gosto da área, mas honestamento acho que o livro peca ao usar nomes que só são entendíveis pra quem tem um estudo do corpo humano e ao descrever alguns procedimentos, por exemplo. Mas pra quem tem interesse, é legal ver os pontos de vista do médico com relação a realização das cirurgias, das vulnerabilidades expostas pelos pacientes e pelos acompanhantes, e pelos problemas hospitalares, que sempre são muitos. AH, também não gostei como muitas vezes há uma descrição do Henry como um cara meio explosivo que trata mal a equipe com quem trabalha. Melhore, Henry.

Tudo e Todas as Coisas -- Nicola Yoon. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Tem resenha pro Rata de Biblioteca. Fofinho e bom pra esvaziar a mente. 

|Março|

Quinze Dias -- Vitor Martins.

Ano passado eu estive na Flipop e foi bem legal ver o Vitor de perto (nem sabia que ele existia fora do booktube), apesar de já conhecê-lo e de saber por meio do canal que ele estava investindo na carreira de escritor, foi só depois do evento que procurei por Um Milhão de Finais Felizes, e por fim, nesse ano, li o seu primeiro lançamento, que foi Quinze Dias. Gosto como tem tudo o que eu costumo apreciar em livros de ficção "xófen", e além de tudo é nacional, LGBTQ+, e abre os olhos pra gordofobia.

|Abril| 

Mil Pedaços de Você + Dez Mil Céus Sobre Você + Um Milhão de Mundos com Você -- Claudia Gray.

Assim, não é bom, mas não é ruim, tanto que eu li a trilogia toda em um mês né, hehe. É uma distopia sobre uma adolescente filha de um casal de cientistas que criam o Firebird, um dispositivo que permite a viagem entre as dimensões. Rolam alguns problemas, umas pessoas de um coração não muito bom aparecem interessadas no Firebird e em cada dimensão que a protagonista entra, ela descobre uma nova versão de si e da sua própria família. No final só fica a questão: como que os adolescentes nessas histórias fazem tantas coisas quando nessa idade a gente só falta comer merda, né? Mas foi bom.

Biofísica para Ciências Biológicas -- Plinio Delatorre.

Eu precisava passar em biofísica, gente. Matéria dos infernos, deus me livre. Acho muito engraçado que fui eu quem cadastrou esse livro no Skoob, e até hoje só tem eu nos leitores, hehehe. 

|Maio|

O Clube de Leitura da Jane Austen -- Karen Joy Fowler.

A ideia da autora era contar sobre esse clube de leitura só de obras da Jane Austen e assimilar as vivências de cada integrante dele com as próprias personagens da Jane, mas não rolou pra mim. Outra leitura que terminei com a sensação de "ata".

A Garota que Eu Quero -- Markus Suzak. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Eu nunca tinha lido A Menina Que Roubava Livros (aguardem a continuação do post), e quando vi que esse era do mesmo autor, pensei que seria interessante conhecê-lo por um livro menos popular. Me arrependi. É sobre esse adolescente de uma família humilde apaixonado pela atual do irmão mais velho. Não me conectei com os problemas do personagem e achei ele chato.

A Menina que Roubava Livros -- Markus Suzak. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

MEU DEUS DO CÉU PORQUE EU NUNCA LI ISSO ANTEEEEEEEEEEES. Na verdade eu sei, né. A minha versão de 15 anos encontrou o livro na biblioteca da escola e por algum motivo não gostou nem da primeira página, o que gerou futuros diálogos que duraram anos resumidos a "Já leu A Menina que Roubava Livros?", "Não continuei porque não gostei" e toda uma revolta da pessoa que conversava comigo que hoje em dia eu entendo perfeitamente bem o porquê. Inclusive, é o próximo livro que eu quero falar sobre no Rata de Biblioteca, então vou me abster de maiores comentários. 

|Junho|

Sob Pressão: A Rotina de um Médico Brasileiro -- Marcio Maranhão. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Melhor que a série global, hehehe (eu não gosto da série). Tem muito da dificuldade de conseguir atender o paciente dentro do SUS, não pela falha desse sistema que é maravilhoso e quem não concorda favor sair do meu blog, mas pela falha estatal que negligencia repetidamente a saúde no Brasil. 

O Sol Também é uma Estrela -- Nicola Yoon. 

Depois de ler Tudo e Todas as Coisas quis conhecer mais obras da Nicola e gostei igualmente de ambas. Levinho e "nhomnhomnhom", bom pra esquecer dos problemas. 

Total de livros lidos: 20.
Livros emprestados de bibliotecas: 08.
Livros comprados: 01.
Livros emprestados de outras pessoas: 0.
Ebooks: 11.

As leituras do segundo semestre a gente deixa pra Janeiro. <3


O Conto da Aia | Rata de Biblioteca.



Em 1985, a canadense Margaret Atwood publicava pela primeira vez sua distopia O Conto da Aia, certamente sem imaginar que mais de trinta anos depois, o livro -- ainda -- estaria entre os mais vendidos em diferentes países, sendo inclusive adaptado para uma série de TV produzida pelo streaming americano Hulu.

A narrativa do livro é feita por Offred, ou June, o que é um ponto interessante de ser ressaltado, visto que todo o enredo é pautado em cima da não liberdade de expressão das mulheres, findada após um golpe de Estado, realizado por homens de cargos poderosos aliados aos chamados Filhos de Jacó, que pôs fim aos Estados Unidos da América transformando-o na República totalitária, patriarcal e voltada para a teocracia, Gilead. 

O mapa da República de Gilead, idealizado pela série The Handmaid's Tale. Recorte feito pelo Site The Handmaid's Tale Brasil. 

Os Filhos de Jacó, fundadores do regime, além de possuírem altos cargos em instituições de poder da antiga América, eram extremistas religiosos unidos em uma conspiração, que a partir das suas interpretações bíblicas, viam as justificativas para seus planos de "salvação" de um país que segundo eles, estava doente ao permitir uniões entre adúlteros, homossexuais, e com famílias cujas esposas que ao contrário da tradição, passavam seus dias trabalhando e deixando as crianças longe de seus cuidados maternos, culpando-as, inclusive, pela drástica queda da taxa de natalidade que abrangeu o país. Após o planejado golpe, as mulheres passaram a ser demitidas de seus empregos, ocorrendo também o bloqueamento de suas contas bancárias -- dadas aos seus maridos --, e em pouco tempo, o suficiente para que as pessoas entendessem o que estava acontecendo e tentassem deixar o país, a Constituição Estadunidense deixou de ser válida e as fronteiras foram bloqueadas. A implantação do regime contou também com um exército próprio nomeado como Guardiões, responsáveis por reprimir quaisquer manifestações contrárias, e na já instituída Gilead, manter a ordem e o funcionamento adequado da República, realizando torturas e o assassinato de ativistas políticos, cientistas, religiosos com crenças diferentes e desertores. 

