Blogday 2026 | BEDA #31

Em 2013* decidi criar um blog com o nome de Novembro Inconstante. Naquela época, não imagivana que treze anos depois ainda estaria escrevendo nele, mesmo que, dessa vez, com o nome de Limonada. 

Em uma aula de inglês recente, comentei que tenho um blog pessoal desde a adolescência, e minha professora respondeu com "Oh, you're so brave!". E a verdade é que até aquele momento, eu nunca tinha me questionado se o que eu estava fazendo era corajoso. Sempre foi natural escrever sobre meus sentimentos, mesmo que outros me lessem. Se Annie Ernaux e Édouard Louis podem publicar livros sobre suas vidas, porque eu não poderia escrever em um blog sobre minhas questões?

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Nos últimos anos me afastei muito da blogosfera, e sempre tentei entender o porquê. A explicação que mais faz sentido nesse momento é simplesmente que a vida aconteceu. Fui de uma adolescente que passava muito tempo online no notebook pra uma adulta que também passa muito tempo online no celular com pouco tempo disponível. Entre as obrigatoriedades do dia a dia, fica difícil lembrar de algum Só Acontece Comigo pra postar, porque tudo acontece o tempo todo. Se não consigo mais ler livros, como falo sobre livros na internet? Se não assisto mais séries, que análises posso fazer? E se corro o risco de expor coisas muito particulares escrevendo textos, o que então eu poderia escrever sem me vulnerabilizar tanto? 

E então o Entreblogs lançou o D&B para o BEDA de 2026, e eu lembrei que posso falar sobre coisas extremamente pessoais, ou só postar fotos da minha cachorrinha. No fim, o que importa, é fazer sentido. A Tatiane de 2017 que conseguiu postar todos os dias sem nenhum post de tag/meme ou enrolação como eu fiz esse ano estaria decepcionada, mas é o que é. 

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O BEDA chegou oficialmente ao fim, e com ele, comemoramos o BlogDay. Uma iniciativa internacional que visa recomendar blogs. A data foi escolhida pois 3108 (31 de Agosto) parece visualmente com a palavra BLOG. 

Começo recomendando absolutamente todos os blogs que participaram do BEDA esse ano. Ter ideias pro mês inteiro, seja participando do BEDA ou do BEWA é muito difícil, e eu não tenho nada além de admiração por todos eles. Foi muito divertido acompanhar tudo tão de perto, e fico feliz que agora sempre que abro meu WhatsApp, reconheço as pessoas de cada blog que estão no grupo do EntreBlogs. Obrigada pela companhia!

Faço um puxadinho para os blogs que conheci só esse ano, e que estou adorando acompanhar mais de perto:

Adeline Daniele. 

Cosmoliko. 

Clandestini.

Igor Medeiroz.

Tomanotas. 

Blogs que eu já conhecia, e sigo recomendando, mesmo que não tenham participado do BEDA:

Arantchans  

BMRTT 

Kaffeina 

Krahelin 

Tristezinhas Cotidianas

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Amanhã eu não volto pra cá, mas eu definitivamente sei que em algum momento eu volto. Continuar escrevendo para que outros me leiam não é mais uma dúvida.

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*Coisas que aconteceram desde que criei esse blog em 2013:

  • Tive meu primeiro emprego na administradora de um shopping em São Paulo. Aquele da estação Santa Cruz do metrô.
  • Tive meu segundo emprego, em um colégio particular, onde um professor me prendeu na sala de aula enquanto eu trabalhava e disse que eu deveria estar estudando assim como os alunos dele, e não trabalhando tão cedo e mudou todo o resto da minha vida.
  • Comecei um namoro, ainda na adolescência. 
  • Me formei no ensino médio.
  • Terminei o namoro da adolescência.
  • Vi meus pais se divorciarem.
  • Fiz quatro anos de cursinhos pré-vestibular, prestando prova pra Medicina.
  • Nunca passei em Medicina.
  • Adotei uma cachorrinha e a chamei de Paçoca. 
  • Passei em Enfermagem na Universidade Federal de São Paulo e me matriculei.
  • Comecei outro namoro.
  • Fiz tudo o que pude na Universidade. Festas, bares, aulas, projetos de extensão, centro acadêmico, ligas acadêmicas, iniciação científica, apresentação em congresso, projetos de bolsa com o Ministério da Saúde, estágios. Conheci pessoas. Achei que não ia me formar.
  • Perdi minha casa e a vi ser demolida.
  • Trabalhei em uma ONG enquanto me graduava e me decepcionei com o terceiro setor. 
  • Me formei.
  • Troquei de emprego quatro vezes até ter o emprego que sei que mereço.
  • Me pós-graduei em Saúde Pública também pela Universidade Federal de São Paulo.
  • Fiz, ao longo de alguns anos, quatro tatuagens.
  • Fui em muitos shows, todos muito importantes pra mim.
  • Viajei "de verdade" pela primeira vez.
  • Perdi amigos. Fiz amigos.
  • Conheci muitos lugares novos de São Paulo.
  • Comecei a fazer musculação.
  • Comecei a fazer natação e parei.
  • Comprei um apartamento.

