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5 fotos sem contexto | BEDA #19

Não estou muito legal hoje. Sabe quando a cabeça fica presa no mesmo ciclo de pensamentos e aí o ar começa a faltar? Pois é. Como não estou conseguindo pensar direito, decidi usar a sugestão do Grimório do D&B e publicar cinco fotos do meu rolo de câmera sem contexto nenhum.  


Axolote do Aquário de São Paulo. Foto tirada em Março de 2025. 


Paçoca, minha cachorrinha, depois do banho no Pet Shop. Foto de Maio de 2025. 


Um husky aleatório nadando em um parque da minha cidade. Foto de Dezembro de 2025. 


Comprei uma cortina e luzinhas para o meu quarto. Foto de Janeiro de 2025. 


Gatinhos adotados em um Cat Café de São Paulo. Foto de Janeiro de 2026. 



Be bostra as ibagens: Dezembro de 2018.

Tanta coisa já aconteceu por aqui nesse início de ano que é até estranho relembrar meu Dezembro através de algumas fotos tiradas. Como assim foi só o mês passado, gente? Certeza que não foi há cinco anos? São poucas fotos dessa vez, mas todas ficaram (ao meu ver) bonitas. 

Paçoca, a primeira de seu nome, encerra seu ano pós adoção. 



Eu sou tão mãe de pet descontrolada que a qualquer momento sinto que vai aparecer algum comentário pedindo pra PELO AMOR DE DEUS eu parar de falar da minha cachorra. Vocês me perdoem, mas não vai acontecer. 2018 foi meu primeiro ano da vida toda com uma cachorrinha em casa, e eu jamais imaginei que seria capaz de amar tanto uma criaturinha. Paçoquinha tomou banho fora de casa pela primeira vez, e voltou com dois lacinhos vermelhos em cada orelha. Não tem animal mais lindo que esse, é isto. 

Reencontros. 




Nos quarenta e cinco do segundo tempo fui reencontrar alguns amigos que estavam espalhados pelo Estado -- e até pelo país -- depois de terem sido aprovados nas suas respectivas universidades. Nos encontramos nos arredores do Minhocão, lugar que tem muita coisa AlTeRnAtIvA aqui em SP. No sentido horário: um prédio que fica do ladinho do Minhocão, com essa arte que achei lindíssima; uma possível catedral, mas que chamo de igreja, pois carrego um total de zero entendimento sobre o catolicismo; outro prédio mais próximo à Praça Franklin Roosevelt, cuja arte também me chamou atenção, e por fim, eu mesma sendo flagrada enquanto tirava a primeira foto. Ah, em Dezembro cortei o cabelo depois de UM ANO sem o fazer. Que alívio, meus amigos. 

2018 acabou, e assim encerro o meu BE BOSTRA AS IBAGENS 2018 EDITION. Que venha 2019!

Be bostra as ibagens: Novembro de 2018.

Lembram quando no Be Bostra as Ibagens passado, eu disse que o próximo certamente não teria muitas fotos? Bom, eu estava certíssima. Porém, apesar de não ser nenhuma visita à Curitiba, as fotos desse mês conseguem ter significado em cada detalhe, o que no fim de tudo é o exato propósito da fotografia, e consequentemente, desse tipo de post para mim. 

Mimos, tá meninas?



Tenho um grupo chamado Blogueiras Pobres, com a Manu do Beyound Cloud Nine, e a Natalia, do Lapsos, que serve basicamente pra jogarmos todas as nossas revoltas de pessoas pobres&blogueiras na rodinha. Em um dia entramos no assunto ebooks e mercado literário -- a gente costuma falar bastante sobre isso, porque como pessoas pobres, achamos um absurdo determinados preços, como é de se imaginar --, e papo vai, papo vem, Natalia comentou que tinha um Kindle sem uso em casa e quando dei por mim já estava recebendo o carteiro no meu portão com a entrega. SEI LÁ, TER AMIGAS É UM NEGÓCIO DOIDO! Além de tudo ela me mandou uma cartinha, e esse livro do Anthony Marra, porque lembrou de mim com uma passagem dele, e ainda a grifou!!! JÁ FALEI QUE TER AMIGAS É UM NEGÓCIO DOIDO? Fiquei muito feliz com todo o carinho e com o fato de estar recebendo uma carta, me senti muito querida e cuidada por saber que alguém tirou um tempinho do seu dia pra me escrever, e o tanto de coisa que eu já li nesse Kindle, que maravilha essa invenção, minha gente! Ano passado, como comentei aqui, a Manu também me presenteou com uma edição de O Admirável Mundo Novo, e olha, eu não vejo a hora de ter um emprego, pra ter como mimar minhas amigas que moram em Estados distantes também. Ainda bem que no meio dessa internet toda a gente se encontrou, amo vocês duas!