Consequência das guerras que se sucederam diante da queda constitucional, a nova República nomeou locais com poluição tóxica de Colônias, áreas para onde mulheres traidoras, sem habilidades úteis -- procriação (Aias) ou cuidados caseiros (Marthas) -- são enviadas para que as tornem limpas a partir de seu trabalho escravo. 

Mas afinal de contas, em que parte da narrativa temos a inclusão de Offred? Cada Comandante -- os atuais governantes da República, antigos Filhos de Jacó -- possui em sua casa uma Aia, mulheres férteis que são estupradas em um ritual "bíblico" por seus respectivos Comandantes para que engravidem e deem a luz filhos que serão deles e de suas Esposas, sendo em seguida mandadas para outros postos (maneira como são chamadas as residências em que servem). Tais mulheres possuem a completa perda da própria identidade, como é o caso de Offred, que deixa de ser chamada por seu próprio nome, June, para ser Of-Fred (em tradução livre, do Fred, seu Comandante), além de andarem com um uniforme vermelho, usado para que sejam facilmente identificadas, e uma touca branca que as impede de enxergar os lados. Apesar de tal medida não se restringir somente as Aias, em Gilead as mulheres também são proibidas de ler e consequentemente, escrever, e nenhum tipo de mídia ou comunicação é utilizada pela população -- salvo o uso pessoal, e muitas vezes fora das próprias leis, dos Comandantes.

Em sua narrativa, Offred nos leva de volta ao passado antes de Gilead e aos momentos em que pouco a pouco, o país perdia sua força sem que cogitassem o que estava por trás daquilo, além de relembrar os momentos tenebrosos em que o regime totalitário foi implantado, com seus planejados métodos de silenciamento dos que ali permaneceram, das constantes problemáticas da vida como Aia e de suas próprias observações. O Conto da Aia é um livro muito bem escrito e que infelizmente, ganha força na atualidade pela semelhança dos discursos feitos mundo à fora com os que levaram Margaret Atwood à sua idealização.

*:・゚✧*:・゚✧ POR QUE LER UMA DISTOPIA? *:・゚✧*:・゚✧

Acredito que a única justificativa seja o gosto por esse tipo de enredo. Afinal de contas, pode servir como gatilho para algumas pessoas. No entanto, vejo em O Conto da Aia o potencial ideal para quem quer conhecer o gênero. 

*:・゚✧*:・゚✧ POR QUE NÃO LER "O Conto da Aia"? *:・゚✧*:・゚✧

Como disse acima, se você possui sensibilidade para alguns assuntos, é bom pesquisar mais afundo antes de lê-lo, mas fora isso, não existem motivos pelos quais eu não o recomendaria para alguém. 

Pra quem é dos filmes: em 1990 foi lançado A Decadência de uma Espécie, que não fez sucesso no momento, mas foi a primeira adaptação para as telas de O Conto da Aia. 
Pra quem é dos livros: em Novembro a editora Rocco lançará a continuação intitulada Os Testamentos, sendo que nesta Offred não será mais a narradora. 
Pra quem é das entrevistas: para o El País, quando questionada se ainda se surpreende com o sucesso da obra, a resposta de Margaret Wood foi que "Sua popularidade depende daquilo que está acontecendo no mundo em geral. Nas últimas três eleições nos Estados Unidos, ela subiu, mas nos anos noventa as pessoas diziam: "É coisa do passado, nada disso aconteceu, a Guerra Fria terminou, vamos às compras". Além disso, não fez tanto sucesso quando foi lançado."
Bônus: com a estreia da série e o novo sucesso do livro, a autora também escreveu um novo prefácio para ele, disponível no site do El País, que nomeou como "Maldita Profecia." 
Por fim, infelizmente, os exemplos usados na obra são reais: a autora, em diversas entrevistas -- inclusive no novo prefácio citado acima --, fala sobre como fatos levaram-na à criação de Gilead. Desde o nazismo com sua perda da identidade e uniformes de identificação, a exemplos mal sucedidos do comunismo e do movimento feminista dos Estados Unidos na década de 1980, quando houveram tentativas de silenciar as mulheres. 

Em um quote: 
"Nada muda instantaneamente: numa banheira que se aquece gradualmente você seria fervida até a morte antes de se dar conta. Havia matérias nos jornais, é claro. Corpos encontrados em valas ou na floresta, mortos a cacetadas ou mutilados, que haviam sido submetidos a degradações, como costumavam dizer, mas essas matérias eram a respeito de outras mulheres, e os homens que faziam aquele tipo de coisas eram outros homens. Nenhum deles eram os homens que conhecíamos. As matérias de jornais eram como sonhos para nós, sonhos ruins sonhados por outros. Que horror, dizíamos, e eram, mas eram horrores sem ser críveis. Eram demasiado melodramáticas, tinham uma dimensão que não era a dimensão de nossas vidas."


Leituras do II semestre.2018



Para ver as leituras do primeiro semestre, clique aqui.

|Julho|

A Barraca do Beijo - Beth Reekles. Ebook comprado no Google Play Livros com os créditos do aplicativo Rewards.

A Netflix lançou o filme homônimo ao livro, e apesar de até mesmo a adaptação já não ser grande coisa, o ebook estava bem barato na loja de livros do Google Play e eu queria lê-lo por pura nostalgia da minha adolescência -- escrevi muitas fanfics de enredo bem parecido. Não foi a melhor leitura da vida, mas deu pra terminar, e acabei achando o filme mais problemático que o livro com relação ao modo violento do personagem principal. 

Grandes Mulheres que Mudaram o Mundo - Kate Pankhurst e Flavia Yacubian. 

Ganhei esse livro na Flipop, e apesar de ser infantil, é uma das paixões da minha estante. Ele é todo ilustrado e conta de forma bem simples quem foram as mulheres abordadas nele, o que fizeram e como mudaram o mundo. Presentear uma criança com ele é acerto com toda a certeza (eu mesma não conhecia algumas mulheres citadas). 