Resumo da semana | BEDA #30

Na vida pessoal:

Conheci o Bom Retiro com uma amiga, experimentamos o lanche do São Carlos Lanches e visitei a casa dela;

Fui em um churrasco de aniversário e conheci pessoas novas;

Fiz terapia no sábado.

Na internet:

Compartilhei 29 coisas que não aprendi em 29 anos

Fiz um appreciation post da Paçoca, minha cachorrinha; 

Postei meu self image desse ano

Falei meus pensamentos do momento;

Compartilhei as playlists que faço baseadas em personagens que gosto

Relembrei meus posts preferidos do blog;



29 coisas que eu não aprendi em 29 anos | BEDA #29

Quando me inscrevi pro "BEDA", fiz a inscrição, na verdade, para o BEWA. Já imaginava que não ia conseguir postar todos os dias, mas de alguma forma, aqui estamos: 29 dias seguidos de postagens. 

Eu até tenho posts pra fazer ainda, mas são extensos e não estou com capacidade mental para escrevê-los agora. Deixo aqui o lembrete: quero falar dos shows que fui nos últimos anos. 

Hoje estava num aniversário, e a média de idade das pessoas estava entre os 25 e 29 anos. Em algum momento alguém disse que ainda não se sentia adulto, e todos concordaram que não eram adultos ainda. "Eu nem sei mexer na panela de pressão ainda", disseram. Eu também não faço ideia de como mexer em uma.

Percebi que geralmente vemos listas na internet de "X coisas que eu aprendi em X anos de vida", e nunca vemos alguém assumindo as coisas que ainda não sabe. 

29 coisas que eu não aprendi em 29 anos:

  1. Andar de bicicleta;
  2. Nadar;
  3. Mexer na panela de pressão:
  4. Cozinhar:
  5. Dirigir carros;
  6. Cortar minha unha de uma forma reta;
  7. A dizer não sem medo da reação das pessoas;
  8. O nome certo da linha de trem que eu sempre pego;
  9. A usar o Google Maps;
  10. A lógica por trás da maioria das fórmulas matemáticas:
  11. Simple past;
  12. A ir embora da vida das pessoas quando não estão me tratando bem;
  13. O jeito certo de segurar uma tesoura;
  14. As capitais de todos os países;
  15. Declarar o imposto de renda sozinha;
  16. Como não ruminar quase tudo;
  17. A não usar o celular antes de dormir;
  18. A diferenciar pensamentos de verdades absolutas;
  19. Impor limites;
  20. Maquiagens elaboradas;
  21. Qual o melhor tecido para roupas;
  22. O número de telefone das pessoas para emergências;
  23. O nome da maioria das ruas do meu bairro;
  24. Conceitos de biofísica;
  25. Embaralhar cartas;
  26. Jogar xadrez;
  27. Disfarçar a expressão facial quando não gosto de alguém;
  28. Jogar truco;
  29. Não sentir vergonha de quem eu sou. 

Paçoca appreciation post | BEDA #28

 




Self Image 2026 | BEDA #27


Ter um blog pessoal desde a adolescência é um dos grandes traços que constituem quem sou, assim como escrever um self image a cada ano. É necessário um esforço muito grande da minha parte ler o que escrevi por aqui nos últimos doze anos sem querer apagar tudo. Relembrar quais eram os meus problemas, dúvidas e vontades enquanto crescia é pesaroso, por vezes vergonhoso. Ainda assim, é impossível não notar o que a eu atual tem em comum com todas as Tatianes que já fui: a vulnerabilidade.

Precisei vestir uma roupagem escura e com calçados pesados muito cedo, e por anos fiz disso a minha personalidade. Mesmo ali eu já estava, sem perceber, sendo vulnerável. O que é mais frágil do que alguém que em um teatro de si mesmo, se reafirma como forte o tempo inteiro? 

Nos últimos anos fui piada por chorar em momentos que me pedem o choro, por buscar conexão humana nos espaços que habito, por me expor, por falhar e por tentar. Nunca me arrependi.

Sempre comento em terapia como não tenho planos para a vida após os 30 anos. Não me entenda mal, não falo isso como quem não pensava que estaria viva, mas sim como alguém que por muito tempo precisou seguir um roteiro. Estudar, trabalhar e chegar lá. Depois que chega, o que é que fica? 

Sinceramente, não tenho muitas respostas para as minhas indagações, mas sei o que quero: recomeçar. Trocar de emprego sempre que necessário. Mudar de ideia quantas vezes fizer sentido. Repensar ciclos, pessoas e lugares. Tentar de novo. Mais uma vez. 

Estar vulnerável e não confundir com fraqueza. Mente e coração abertos, porque toda dor passa.