Uma escrivaninha?



Lá em 2015, quando comecei minha jornada pelos cursinhos pré-vestibular da vida, meu pai me presenteou com uma escrivaninha. PORÉM, como é da minha vida que estamos falando, a mesma foi comprada pela internet, e por isso não tinha ninguém minimamente capacitado para montá-la. A coisa ficou toda bamba, é uma madeira bem frágil, a gaveta vive caindo, então eu simplesmente deixei de insistir e continuei estudando ou na mesa da cozinha, ou fora de casa. A escrivaninha, no fim, é uma estante-não-estante para os meus livros, e como nesse dia aí eu tinha arrumado meu quarto, quis registra-la numa foto pra lembrar que nem sempre tudo vai ter o propósito que pensávamos, mas que sempre dá pra contornar a situação e fazer o melhor possível com ela. Eu tenho dessas de ver filosofia ruim em cada canto da vida, vocês me perdoem. 

Meu lugar no mundo.



A biblioteca municipal da minha cidade é basicamente meu cantinho no mundo. De todos os lugares possíveis, é lá que sempre vou quando preciso organizar as ideias ou sentir que algo dentro de mim ainda existe. Dia desses, em uma das minhas visitas à ela, notei que haviam plantado esse canteiro de flores da foto. Foi simbólico pra mim por eu estar entrando em uma nova fase da vida e tentando MUITO me redescobrir. Pensei que se meu lugar favorito sofre mudanças e continua me pertencendo tanto quanto antes, nada mais justo do que me reinventar e descobrir que ainda sou completamente minha. As filosofias baratas, elas não param. 

Paçoca, a primeira de seu nome.



Paçoca continua sendo uma caixinha de surpresas peluda. Nunca imaginei que adotar um bichinho iria mudar tanto minha vida -- e sempre pra melhor. De todas as decisões que já tomei, ter escolhido essa bolinha de pelos que cabia em uma só mão na feira de adoção foi a melhor delas. Fala se não é a fuça mais linda desse mundo?

Apesar de essas fotos ainda serem de Novembro, esse é o último Be Bostra as Ibagens de 2018. Ano que vem volto aqui pra falar sobre Dezembro. Espero vocês nessa viagem pelo tempo. 

Leituras do I semestre/2018 + CUPOM DE DESCONTO EM LIVROS!


Chegou o momento do ano em que eu começo a olhar em retrospecto para os livros lidos. Sentem em cadeiras confortáveis, hoje vamos falar sobre todos os livros do primeiro semestre de 2018.

|Janeiro|

Assassinato no Expresso do Oriente - Agatha Christie. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Comecei o ano lendo Agatha Christie pela primeira vez e bom... Eu não gostei. Não estou dizendo que a escrita dela é ruim ou que o livro em questão não é bom, eu apenas não consegui gostar. Achei muito parado, e antes da metade do livro eu já desconfiava do desfecho. Pretendo dar uma segunda chance para a escrita da Agatha no futuro, mas não foi dessa vez.