Garota Exemplar - Gillian Flynn. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Assisti ao filme em 2014, quando ainda estava passando no cinema, e na época fiquei ATERRORIZADA. Assisti-lo me incentivou na época a comprar Objetos Cortantes, da mesma autora, que ainda tenho aqui em casa, e realmente gostei da escrita dela. Os anos passaram e um dia na biblioteca encontrei o Garota Exemplar. Não senti que aproveitei tanto a leitura como teria sido se não tivesse assistido ao filme primeiro, mas não nego que a escrita da Gillian é ótima. 

O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Fazia tempo que queria ler algo do Fitzgerald, e em 2018 tive coragem de tentar, começando por uma das suas mais conhecidas obras. Por ser um grande clássico americano nem sei como abordá-lo aqui da forma correta, seu propósito é mostrar e criticar a geração da época que foi escrito e o famoso american dream, o que pode assustar quem nunca teve contato com nada do escritor, mas achei uma leitura muito fácil de ser feita. 

O Cirurgião - Tess Gerritsen. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟
|Agosto|

A Teus Pés - Ana Cristina César. 

O livro nacional de poemas foi pedido como leitura obrigatória da Unicamp, e a única coisa que eu tenho a dizer é: não entendi. Eu realmente queria ter gostado, por ser de uma mulher, por ser nacional, mas não deu, achei a escrita confusa e apesar de tê-lo terminado, não senti que o aproveitei.

O Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟
Já vi tanta gente o considerar um livro transformador que quando o encontrei na biblioteca tive certeza que precisava lê-lo. E não gostei. Existe toda uma celebração com ele por ter sido o primeiro livro que se preocupou em incluir a vida e as visões de um adolescente no meio literário americano, mas gente, como eu achei chato. É tudo narrado por esse garoto que saí de férias mais cedo porque levou bomba e que agora está vagando pela cidade até ter a coragem de voltar pra casa enfrentar seus pais. E a quantidade de vezes em que o personagem fala "no duro" me irritou.

O Diário da Princesa - Meg Cabot. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟
Interferências - Connie Willis. 
Ganhei esse livro da Suma em um sorteio no Wink. Desde o primeiro momento achei a capa muito bonita, e tudo só melhorou por ser uma ficção científica escrita por uma mulher (de 73 anos!!!). No livro a tecnologia já avançou além da nossa atualidade, apesar de estar em um tempo que de acordo com algumas referências da cultura pop usadas pela autora, é o mesmo que o nosso, e cirurgias cerebrais que permitem aos casais saberem exatamente o que seu parceiro sente já são possíveis. Sinto que se me aprofundar mais, acabo entregando as partes mais legais do livro, então LEIAM INTERFERÊNCIAS!!!

Clara dos Anjos - Lima Barreto. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟
Clara dos Anjos foi uma das obras pedidas pelo vestibular da UFPR, e me deixou muito nervosa. A leitura é fácil. mas existe esse personagem ODIÁVEL que é responsável por todo o enredo. É um livro sobre machismo, sobre preconceito racial e os privilégios que classes mais abastadas possuem. Uma ótima pedida pra quem busca um bom nacional. 

Relato de Um Certo Oriente - Miltom Hatoum. 
Mais um livro cobrado pela UFPR, dessa vez uma ficção nacional. Apesar de bom, é confuso e precisa ser lido com calma, ou até mais de uma vez pra quem assim preferir. Uma morte ocorre em uma família, e somos levados por diferentes narradores a cada capítulo, todos integrantes dela, ao passado e a fusão do presente pelos olhos de quem fica. Muito bem escrito.

O Pequeno Livro de Haikai do Menino Maluquinho. - Ziraldo.
Esse ebook está disponível no Google Play Livro por zero reais, e eu, que na infância amava o Menino Maluquinho, não resisti. A nostalgia que me causou foi uma das mais gostosas que já senti.

O Voto Feminino no Brasil - Teresa de Novaes.
Ebook também disponível gratuitamente no Google Play Livros, lançado pela Câmara de Brasília, mostra o sufrágio feminino no Brasil e seus influenciadores pelo mundo, além de dar destaque para as mulheres que lutaram por essa conquista.

Fiquei com um Famoso - Thalita Rebouças. 
Ebook gratuito no Google Play Livros. Gosto da escrita da Thalita, mas não sou o público alvo.

O Ódio como Política: a Reinvenção das Direitas no Brasil - Vários autores.
O ebook ficou gratuito na Amazon durante o mês das eleições presidenciais. São vários ensaios de autores diferentes cujo tema principal é o atual momento conservador da política, com alguns que achei bons e outros não, heh. 

|Setembro|

O Adulto - Gillian Flynn. Ebook comprado no Google Play Livros com os créditos do aplicativo Rewards.

Por ter tido duas boas experiências com a escrita da Gillian, como citei ali em cima, decidi aproveitar que tinha créditos do Reward e comprei o conto O Adulto no Google Play Livros, e foi aí que me decepcionei com a autora pela primeira vez. Não digo que é ruim, mas não funcionou pra mim. 

As Valentinas - Luiza Trigo. 

Conto nacional disponível gratuitamente no Google Play Livros que despertou minha curiosidade, mas não senti que deveria ter ido atrás depois que o li. Com toda a certeza não sou o público alvo, mas não consigo recomendá-lo nem pra alguém com a idade ideal para a leitura, infelizmente. 

Eles Não Usam Black-Tie. - Gianfrancesco Guarnieri. 

Peça nacional exigida pelo vestibular da UFPR. Leitura necessária, engraçada, um dos melhores livros que já li. 

Minha Querida Sputnik - Haruki Murakami. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Fazia tempo que queria ler algo do Murakami, mas não sabia nem por qual livro começar. A capa desse em especial chamou minha atenção, e perdão pela expressão, mas puta que pariu, que livro! O narrador é um amigo de Sumire, apaixonado por ela desde os tempos da faculdade, mas que nunca tentou nada além da amizade com a mulher. Ela começa a trabalhar para uma outra personagem, e quando se vê apaixonada por outra mulher, não sabe muito bem como lidar com a problemática. É um livro muito profundo e que fala sobre o sentir de diversas formas diferentes, recomendadíssimo.

|Outubro|

O Que é Poder - Gerard Lebrun.

Livro de não ficção cobrado pelo vestibular da UFPR.

Resposta à Pergunta: Que é Esclarecimento? - Kant.

Livro de não ficção cobrado pelo vestibular da UFPR.