A ideia do self image é do Eric que os publica anualmente. No blog você encontra as versões de 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021/2022, 2023, 2024 e 2025

Todas as coisas que estou pensando agora | BEDA #26

Tenho que terminar o projeto de pesquisa, fazer a carta de interesse e preencher a planilha de atividades de pontuação até no máximo 13 de setembro e ainda não consegui finalizar o projeto;
Preciso terminar de arrumar as coisas pra minha-primeira-viagem-de-avião-e-também-para-fora-do-país que já é na semana que vem;
Também preciso entender porque o botão de isolamento de ruído do fone que comprei a pouco tempo não está funcionando;
Um vizinho está nesse exato momento gritando por causa de futebol e me deixando estressada. Sempre me questiono como a heterossexualidade chegou tão longe considerando a forma como homens se comportam;
Queria mudar de casa, mas me recuso a pagar os valores que cobram nos aluguéis hoje em dia;
As coisas no trabalho também estão em período de transição, o que tem sido uma constante aba aberta no meu cérebro. Agora que eu tinha aprendido tudo, vão adicionar novas funções ao meu cargo;
Estou um pouco triste com meu BEDA, queria ter publicado mais textos e na maioria das vezes só consegui postar listas. Aí vai mais uma. 

Minhas playlists baseadas em personagens | #BEDA 25

Gosto muito de criar playlists temáticas. Ultimamente não tenho gostado muito do algorítmo do Spotify, que não me ajuda muito a conhecer novos artistas, o que me leva a usar menos o app, mas ainda assim, quando posso, estou por lá criando listas de músicas com tópicos em comum. 

Foi assim que, dado o meu envolvimento emocional com The Bear, comecei a criar playlists baseadas em personagens que gosto. Na série, acompanhamos o Chef Carmy, e acima de tudo, suas questões com saúde mental (não por acaso, é uma playlist com mais de uma música do Radiohead). 


Além dessa, criei também uma baseada no personagem Set Cohen, um dos meus personagens preferidos de The O.C.

Meus posts do blog preferidos | BEDA #24

O vilão da semana no BEDA é o ladrão de memórias, e uma das formas de derrotá-lo é relembrando um post do seu próprio blog. Por isso, reuni alguns dos meus posts preferidos.

A Million Little Things: a importância de se falar sobre suicídio de forma responsável na TV

Durante a pandemia assisti A Million Little Things, na GloboPlay, e decidi escrever aqui no blog uma recomendação para a série que toca em um tema que gosto muito e que pesquiso  academicamente.

Poor journal: um conceito de bullet journal

Desde que a Internet é a Internet, alguns tipos de hobby se espalham e se tornam extremamente caros. Na minha época de adolescente o bullet journal foi uma dessas coisas, e eu, nascida e criada com pouco dinheiro, sempre dei o meu jeito pra ter um que funcionasse dentro da minha própria realidade. Foi assim que nesse post contei sobre meus journals e como eu os usava. 

Me conta seu post favorito daqui também? :)

Coisas da minha infância que mostram que eu sempre fui eu | BEDA #22

Um dia desses, na rede social de vídeos curtos e rápidos cujo nome imita o barulho do ponteiro dos relógios, vi a conta @alesantosdn fazer um vídeo com uma lista de coisas que ela fazia na infância que mostravam que ela seria a adulta que é hoje, e resolvi trazer pra cá também. 

1. Escrever muito. 

Sempre tive diários, e quando entrei na quinta série, tive mais de um trabalho escolar que consistia em escrever algo ficcional, e eu dediquei minha vida para aquilo. Até hoje ainda guardo esses trabalhos. Também sempre tive blogs, ora pra escrever fanfic, ora pra escrever notícías dos artistas que eu gostava, ora o blog pessoal (que é esse). Uma coisa curiosa: na época das fanfics, eu tinha meu uso de computador diário limitado a 1 hora. Por isso, eu tinha mais de um caderno com as minhas fanfics escritas à mão. Infelizmente durante a fase emo da adolescência joguei tudo fora, mas daria tudo pra ainda tê-los. Hoje em dia também escrevo em journals. 

2. Ser fangirl. 

Não houve uma época da minha vida em que eu não fosse fã de algo. Fui fã de Sítio do Pica-Pau Amarelo, de Hey, Arnold!, de Kenan e Kel, de Sandy e Junior, de Floribella, de todas as coisas que a Disney estreou nos anos 2000 e enfim, até hoje ainda estamos aqui, indo em shows, cinemas, livrarias, peças, museus e tudo o que surgir no meu caminho. 

3. Gostar de artes digitais.

Recentemente achei uma "entrevista" que fizeram comigo em um blog sobre Stardoll. Eu tinha 12 anos na época, e digo que queria ser designer. 

No fim, me formei em enfermagem, mas durante a própria faculdade, cheguei a ser bolsista do site dela para montar artes no Canva e escrever posts de divulgação dos eventos científicos do mês. Ao longo da vida nunca consegui fugir desse lado criativo, sempre estive criando coisas no canva, editando fotos, criando roteiros, gravando vídeos... acho que sempre vai ser um lado não explorado, mas muito natural. 

4. Leitura.

Atualmente tenho feito muito menos, confesso, mas ler sempre fez parte da minha vida. Meu primeiro livro foi religioso (rs), mas de lá pra cá foram muitos e muitos os livros lidos. 

5. Leite com Nescau. 

Quando eu era pequena, tomava mais de 5 copos de leite com Nescau por dia. Hoje não tomo tanto, mas confesso que quando tenho um dia difícil gosto de tomar leite com Nescau antes de dormir pra me sentir mais confortável. 