A Defesa de Sócrates - Platão. 

Livro de não ficção cobrado pelo vestibular da UFPR.

História do Cerco de Lisboa - José Saramago. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Leitura obrigatória pro vestibular da Unicamp. Depois que você entende o que tá acontecendo, fica bom, o único problema mesmo é com o José Saramago e seus problemas com pontuação.

Extraordinário - R. J. Palacio.

OUTRA LEITURA FOFA E GOSTOSA E LINDA.

Orgulho e Preconceito - Jane Austen. Ebook comprado no Google Play Livros com os créditos do aplicativo Rewards.

Uma vez por ano a gente tem que se render ao Mrs. Darcy, né meninas?

Ame O Que é Seu - Emily Giffin. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟


A Casa da Praia - Beth Reekles. Ebook comprado no Google Play Livros com os créditos do aplicativo Rewards.

Não basta eu ler A Barraca do Beijo, também queria saber o que acontecia na casa da praia deles. 

A Noiva da Caveira - Elphinstone Dayrell.

Conto nigeriano publicado em pdf pela Editora Wish, sobre uma garota que é levada para a terra dos mortos ao desrespeitar o que pedem seus familiares. 

Um Milhão de Finais Felizes - Vitor Martins. 

OUTRA LEITURA FOFA E GOSTOSA E NACIONAL.

O Diário de Anne Frank - Anne Frank.

O tenho desde 2013 e nunca consegui terminar porque me sentia mal. Necessário, triste. 

|Novembro|


Com Amor, Simon ou Simon vs. A Agenda Homo-Sapiens - Becky Albertalli. Ebook comprado no Google Play Livros com os créditos do aplicativo Rewards.
UMA DAS LEITURAS MAIS FOFAS E GOSTOSAS DA VIDA. 

Para Todos os Garotos que Já Amei, P. S. Ainda Amo Você e Agora e Para Sempre Lara Jean - Jenny Han.

Assim como com a Barraca do Beijo, depois do filme ser lançado pela Netflix quis ler o livro que o inspirou. É leve e despretensioso, e por isso mesmo me prendeu. Não foi por acaso que acabei lendo toda a trilogia. 

Sejamos Todos Feministas - Chimamanda Ngozi.

O ebook de Sejamos Todos Feministas estava gratuito no Google Play Livros e aproveitei a oportunidade. Não é um livro ruim, mas recomendo para quem realmente não tem nenhum conhecimento sobre o movimento e quer começar a entendê-lo. 

Mulheres, Raça e Classe - Angela Davis.

LIVRÃO cobrado pela UFPR. Não me sinto nem capaz de dizer qualquer coisa sobre. Extremamente necessário, uma das melhores leituras que já fiz.

|Dezembro| 

A Revolução dos Bichos - George Orwell. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟




Fazia muito tempo que queria ler algo do Orwell e não poderia ter começado de forma melhor. A edição que encontrei era da década de 70, o que só tornou tudo mais especial ainda. Leitura necessária pra tempos em que o mundo parece ter se esquecido do seu passado. 

Fera - Brie Spangler. 

Releitura de A Bela e a Fera que foca em temas atuais como gênero e sexualidade, mas que não pareceu saber aproveitar tudo o que tinha em mãos. Fraco. 

Nix - Nathan Hill. 

BOM DEMAIS. Longo, mas foi a melhor leitura que fiz em 2018, nos 45 do segundo tempo. Aborda temas necessários para o momento e te prende como só uma ficção muito bem estruturada é capaz. 

A Anatomia do Estado - Murray Rothbard e Paulo Polzonoff.

Livro de não ficção, bom para questionar algumas estruturas de poder.

Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto.

Nacional pedido pelo vestibular da UFPR. Interessante por sua proposta: poemas que contam uma história, na voz dos rios e dos transeuntes.

Várias Histórias - Machado de Assis. 

Também cobrado pelo vestibular da UFPR, com contos do Machado de Assis, sendo alguns legais e outros nem tanto. 

Manifesto Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels. 

Todo mundo deveria ler uma vez na vida, certo? Certo!

A Casa de Vidro - Anna Fagundes Martino. 

Ebook nacional disponível de forma gratuita na Amazon, que me chamou atenção pela capa. Tinha potencial pelo enredo fantasioso, mas não foi bem aproveitado -- se perdeu ao não inserir melhor o próprio universo. 

Total de livros lidos: 44 (totalizando, com os 14 do primeiro semestre, 58 livros no ano).
Livros emprestados de bibliotecas: 10
Livros comprados: 05 (todos ebooks do Google Play Livros, pelo método Rewards).
Livros que ganhei: 02
Ebooks: 31

2018 foi o ano que mais li, o que me deixa extremamente feliz. Que 2019 seja tão bom quanto!


Leiturinhas: 2017|2.



Vocês estão prontos para as leituras do segundo semestre? Para ver as do primeiro, basta clicar aqui.



|Julho|

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry.

O hype desse livro é um negócio atemporal, né? Eis que o encontrei por 5 reais em uma das máquinas de livro do metrô e decidi pegar ao invés de pagar pela minha passagem. E bom, honestamente, ainda bem que foi barato, heh. Não estou dizendo que achei ruim ou algo do tipo, mas na internet a gente já vê bastante sobre. O carinha tá lá, com a oportunidade de ficar quietinho sem interagir com gente, mas ele quer SENTIR, e ele de fato SENTE, mas eu não senti nada com a história mesmo, desculpa.

A Seleção - Kiera Cass. 

Esse foi o livro mais "parecia inofensiva, mas te dominou" que eu já li porque de fato, parecia inofensivo, mas me dominou e em pouco tempo já tinha lido a trilogia completa. Não é o melhor livro do mundo, mas a história de uma sociedade dividida em castas e que JÁ FOI os Estados Unidos, mas hoje é chamada de Illéia, muito me interessou. As castas são divididas em números, e ninguém é tão rico como a família da realeza, mas de acordo com sua profissão dá pra estar num patamar melhor. A família da principal, America Singer, é formada por artistas que se apresentam em eventos de castas maiores, o que os faz bem pobres. America tem um namorado, Aspen, cuja casta é ainda mais baixa, e por isso ambos escondem seu relacionamento -- mesmo que as duas famílias sejam pobres, casar com uma casta menor que a sua é sempre mal visto.

Da mesma forma que a atual rainha foi escolhida, agora que o príncipe Maxon possui idade, será realizado um reality show para encontrar sua nova esposa. Trinta e cinco garotos de diferentes locais de Illéia são escolhidas para competir e enquanto elas permanecem no castelo, suas famílias recebem apoio financeiro. Por esse motivo, America se candidata com a esperança de além de ajudar sua família, conseguir juntar algum dinheiro para se casar com Aspen. 

Existem sim momentos meio bobos ao longo dele, mas outros aspectos superam muito bem -- e que conto quando for falar dos dois próximos livros.

O Bem-Amado - Dias Gomes.

Peça teatral, O Bem-Amado fez parte da lista obrigatória da Unicamp, mas mesmo assim gostei muito do que li. O enredo se passa em Sucupira, litoral baiano. O prefeito, Odorico se dá conta de um erro grave em sua cidade: não há um cemitério, e toda a promessa de seus discursos pré-eleição acontece em cima da futura construção que ele fará se for eleito -- o que ocorre. 1 ano depois, o cemitério ainda não foi inaugurado por falta de um defunto que o estreie, e é a partir daí que o prefeito eleito comete exageros para que sua obra pare de ser tida como um argumento para a oposição.

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez.

Tive um pouco de receio para lê-lo por não ter gostado do primeiro livro que peguei do Gabo -- O Amor nos Tempos do Cólera --, mas me vi acariciando a capa de Cem Anos de Solidão depois de terminá-lo e pensando que nunca mais leria algo tão maravilhoso. Foi com ele que Gabriel recebeu o prêmio Nobel de literatura em 1982 e em 2007 foi considerado pelo Congresso Internacional da Língua Espanhola a segunda obra da literatura hispânica, atrás de Dom Quixote. A história gira em torno da família Buendía, fundadores do condado de Macondo, o que em certos momentos vira uma loucura porque eles vivem muito e todas as gerações possuem os mesmos nomes dos seus antecessores -- além da maravilhosa loucura que só o realismo fantástico proporciona. Tem profecias, tem guerra civil, ditadura, revolução e até gente falando com fantasmas. Virou um dos meus livros favoritos da vida, e pretendo protegê-lo pra sempre.

Coração, Cabeça e Estômago - Camilo Castelo Branco. Resenha aqui. 

Felizmente, o Leite - Neil Gaiman. 

Um livro infantil do Neil que peguei para ler durante uma Maratona Literária. Não é bom, não é ruim, é só sobre um pai que sai pra comprar leite, esquece o bendito, volta pra casa sem ele, e inventa toda uma história para os dois filhos em que ele vai parar até na Lua e por isso o perdeu.

A Elite - Kiera Cass.

MENINAAAAAAAAA, A CONTINUAÇÃO DE A SELEÇÃO, QUE BABADO QUE FOI. Tem menina que é mandada de volta pra casa porque faz basteira, tem rebeldes atacando o castelo porque não estão contentes com o modo como a realeza age com as castas -- e ter um reality show sendo gravado durante os ataques só os tornam mais visíveis para uma população que precisa viver calada. TEM TORTURA EM PRAÇA PÚBLICA. Tem um teste parte da competição em que as meninas precisam julgar e decretar a prisão de homens que cometeram crimes -- função dada à rainha e que portanto, elas terão que realizar ao se casar com Maxon -- e a America quase morre porque sabe como é ser de uma casta baixa e precisar roubar para comer (o que no caso, foi o crime cometido). E AO MESMO TEMPO AINDA TEM CENAS BONITINHAS DE ROMANCE, ALGUÉM DESLIGA MEU CAPS LOOK.

Iracema - José de Alencar.

Li porque a Fuvest me obrigou e só consigo sentir nojo desse livro. Iracema merecia mais, e o maior erro de português foi ter entrado no Brasil, paz.



Morte Súbita - J.K Rowling.

Em vermelho porque não consegui continuar com a leitura, já era a metade do livro e nada acontecia, feijoada. Desisti. 



|Agosto|

A Escolha - Kiera Cass.

A COISA FICA FEEEEEEEEIA. Muitas meninas já foram eliminadas, America precisa decidir entre Maxon e Aspen. Os rebeldes atacam diversas vezes. COISAS ACONTECEM COM A FAMÍLIA SINGER. VÁRIAS TRETAS. E a America com certeza seria chamada de "petista" por grande parte do Facebook por defender as castas mais baixas EM REDE NACIONAL. O "fim" -- existe uma continuação chamada A Herdeira, mas que como o nome diz, fala sobre a filha de Maxon e como ela vai escolher seu futuro príncipe que eu ignorei e não me arrependo -- da trilogia chega e QUEM SERÁ QUE CASA COM O MAXON? AS CASTAS? A AMERICA? VÃO LER EM NOME DE DEUS EU NUNCA PEDI NADAAAAAAAA.

Mayombe - Pepetela. Resenha aqui.

O Espelho - Machado de Assis.

Conto que foi cobrado pela Unicamp, sei que nem todo mundo curte a obra machadiana, mas a ~lição de moral~ por trás dele vale o tempo gasto.

A Máquina do Tempo - H.G Wells.

Viagem no tempo etc um cara considerado doido etc esperava mais por ser um clássico da ficção científica etc mas se eu tivesse continuado minha vida sem nunca tê-lo lido nada teria mudado etc.

Terra Sonâmbula - Mia Couto.

Que. livro. lindo! Assim como Cem Anos de Solidão, entrou para os preferidos. Nele conhecemos o jovem Muidinga e o senhor Tuahir, que vivem juntos dentro de um ônibus abandonado na estrada durante uma Guerra Civil. Eles não possuem qualquer parentesco um com outro, mas Muidinga teve uma doença que o fez esquecer de tudo relacionado ao seu passado e Tuahir, também sozinho, o acolhe da maneira que pode. Dentro do ônibus existem alguns corpos, e um deles chama a atenção pela maleta que o acompanha, nela, um caderno se torna a salvação dos difíceis dias de guerra para Tuahir e Muidinga -- apesar da falta de memória, Muidinga continua sabendo ler, o que faz em voz alta todas as noites para distraí-los, e assim conhecem a vida do falecido Kindzu. Como dito pelo próprio Mia Couto, autor moçambicano, são metáforas para o que esse povo vive com suas guerras, o que torna tudo muito mais bonito.

Vidas Secas - Graciliano Ramos. 

Desse meu texto aqui.