Meus canais do Youtube preferidos (do momento) | BEDA #21



Como trabalho home office, o Youtube tem sido meu colega da mesa ao lado. Prefiro mil vezes estar em casa do que no escritório, mas ainda assim sinto falta de ter outras pessoas em volta, por isso tenho consumido muitos vlogs — tem algo realmente relaxante em acompanhar os dias normais de outras pessoas. Como tenho passado bastante tempo assistindo por lá, decidi fazer essa listinha com minhas recomendações do momento. 

Vlogs

Julieth 

A Julieth criou o canal como um hobby e uma meta para seus 30 anos. Como ela mesma comentou nos primeiros vídeos que fez, ela cresceu na internet antes das redes sociais e sempre quis ter um canal de vlog, mas nunca tirava a ideia do papel. Os vídeos focam no cotidiano dela, e são sempre muito gostosos de assistir. 

Marcelo Nogueira

O Marcelo produz conteúdo literário em suas redes sociais, mas também usa o Youtube para vlogs. Gosto muito dos dois tipos de conteúdo dele, mas o vídeo mais recente do canal foi um vlog em que ele resolvia tarefas pendentes há muito tempo e eu me diverti assistindo. Me deu coragem pra listar o que eu preciso resolver também (ainda não comecei, mas juro que vou tirar do papel). 

Ana Karolini M.

A Ana também produz conteúdo literário e é professora de inglês. Gosto muito da honestidade dela nos vlogs e da preocupação que ela tem com não influenciar ninguém ao consumo. 

Beatriz Paludetto

Assim como os dois canais anteriores, a Beatriz começou há muitos anos produzindo conteúdo literário. Hoje ela foca mais em vlogs, e eu tenho gostado de acompanhar os vlogs de viagem. 

Reading With Ma

A Maria também produz conteúdo literário, mas no Youtube foca mais em vlogs. Gosto muito dos vlogs de leitura, em que a acompanhamos lendo e opinando sobre um livro inteiro. 

Podcast e opinião 

Matheus Sodré - Lan House

O Matheus analisa comportamento e internet, e eu gosto muito da facilidade dele de transmitir ideias que poderiam ser "críticas demais" com muita facilidade. 

Rodrigo de Lorenzi - O Moço do Vinho

O Rodrigo é Jornalista, e às vezes analisa livros, às vezes analisa questões sociais, mas nunca peca no compromisso com o que ele está falando, sempre trazendo referências e conectando muito bem os pontos. 

Se vocês tiverem indicações de canal, vou adorar conhecer!

1 blogueiro, 1 felicidade do dia | BEDA #20

O vilão dessa semana no BEDA é O Solitário, que tenta convencer os aventureiros de que escrever sozinho é suficiente. Sua fraqueza está nas comunidades, em compartilhar histórias e incentivar outros viajantes. Uma das formas de derrotá-lo é escrever uma postagem em união com outros participantes. 

Pensando nisso, o Instituto Brasileiro de Geografia da Tatiane (IBGT) PRESSIONOU gentilmente pediu aos participantes do EntreBlogs que compartilhassem em nosso grupo de WhatsApp uma coisa que os tivesse feito feliz hoje.



A Aline, do Inventando Assunto, conseguiu levar seu gatinho para um exame de sangue e deu tudo certo! Tanto ele quanto as veterinárias ficaram bem. Além disso, ela conseguiu a escritura do próprio apartamento. 

O Felipe, do A Grande Onda, encontrou Tapicurus (uma espécie de ave) voltando do trabalho para casa.

A Natália, do Erro 418, descobriu o curso de drift do Fiuk, com carga horária de 25 minutos (e online!), e ficou empolgada com a possibilidade de se formar e apresentar o certificado para a polícia, caso esteja praticando o que aprendeu nas aulas. 

A Bárbara Moretti, do blog BMRTT,  terminou a leitura do livro Gargoyle Game e achou "bom para caralho!". 

O Henrique Bispo, do Bispo, viu a melhor amiga se formar! 

E eu fiquei feliz de ter tido respostas pra minha pergunta no grupo. Obrigada, gente! 

5 fotos sem contexto | BEDA #19

Não estou muito legal hoje. Sabe quando a cabeça fica presa no mesmo ciclo de pensamentos e aí o ar começa a faltar? Pois é. Como não estou conseguindo pensar direito, decidi usar a sugestão do Grimório do D&B e publicar cinco fotos do meu rolo de câmera sem contexto nenhum.  


Axolote do Aquário de São Paulo. Foto tirada em Março de 2025. 


Paçoca, minha cachorrinha, depois do banho no Pet Shop. Foto de Maio de 2025. 


Um husky aleatório nadando em um parque da minha cidade. Foto de Dezembro de 2025. 


Comprei uma cortina e luzinhas para o meu quarto. Foto de Janeiro de 2025. 


Gatinhos adotados em um Cat Café de São Paulo. Foto de Janeiro de 2026. 