"Em Vidas Secas acompanhamos a história de retirantes sertanejos que vivendo em meio a seca ficam em constante deslocamento para encontrar lugares menos afetados. Nessa família conhecemos Baleia, a cadela, Sinha Vitória, a mãe, Fabiano, o pai e os filhos, sendo um mais novo e um mais velho. Apesar da pobreza, cada personagem demonstra ter um sonho em sua vida, e todos eles são colocados para o futuro, já que o sofrimento do presente faz com que projetem dias melhores para tempos que ainda não conhecem; o de Sinha Vitória é simplesmente ter uma cama de fita de couro para dormir, o de Fabiano é ter o dom das palavras - por não ser alfabetizado, admirava pessoas que sabiam fazer uso das letras, não só da escrita, mas da pra própria comunicação falada - assim como seu filho mais velho. O ponto é: pessoas sempre vão viver em prol de algo para aguentar os problemas do presente, e esse algo sempre será projetado para dias que ainda virão pois a esperança é nada mais nada menos que isso, o que vem depois."

Harry Potter e a Ordem da Fênix - J.K Rowling.

Umbridge insuportáveeeeeeel. Ministério da Magia cada vez mais semelhante ao Temer. E BOM, A ORDEM DA FÊNIX, HEH.

|Setembro|

(É aqui que os vestibulares começam a me engolir e eu passo a ler cada vez menos.)

Dom Casmurro - Machado de Assis. 

Bentinhzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Todo dia um macho passando vergonha. Capitu única pessoa possível.

Minha Vida de Menina - Helena Morley. 

Livro tão fofo e ao mesmo tempo tão importante!!! É o diário de uma menina e todas as suas percepções de mundo, mas que marca profundamente o que foi viver no Brasil de 1942. Recomendo.

|Outubro|

Sobre a Escrita - Stephen King.

Achei interessante como tudo parece uma conversa com o King e uma cerveja do lado, mas creio que pequei em tê-lo escolhido como meu primeiro livro do autor. Esperei demais de algo que não tinha toda essa pretensão.

Melancia - Marian Keys. 

Por muito tempo vi a capa desse livro na biblioteca e a achei muito chamativa, mas quando li só consegui sentir raiva mesmo. Não é pra ser um livro atemporal nem nada do tipo, mas me incomodou muito a narrativa da mulher traída que faz de tudo pra mostrar pro ex-marido como está bem sem ele e que é sempre pressionada pela família. Acho que o meu nível de feminismo não me permite mais apreciar algumas coisas sem ver os erros e revirar os olhos.

|Novembro|

Poemas Negros - Jorge de Lima.

Leitura atrasada pra prova da Unicamp hehehehe. Vários poemas, alguns bons, outros que não achei nada mesmo.

|Dezembro|

As Crônica de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos.

Minha história com o famoso GoT é looonga. Sempre quis ler primeiro os livros pra depois ver a série completa e nunca tive a oportunidade de lê-los. Em 2016 desisti da possibilidade e vi os três primeiros episódios, mas nem continuei. Até que no ano passado o livro chegou em minhas mãos e geeeente, GEEEEEEEENTE. A seguir prints das minhas reações durante a leitura:

(Clique para ampliar.)

Eu não aguento mais falar de livros, e vocês? Hahaha. Mas aceito ler recomendações nos comentários. Até o ano que vem com o próximo "Leiturinhas"!

Meu perfil no Skoob.

Leiturinhas: 2017|1.

Unindo o útil (falta de posts) ao agradável (falar de livros), trago aqui o post que ninguém pediu: achismos sobre minhas leituras do ano. Acompanhem.


|Janeiro|

Harry Potter e a Câmara Secreta - J.K Rowling.

Comecei a reler Harry Potter em Dezembro de 2016 (e até agora não terminei, mas segue o baile), e em Janeiro estava no segundo livro. Apesar de não estar entre os meus preferidos dos sete, a evolução na escrita da J.K presente em cada nova edição já se faz bem notável. Um dos mais leves da série, sem deixar de ser encantador. 

O Presente do Meu Grande Amor - vários autores.

Encontrei esse livro em promoção no fim do ano passado por 5 golpinhos no site da Saraiva. Como sou uma eterna militante da palavra de Rainbow Rowell e o livro se inicia com um conto dela, decidi comprar. Ao todo são doze contos de diferentes autoras(es), todos com o clima natalino presente e bem românticos. É uma leitura YA gostosa pra quando se precisa relaxar um pouco (existem contos com casais gays!!!)

|Fevereiro|

Capitães da Areia - Jorge Amado.

Abrindo os livros nacionais do ano com chave de ouro, Capitães da Areia entrou para a lista dos meus livros favoritos. A sensibilidade com que Jorge Amado escreveu sobre o grupo de crianças moradoras de rua, cuja realidade os leva ao furto como meio de sobrevivência é muito bonita. São todos pequenos adultos, com infâncias que infelizmente não são vividas como deveriam e que os levam para caminhos diferentes no futuro: em momento algum um destino meritocrático aos esforços que cada um deles fez ao longo da história, o que é muito importante e merece atenção.

Rua da Padaria - Bruna Beber.

Também nacional, o livro de poemas da Bruna traz uma sensação de aconchego capaz de aliviar dias não-tão-bons-assim. No site oficial da autora estão disponíveis alguns dos poemas; recomendo a leitura de Romance em Doze Linhas. 

Caminhos Cruzados - Érico Veríssimo. 

Fevereiro, de forma não planejada, se tornou o mês dos nacionais. Caminhos Cruzados, leitura obrigatória para o vestibular da Unicamp, inova ao não ter um único narrador. Como o próprio título sugere, temos acesso a um bairro, onde as vidas dos personagens se cruzam, sendo interessante notar que sempre ao fim de um capítulo se faz menção ao personagem do próximo pelo ponto de vista daquele que está narrando. É acima de tudo uma crítica a sociedade, mostrando nuances das diferentes classes que muitas vezes são ignoradas, e como elas interferem nos caminhos de cada um (desconstruindo, inclusive, o mito da meritocracia).

|Março|


Outros Jeitos de Usar a Boca - Rupi Kaur.


Tenho a impressão que toda a internet já falou sobre o livro, transformando qualquer palavra a mais aqui digitada uma repetição. São poemas feministas acompanhados de ilustrações que tocam em muitas feridas das diferentes formas com que mulheres são tratadas como menos. Foi uma boa leitura para mim, mas como vi muita gente dizer que se decepcionou um pouco porque escrever poemas na internet (e consequentemente, ter o livro publicado) hoje em dia significa apenas dar enter entre as palavras e tentar causar impacto rápido, acho que vale a pena se lembrar do que é o concretismo antes de ler. 