Adulta funcional de baixa manutenção | BEDA #18

Encontrei uma amiga de infância no Instagram. Dos sete aos dez anos, fomos melhores amigas de escola. Frequentávamos a casa uma da outra para brincar e tudo. Resolvi mandar uma DM, dizendo que não acreditava que a tinha encontrado ali, mas nem esperava uma resposta. Em algum momento entre o tudo-bem-e-você-e-o-que-eu-fiz-nos-últimos-20-anos acabamos nos encontrando pessoalmente para assistir O Diabo Veste Prada 2 no cinema. Comentei que eu estava me sentindo como se eu tivesse passado os últimos vinte anos da minha vida em coma e do nada tivesse acordado e saído com ela. Ela gargalhou e disse que estava com a exata mesma sensação. Nos despedimos, ela me colocou nos melhores amigos do Instagram e eu fiz o mesmo. Não uso muito a rede social, então sei que peco nas atualizações da minha vida para as pessoas que estão ali, mas ainda assim, em algum dos únicos posts que fiz nos últimos meses, ela comentou que estava com saudades. Queria me ver mais uma vez. Aceitei, mas tivemos alguns desencontros e ainda não nos vimos de novo. Acho que entre uma coisa e outra já se passou um mês. 

Na faculdade eu fazia parte de um quarteto. Para além do curso em comum, tínhamos histórias de vida parecidas, mesmo que de formas diferentes. Foi a primeira vez na vida em que senti que eu estava completamente conectada às pessoas ao meu redor. Temos uma foto deitados de bruços em um colchão de solteiro com as pernas para o ar, comendo sorvete direto do pote e conversando. Por muito tempo achei que eu sempre poderia voltar para aquela mesma sensação. Achei que nossa amizade ficaria cada vez mais forte. A faculdade acabou, um de nós mudou de país, uma se afastou do grupo por inseguranças próprias, outra começou a namorar... Não nos falamos mais. Eu tentei por anos fortalecer o laço. De certa forma consegui, ainda converso com todos, mas o grupo, em si, morreu. Um dia, desabafando sobre a falta que eles me fazem, ouvi de uma terceira pessoa, não envolvida no grupo em questão, que "Amizade é assim mesmo. A cada momento da vida temos outras prioridades, nos aproximamos de outras pessoas, distanciamos de outras, mas isso não significa que a amizade acabou. Muitas vezes passam-se os anos e voltamos a nos reaproximar das pessoas". Fiquei em silêncio. Todos os amigos que reorganizaram suas prioridades, hoje não sabem mais nada sobre mim. Porque sequer perguntam. 

Crescer sendo filha única foi solitário, mas nunca horrível. Passear comigo mesma, brincar sozinha, tomar atitudes sem considerar tanto outros humores. Ainda hoje acho um pouco engraçado quando vejo na internet discursos sobre "Vá sozinha! Se ame! Faça por você!". Eu nunca tive muita opção. 

Minha amizade mais antiga vem do ensino fundamental II. Nos conhecemos na quinta série (o atual sexto ano) (isso sempre me confunde), e em algum momento as coisas só deram certo. Os anos passaram, ainda mantemos contato, mas sinto que nossa relação é baseada em bastante nostalgia. "Lembra que no ensino fundamental?" "Lembro!" "E no ensino médio que fizemos tal coisa?" "Pois é!!!". Acho que sempre vamos ter uma a outra, mas é como se houvesse um consenso silencioso de que não iremos nos aprofundar muito no presente. O passado é o laço, e é nele que ficamos. 

Em um dos meus empregos caóticos fiz dois amigos. Nos falamos semanalmente, quase sempre contando nossos causos da área de trabalho que temos em comum. Com o passar dos últimos dois anos, conseguimos em alguns momentos aprofundar nossa relação e compartilhar coisas pessoais. Um dia, bêbada, comentei que eles mudaram minha vida. Eles riram e disseram que eu também mudei a vida deles. Eu estava falando sério. Um dia, por mensagem, um deles me enviou um meme e eu comentei que tinha visto a mesma coisa há uns dias, pensado nele, mas não enviei. Ele me perguntou o porquê, e eu disse que não queria incomodar. "Você nunca me incomoda". Mudou minha vida. Acho que eu ainda não tinha sentido que não estava incomodando meus amigos. Ninguém nunca negou isso. 

A transição do fim da faculdade para o mercado de trabalho doeu bastante. Sempre fiz tudo sozinha, mas por alguns anos tive muitas companhias. Olhares que comunicavam. Frases que se completavam e risadas síncronas. Comentei em uma sessão de terapia recente que eu queria ter apoio, mas sinto que a vida sempre foi sobre me virar. "Mas seria bom ter uma rede de apoio, não seria?", escutei. Engoli o choro e disse que seria. Conversamos sobre a mais recente moda de análise das relações da internet. De tempos em tempos um conceito viraliza e as pessoas realmente o levam pra vida real e justificam quase tudo por ele. As "relações de baixa manutenção" viraram um dos sinais de que você é um adulto funcional (outro conceito que a internet adora, como se a régua que mede a funcionalidade estivesse na porta da casa de todos, e AÍ DE VOCÊ SE NÃO FOR APROVADO NO TESTE). Comentei que sinto que as pessoas só estão justificando egoísmo, falta de compreensão e exaustão com "meus amigos precisam entender minha ausência". Eu nunca vou te cobrar presença. Nunca vou te cobrar mensagens no WhatsApp. Mas eu também não queria que nossa amizade fosse resumida a ter que assistir os reels que você me manda. Ou reagir aos seus stories. Ou ter que ficar registrando minha vida no Instagram pra que você comente e sinta que isso é participar dela. Queria ter com quem sair. Queria criar mais momentos com as pessoas para além do "Lembra quando a gente...". Queria ter sempre um cholchão de solteiro e um pote de sorvete para dividir quando a vida estiver difícil.

Sempre fiz tudo sozinha. Sempre doeu. Sempre continuei fazendo. Não é isso que é ser um adulto funcional? Não é assim que deixamos as pessoas felizes?

Ainda bem que ela se vira sozinha, já pensou eu ter que cumprir meu papel na vida dela ALÉM de trabalhar, cuidar de mim, da casa e de todo o resto? Não dá mais pra ser amigo de ninguém. Já somos adultos!

Coisas para fazer antes dos 30 | BEDA #17


  • Tirar minha CNH;
  • Andar de avião pela primeira vez;
  • Sair do país pela primeira vez;
  • Fazer uma viagem sozinha; 
  • Aprender a andar de bicicleta;
  • Começar um canal no Youtube; 
  • Entrar no mestrado. 
Temos até Maio. Vamos ver no que vai dar. 

Resumo da semana | BEDA #16

 Na vida pessoal:

  • Fui duas vezes à fisioterapia e terminei minhas vinte sessões;
  • Fui duas vezes à academia; 
  • Tive aula de inglês na quarta-feira;
  • Almocei no Z Deli (de novo);
  • Dei um passeio rápido no centro da minha cidade pra tentar resolver duas coisas e tudo estava fechado (não resolvi nada); 
  • Passeei com minha cachorrinha, minha mãe e meu namorado no parque;
  • Jantei pizza no sábado;
  • Comecei a escrever um projeto de pesquisa pra um processo seletivo de mestrado que vou tentar.

Na internet:


25 Perguntas | BEDA #15

O vilão dessa semana no BEDA é O Solitário, que tenta convencer os aventureiros de que escrever sozinho é suficiente. Sua fraqueza está nas comunidades, em compartilhar histórias e incentivar outros viajantes. Uma das missões da semana contra ele envolve escrever uma postagem inspirada em um post de outro participante do BEDA, e eu encontrei o post "25 Perguntas Aleatórias" no Empório Kiyomi. 

Qual é a primeira coisa que você faz quando acorda?

Não me orgulho disso, mas é mexer no celular. Depois coloco meus óculos e levanto. 

Café, chá ou chocolate quente?

Chá Mate gelado. Mas gosto dos três. 

Qual é a estação favorita do ano?

Acho que em São Paulo não conseguimos mais ver tanto as estações, mas num mundo ideal, eu gostaria muito da primavera e do outono. 

Praia, campo ou cidade?

Pra viver, a cidade. Pra descansar, praia ou campo. 

Um livro que marcou sua vida?

A resposta é boba, mas Fangirl, da Rainbow Rowell. Quando o li pela primeira vez estava em um momento de vida muito diferente do atual, mas me sentia muito deslocada. Ler sobre uma menina que escrevia fanfics e era fangirl, também um pouco isolada, foi importante naquela época e até hoje tenho muito carinho pelo livro. É um dos poucos livros da adolescência que ainda tenho na estante. 

Qual foi a última série que você assistiu?

Vi o primeiro episódio de The Shards, do Ryan Murphy na Disney+. Acho que é exatamente algo que o Ryan Murphy faria, mas o primeiro episódio não me convenceu de muita coisa não. 

Você gosta mais de filmes ou séries?

Filmes. Tenho gostado muito de ir ao cinema, e ultimamente muita coisa boa tem sido lançada. 

Qual é o seu doce favorito?

Nossa, difícil. Acho que é bolo de cenoura com cobertura de chocolate. 

Existe alguma comida que você não come de jeito nenhum?

Ervilha. Me incomoda o gosto. 

Se pudesse viajar hoje, para onde iria?

Tenho pensado muito em como eu queria não exatamente fazer um mochilão, mas sair por aí indo de país pra país. Acho que começaria ou por algum da América Latina, pra fazer o continente todo, ou por algum da Europa, com a mesma ideia. 

Qual é o seu aplicativo mais usado?

Twitter. Não quero falar sobre isso KKKKKKKKKKKKKKKKK. 

Você é uma pessoa organizada?

MUITO. Tenho mais de um caderno pra mais de um propósito. Ainda uso a agenda do celular e a agenda do Teams no trabalho.

Qual foi a melhor viagem que já fez?

Não fiz muitas viagens ainda, mas ir pra Copacabana ver o show da Lady Gaga foi a mais marcante até o momento. 

Um hobby que você gostaria de praticar mais?

Fotografia. Já foi algo que eu gostava muito, mas com o tempo deixei de lado. 

Qual é o seu horário favorito do dia?

Gosto dos "meios" das tardes. Quando o céu está azul, e o sol começa a criar feixes de luz na casa. 

Você prefere fotos espontâneas ou posadas?