A Cidade e as Serras - Eça de Queiroz.


Esse livro é oficialmente minha vitória pessoal. Tentava lê-lo desde 2015 e sempre desistia por achar o início descritivo demais, sem nunca chegar a um ponto interessante. Esse ano, como um tapa na minha cara, consegui mudar minha opinião sobre o mesmo quando enfim saí da parte mais tediosa. É um livro que crítica a vida na cidade e as relações estabelecidas nela -- tanto com as pessoas como com o meio em que se vive --, e de forma muito inteligente, critica o capitalismo em sua essência: o consumismo exagerado. Pra quem ainda não leu ou assim como eu sempre abandona, vale se esforçar mais no início. Além disso, foi nele que encontrei uma das descrições românticas mais bonitas que já li:

“Mas, à porta, que de repente se abriu, apareceu minha prima Joaninha, corada do passeio e do vivo ar, com um vestido claro um pouco aberto no pescoço, que fundia mais docemente, numa larga claridade, o esplendor branco da sua pele, e o louro ondeado dos seus belos cabelos, lindamente risonha, na surpresa que alargava os seus largos, luminosos olhos negros, e trazendo ao colo uma criancinha, gorda e cor-de-rosa, apenas coberta com uma camisinha,  e de grandes laços azuis.
E foi assim que Jacinto, nessa tarde de Setembro, na Flor da Malva, viu aquela com quem casou em Maio, na capelinha de azulejos, quando o grande pé de roseira se cobria todo de rosas.”

Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade.

Drummond é um dos meus escritores/poetas preferidos, e a maneira como me identifico com o que ele escreveu me assusta em alguns momentos. Não sou nenhuma perita na obra, mas pelo pouco que conheço Claro Enigma pareceu um dos livros mais difíceis para compreensão de cada poema, o que tornou um pouco difícil gostar da coletânea. Apesar disso, Drummond é Drummond, e não há como negar toda a genialidade por trás dele. 

Admirável Mundo Novo - Audous Huxley.




Essa foi uma leitura muito especial. Menina Manu, amiga de blog, de Twitter, alma gêmea perdida pelos caminhos desse longo Brasil, me fez uma surpresa e o enviou pelo correio com uma dedicatória tão fofa que até hoje não tirei nem os adesivos que vieram junto de dentro do livro. Eu deveria estar falando sobre o enredo, então vamos lá: distopia maluca, mas que me assustou muito por conseguir enxergar diversas semelhanças com a nossa realidade em que as pessoas realmente acreditam em supremacia de raças e a transformam até mesmo em luta. No livro dá pra ter um spoiler de como tudo isso pode dar errado, então fica ai a dia para c e r t o s s e n h o r e s que o mundo vem conhecendo cada dia mais. (E um obrigada a Manu, e a internet, que mesmo sendo horrível às vezes, ainda faz com que essas pessoas tão queridas cruzem nossas vidas.)

O Amor nos Tempos do Cólera - Gabriel García Márquez.


PENSA NUM LIVRO QUE ME INCOMODOU MUITO. Com relação a escrita -- e criatividade -- do autor, não me dou nem ao direito de dizer algo que não seja próximo a maravilhoso. Mas a ficção, ela tem o poder, né? O poder de te fazer ter nojo de gente que nem sequer existe. E EU SINTO NOJO DE FLORENTINO ARIZA. Não quero explicar o porquê por medo de acabar estragando o livro para alguém -- e principalmente porque conhecidos que leram, não pensam o mesmo que eu --, então fica ai o mistério. 

A Arte de Pedir - Amanda Palmer. 

Já falei muito sobre A Arte de Pedir aqui no blog e se alguém quiser ter uma noção mínima do que se trata, é só dar uma lida nos posts da tag Amanda Palmer é o meu pastor e nada me faltará pois quero evitar a fadiga de ser repetitiva.

|Abril|


O Cortiço - Aluísio Azevedo.


O Cortiço é aquela crítica social foda™ que todo mundo já leu ou ainda vai precisar ler querendo ou não. A única coisa que tenho a necessidade de dizer aqui é: BERTOLEZA MERECIA MAIS.

O Futuro da Humanidade - Augusto Cury.

Os erros, eles acontecem. Augusto como escritor é um ótimo psiquiatra (DESCULPA).

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - J.K Rowling.

Um dos meus preferidos da série -- junto com Cálice de Fogo --, mas o início de algo que direi na leitura do próximo mês pois amo um suspense. #TENSÃO

|Maio|


Harry Potter e o Cálice de Fogo - J.K Rowling.


O HARRY É INSUPORTÁVEL, PUTA MENINO CHATO, EU SÓ GOSTO DESSA SÉRIE PORQUE SÃO BRUXOS, E PORQUE TEM A HERMIONE, E O RONY, E O LUPIN (RIP), E MOVIMENTOS ESTUDANTIS, PORQUE SE DEPENDESSE DO HARRY MESMO EU ODIARIA CADA SEGUNDOOOOOOO. 
É isto. 

Anna Kariênina (ou Karenina) - Liev Tolstói.


Ainda estou o lendo, visto que são cerca de 800 páginas que em maior diagramação possivelmente dariam algo próximo a 1.200 páginas, divididas em 8 partes -- atualmente me encontro na sexta --, e apesar de já me sentir pronta para falar dele, quero colocar algumas coisas pra fora de uma forma mais complexa do que um resumo geral do primeiro semestre, então mais tarde pretendo voltar a falar dele por aqui. Para quem nunca viu nada a respeito desse livrão russo com cara de novela das 18hrs, recomendo o vídeo do canal Ler Antes de Morrer.


Laços de Família - Clarice Lispector.


Não é a novela global, mas um conjunto de 13 contos da incrível Clarice, cujas personagens sempre possuem um momento de epifania que as tira do eixo comum -- e o mais legal: todas as protagonistas são mulheres. Meus preferidos foram Amor e O Jantar. 

|Junho|


Carry On - Rainbow Rowell.