Espontâneas. 

Qual é a sua rede social favorita?

Twitter, mais uma vez. 

Um filme que você nunca se cansa de assistir?

De Repente 30.

O que sempre consegue melhorar seu humor?

Caminhar! Não de um jeito sério e esportivo, mas só sair pra andar, sabe? Melhora meu humor e meu fluxo de pensamentos na mesma hora. 

Qual foi a última coisa que você comprou para si mesma?

Zip locks 20x20. Vou viajar de avião pela primeira vez no mês que vem e estou me preparando, YAAAAY.

Se pudesse aprender uma nova habilidade instantaneamente, qual seria?

Cantar. Meu sonho é saber cantar bem. 

Você prefere planejar tudo ou improvisar?

Se eu viver no improviso, surto. Preciso de pelo menos um pouco de planejamento. 

Qual é a sua lembrança mais antiga?

Banheiro da escolinha que frequentei com 1 ano e pouco. As privadas eram todas específicas pra crianças dessa faixa etária, mas a pia não, e eu lembro de precisar que a professora me levantasse no colo pra eu poder lavar minhas mãos. 

O que você mais gosta de compartilhar no seu blog?

Gosto muito de escrever os Só Acontece Comigo. Não é por acaso que já temos quase cem posts. 

Onde você se imagina daqui a cinco anos?

Sinceramente? Não faço ideia. Tudo o que estou fazendo no momento tem o potencial de mudar DRASTICAMENTE a minha vida pelos próximos dois anos, e aí pensar em cinco fica muito difícil. Sem falar que eu vou estar com 34 anos. Quem permitiu uma coisa dessas? 



Zilennial? | BEDA #14

Nasci em 1997. Cronicamente online, passei a adolescência em meio aos millenials nas redes sociais. Apesar de ter vivido bem mais a época de redes sociais como Tumblr, We Heart It e o início (bons tempos) do Instagram, também usei o MSN, tive fake no Orkut, conheci o MySpace e o Fotolog. Tudo isso antes dos dez anos e sem muita supervisão? Sim, mas são detalhes. 

Essa convivência virtual sempre me deixou com uma dúvida: eu era millenial também? Não por acaso, minha pequena bio aqui do blog faz uma piada com isso. 

Foi só nos últimos anos, principalmente a partir da pandemia, que comecei a entender melhor que eu era a primeira safra da geração Z. Nós, nascidos no final dos anos 90, conseguimos pegar o melhor (e o pior) das duas gerações.

Uma das minhas características millenial é não conseguir resolver nada extenso pelo celular. Conheço pessoas que desenrolam essa parte super bem, e nem precisam mais de um computador ou notebook em casa. Conheço estudantes que até optam por comprar um tablet ao invés de um notebook, o que eu acho absurdo. Postar no blog, por exemplo, é algo que precisa ser feito do notebook. Foi por isso que hoje, depois de um dia cheio e muito cansada da semana, enquanto pensava que queria continuar conseguindo postar todos os dias em agosto, driblei minha preguiça de postar aqui decidindo escrever o post direto do celular. Foi legal. 

Acho até que meu fluxo de pensamentos tá sendo melhor? A tela do notebook traz uma seriedade pro processo que nem precisava. 

Dia desses comentei na terapia que comecei o BEDA, sem nem ter me planejado pra isso, só porque vi como a ideia do Entreblogs estava legal e fiquei com FOMO. Meu psicólogo fez do limão a limonada e aproveitou pra me mostrar como a minha rotineira mania de controle, sempre confundida com responsabilidade e organização, vinha me fazendo mal. Tive que concordar.

Passei os últimos meses sem conseguir escrever. Apareço aqui uma vez por ano praticamente. E no fim eu só precisava me desprender da ideia de que meu blog importa tanto. De que eu sou tão importante. Levar as coisas um pouco menos a sério. 


É engraçado que eu sequer sei dizer o porquê de tamanha pretensão com meu blog e com minha escrita. Acho que na adolescência a escrita era tudo o que eu tinha, e por isso eu a via como um processo sagrado. É preciso escrever sobre questões sérias. É preciso citar autores. É preciso escrever todas as palavras da forma correta. Não existem espaços para erros. 

Cresci em uma casa em que erros não eram exatamente punidos, mas também não eram perdoados. Um olhar diferente. A mudança no tom de voz. A inconformidade com a ação do segundo passado, apesar do avanço do tempo e da ainda não descoberta da ciência de como voltar ao passado. 

Foi só recentemente que eu descobri que se derrubo algo no chão é só limpar. Não preciso surtar com isso. Quebrou? Conserta, compra outro, tantas possibilidades. 

Às vezes ainda me trato mal quando as coisas não saem como deveriam. Mas hoje eu escrevi sentada no sofá, direto do meu celular.

Chupa millenials.


Só acontece comigo #98 | BEDA #13

Outros episódios: mapeamento de cadeiras no trabalho & o cargo de assistente que na verdade era de recepcionista com pitadas de diretora de marketing & diagnóstico de rosácea & um perdido para o exame admissional & dengue na primeira semana de trabalho. 