Pra quem leu Fangirl da mesma autora, Carry On já não era novidade. Porém, como confesso ter acontecido até comigo, que como já disse antes, sou militante da palavra de Rainbow Rowell, os trechos da fanfic escrita por Cath desandavam minha leitura, que focava muito mais no que estava acontecendo na "história real" do que na escrita da personagem. Com o anúncio de que Carry On seria um livro real contando um pouco mais sobre esse mundo paralelo, pensei que pela primeira vez não gostaria de algo escrito pela Rainbow. Ah meus amigos, o engano, ele é real. Quando todas as pessoas dessa internet começaram a falar bem, e classificá-lo como um dos melhores escritos por ela, tive que vender minha alma, e não há nenhum arrependimento neste corpinho que vos fala. É mais uma história sobre bruxos, vampiros e lobisomens? É, mas de alguma forma, entre o sobrenatural já tão usado por tantos e tantos autores, Rainbow Rowell conseguiu dar lugar às incertezas de quando se é jovem com um mundo tão antigo te aguardando, à revolução, ao que o poder faz com quem o obtém e como é fácil tornar-se um ditador mesmo quando as primeiras intenções são boas. Tudo isso, claro, em meio ao amor entre dois garotos que no início não entendem o que é aquilo que acontece entre eles e juram ser ódio. Rainbow Rowell, que mulher!


No Olho do Furacão - Anderson Quack. 

Meu primeiro contato com esse livro aconteceu por acaso, na biblioteca pública que sempre frequento. Em meio a uma estante um pouco apagada, ele tinha tons de rosa e azul que me prenderam visualmente, sem saber antes o peso da autobiografia contida nele. Anderson Quack conta nesse livro como foi crescer na Cidade de Deus e ver cada vida que se perdeu lá dentro. Anderson encontrou a paixão no audiovisual e faz dele seu trabalho até hoje, levando-o para jovens da comunidade, e por meio do livro, tenta mostrar de forma leve o caminho que percorreu e como isso o ajudou a ser alguém melhor. Fui a primeira pessoa a cadastrá-lo no Skoob, e até hoje continuo sendo a única que o leu, o que é realmente uma pena, dado o crescimento pessoal que nele encontrei -- e sei que seria útil pra muita gente.

Alucinadamente Feliz - Jenny Lawson.

Jenny é uma pessoa da internet que carrega o peso dos transtornos mentais da melhor forma que encontrou: escrevendo e criando um movimento para ser alucinadamente feliz, só de raiva. Me identifiquei muito com o costume que ela possui de fazer das desgraças, piadas na forma como escreve, e me identifiquei com muito -- não todas, porque como ela mesma diz assim que abrimos o livro, cada um possui seu próprio "jeitinho" quando o assunto é saúde mental --, do que por ela é vivido sendo alguém com TAG. 

Desventuras em Série: Mau Começo - Daniel Handler.


A estreia da adaptação de Desventuras da Netflix mexeu com meu psicológico de tal maneira que coloquei nas metas do ano no meu Skoob, ler os 12 livros da série. Tatiane do futuro, em pleno mês de Novembro, dá as caras para dizer que ainda faltam 11 para ler até 31 de Dezembro, heh. Por ser escrito para uma geração de leitores com a qual não me identifico mais senti um pouco de tédio em alguns momentos, mas os mistérios vão aparecendo e tornam o livro algo próximo ao suspense-fofo. Vale a pena para descansar a mente de uma forma mais leve.


O resumo do segundo semestre deve sair em Janeiro, até lá, você pode me acompanhar no Skoob.

Rua dos alfeneiros, nº 04. | BEDA #02


É na rua dos Alfeneiros, nº 4 onde tudo começa. O incrível mundo bruxo de J. K. Rowling é fundido com o mundo dos trouxas, digo, com o mundo dos Dursley, “[…] que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado.”; Harry é um garoto de apenas 10 anos, que na ausência dos pais, foi criado por seus tios, “[…] as últimas pessoas no mundo que se esperaria que se metessem em alguma coisa estranha ou misteriosa, porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de bobagem.”
É sabido por aí que tanto trouxas como bruxos odeiam aquilo que não entendem, como uma forma de não aceitar a sua incapacidade diante de algo. Para os Dursley, a magia não era só abominável, era a marca registrada dos Potter, família composta pela irmã da Sra. Dursley, seu marido e seu filho, Harry, em quem a frustração de sua tia por ter visto sua irmã partir para uma escola de magia e ser o orgulho de seus pais é descontada.
Após 10 anos sendo trancado em um armário abaixo da escada, mal tratado pelos tios e pelo primo, excluído de passeios e escondendo ao máximo a horrível cicatriz em sua testa, quando completa 11 anos Harry descobre ser alguém admirado em um mundo paralelo ao que conhece. Após tantas cartas que chegavam por meio de corujas e um gigante com um coração maior que seu próprio tamanho chamado Rúbeo Hagrid o visitando inesperadamente, Potter descobre ser um bruxo, e assim como seus falecidos pais, é convidado para estudar na grande Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts pelos próximos anos.
A minha intenção inicial era voltar a reler a série de livros em Setembro (2016), mês em que as aulas oficialmente retornam a Hogwarts, mas se no mundo bruxo as aulas estavam só começando, no meu mundo as coisas estavam bem corridas, então resolvi adiar a releitura para Dezembro associando-a ao meu capítulo favorito d’A Pedra Filosofal: 12. O Espelho de Ojesed.
“O Natal se aproximava. Certa manhã em meados de dezembro, Hogwarts acordou coberta com mais de um metro de neve.”



É esse o capítulo em que mesmo com mais uma das muitas provocações de Draco Malfoy por Harry não ter uma casa para voltar e comemorar a data como muitos dos alunos, o natal na escola se transforma no melhor natal que Harry já teve, o que reforça a velha história de que estar com as pessoas certas é a chave para fazer qualquer coisa dar certo, e não estar necessariamente no local certo.


“Na noite de Natal, Harry foi para a cama pensando com ansiedade na comida e na diversão do dia seguinte, mas sem esperar nenhum presente. Quando acordou cedo na manhã seguinte, porém, a primeira coisa que viu foi uma pequena pilha de embrulhos ao pé de sua cama."

De todos os livros da série, A Pedra Filosofal certamente não é o meu preferido, mas na segunda, dia 31 de Julho, foi aniversário da J.K e do Harry, e eu, Lufana que sou -- portanto leal --, quis de alguma forma relembrar isso por aqui. As cartinhas de Hogwarts não chegaram em minha humilde residência, e creio que nem por ai, mas realmente espero que todos nós encontremos nossos respectivos locais onde sempre é melhor de se estar, assim como o Harry teve a sorte de achar. 
© Limonada
Maira Gall