[NEW] Linha do tempo dos acontecimentos atualizada: terminei a faculdade em 2023 > em abril de 2024, entrei no emprego do cargo de assistente que era recepcionista, onde tive o diagnóstico de rosácea e com um mês de contratação, dei o perdido para fazer o exame admissional em outra empresa > em junho de 2024, comecei na nova empresa, a mesma do mapeamento de cadeiras no trabalho, onde tive dengue na primeira semana de trabalho. Após 09 meses, fui chamada por uma empresa com salário e benefícios melhores, e mudei novamente de emprego, sendo este o local do Só Acontece Comigo de hoje. 

Pois muito que bem. Passamos anos na Universidade, com U maiúsculo, ouvindo como somos a nata da Academia, com A maiúsculo, e como o mercado de trabalho valoriza quem tem nosso Diploma, com D maiúsculo. Até que no mercado de trabalho a gente descobre que independente disso, tudo é uma Merda, com M maiúsculo. 

Após um ano do fim da minha graduação, eu já estava no meu terceiro emprego (hoje estou no quarto, mas daqui a pouco falamos sobre isso). Nascida e criada como uma verdadeira geração Z, nunca tive muito apego a empresas. Me assediou? To mandando currículo. Descobri que uma empresa do mesmo setor paga mais? To mandando currículo. To com tédio e vi que abriu vaga nova em outro lugar? To mandando currículo. Se o capitalismo é sobre vender a sua força de trabalho, que eu venda pra quem me pagar melhor etc. 

Foi com essa filosofia de vida que finalmente cheguei no emprego ideal: na área de pesquisa clínica, trabalhando 100% remoto, expectativa de progressão de carreira, salário melhor, benefícios melhores. Tudo ótimo. 

Um belo dia, enquanto eu trabalhava, minha mãe tinha chegado do trabalho dela e me mimou com uma vitamina de abacate. Dia perfeito.

Eu bebo a vitamina. 

Alguns minutos depois, eu sinto que estou com o estômago inchado. 

Mais minutos depois, minha coluna dorsal dói muito. Fica difícil respirar. Sinto muita ânsia, sem vômitos. Nenhuma posição é favorável, deitada ou em pé, eu continuo sem conseguir puxar o ar e sentindo muita dor, que já irradiou entre a dorsal e meu tórax.

Eu me pergunto: estou infartando? É este o meu fim?

Aproveito que estou com menos de um mês de empresa, mas que meu convênio médico já está funcionando, e vou para a emergência. 

O médico receita alguns medicamentos EV, e a dor passa na mesma hora. Até penso que sou feliz de novo. 

O médico me chama de volta ao consultório. 

"Eu preciso te internar, vamos ter que retirar a sua vesícula biliar."

Minha primeira reação? Dizer que eu não posso ser internada porque estou em onboarding.

E aqui uma pausa: não sei se todos sabem, mas é permitido ao paciente evadir de uma internação a qualquer momento. Você só tem que assinar um documento consentindo que é responsável por QUALQUER coisa que te aconteça fora do hospital e que recebeu as orientações do médico responsável. 

Dito isso, o médico, sem muito o que fazer, apenas me aconselha a retornar imediatamente com o gastro, para que eu marque a cirurgia eletiva.

Eu o faço, e ainda aguardo até Maio (estamos em Março), para a cirurgia. 

Após a cirurgia, minha gerente cisma que como a irmã dela, que também retirou a vesícula, só precisou de três dias de atestado, provavelmente será um atestado igual que o médico irá me dar. 

O médico me afasta por quinze dias. 

"Mas você trabalha remoto!!! Peça para ele mudar seu atestado!!!" diz minha gerente. 

Eu não peço. 

Um ano depois, já estava com férias marcadas, uma empresa concorrente me envia uma mensagem no LinkedIn, me convidando para uma vaga. Eu faço o processo seletivo. A proposta salarial é melhor. Eu comunico a gerente. 

O que eu ouço dela?

"Eu só não te promovi porque senti que ainda não era a hora. Mas isso é um problema da geração de vocês mesmo, vocês tem muita pressa. Se fosse alguém mais MADURO, ia esperar aqui na empresa uma promoção. Aliás, você já até ficou quinze dias afastada no início do ano passado, lembra?"

Não pedi desculpas por precisar tirar minha vesícula cheia de PREDAS, mas mais uma vez, troquei de emprego. 

(Agora eu aquietei, tá tudo bem no trabalho novo). 

(Eu tacando minhas pedras biliares em vocês). (Tinham MUITAS). 

3 pequenas alegrias da semana | BEDA #12

1. Terminei minha fisioterapia. Depois de vinte sessões, finalmente acabei. Ainda não sei se vou precisar voltar, por enquanto estou sem dor, vamos ver no que vai dar. 

2. Brigadeiro. Fiz brigadeiro em uma noite, e agora tenho como roubar colheradas todos os dias durante o trabalho. Tem sido bom. 

3. Descobri um curso de línguas gratuíto: Tenho precisado melhorar meu inglês, e queria aprender espanhol também. Coincidentemente, encontrei a Grow Ambassadors, escola totalmente gratuita, e vou tentar participar das aulas. 

© Limonada
Maira Gall