Na Praia - Ian McEwan. 🌟 Livro encontrado em biblioteca. 🌟

Assim como com a Agatha Christie, nunca tinha lido nada do Ian McEwan, mas sabia da sua boa reputação no meio literário, e depois de ler um texto sobre "Na Praia" em um blog que hoje está desativado, o procurei na biblioteca e decidi formar minhas própria opinião, e acabei saindo da leitura em pedacinhos. Um casal de recém casados decidem passar sua lua de mel em uma praia da Inglaterra, e aquele momento simboliza a perda da inocência, a transformação de uma vida mais irresponsável para uma em que são eles quem decidem tudo por si, e o final acaba não sendo dos melhores. É um livro dolorido da primeira à última página, mas não deixou de ser um dos melhores do ano. 

Desventuras em Série II: A Sala dos Répteis - Lemony Snicket. 🌟Livro encontrado em biblioteca.🌟

UM DIA EU IREI TERMINAR TODA A SÉRIE DE DESVENTURAS, MAS NÃO VAI SER NESSE ANO AINDA. Pra quem já leu, ou acompanha a série da Netflix, sabe que apesar de ser um livro infanto-juvenil, o que o torna de certa forma uma leitura fácil, os acontecimentos são demorados, e ter pique pra ler um livro atrás do outro é complicado. No entanto, não tenho nenhuma reclamação a fazer.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte. - J.K Rowling.

Passei um ano inteiro me dedicando a ler a série de Harry Potter completa, e terminá-la em Janeiro desse ano foi um dos momentos mais marcantes da minha vida como leitora, já que quando era pequena, era proibida de ler a série porque continha bruxaria -- pais religiosos, sabem como é --, então só assisti aos filmes e admirava o universo de um jeito meio oculto. Acho que a única coisa que consigo dizer sobre o último livro é que Dumbledore merecia mais. 

A Vida Invisível de Eurídice Gusmão - Martha Batalha.

Livro já resenhado no blog.

*Em Fevereiro não houveram livros lidos.*

|Março|

Wide Window: Desventuras em Série III - Lemony Snicket. 🌟 Livro encontrado em biblioteca.🌟

Comecei um curso de inglês em uma ONG nesse ano, e como forma de complementar meu aprendizado, decidi começar a ler na língua. Aproveitei que já estava com Desventuras em Série em andamento, e escolhi o terceiro livro para iniciar minha jornada bilíngue. Inclusive, recomendo a série para quem também quer começar a ler em inglês, ajuda bastante!

D.U.F.F - Kody Keplinger. 

Falei mais sobre o livro aqui, mas não recomendo pra ninguém. 

A Parte que Falta - Alipio Correia e Shel Silverstein.

Depois do vídeo da Jout Jout, acredito que eu e a internet toda lemos, certo?

|Abril|

Nimona - Noelle Stevenson. 

Fiquei uns bons aninhos desejando essa Graphic Novel, mas o preço dela sempre foi caro pro meu bolso, até que encontrei uma moça no Twitter vendendo-a por quinze reais e senti que só podia ser um sinal do universo mostrando que a minha vez tinha chegado. 

"Nimona é uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu. Mas ela não sabia que seu herói possuía escrúpulos. Menos ainda uma deliberada missão.

Até conhecer Nimona, Ballister fazia planos que jamais davam certo. Felizmente, a garota tem muitas sugestões para reverter esse quadro. Infelizmente, a maioria envolve explosões, sangue e mortes. Agora, Coração-Negro não só tem que enfrentar seu arqui-inimigo e ex-amigo, o célebre e heroico Sir Ambrosius Ouropelvis, mas também impedir que a fiel comparsa destrua todo o reino ao tentar ajudá-lo. 

Uma história subversiva e irreverente que mistura magia, ciência, ação e muito humor sobre camadas e mais camadas de reflexão – entre uma batalha e outra, é claro."
As ilustrações são lindas e muito coloridas, o enredo sobre se permitir deixar o passado pra trás e tornar-se alguém melhor, perdoando a si e aos outros é mais incrível ainda. Foi minha primeira Graphic Novel, e sem dúvidas não poderia ter sido melhor. 

Agência Nº 01 de Mulheres - Mr. McCall Smith. 🌟 Livro encontrado em biblioteca.🌟


Primeiro de uma série de quinze romances policiais com a protagonista Preciosa Ramotswe, uma detetive que se arrisca abrindo uma agência em sua cidade natal, Gaborone, capital de Botsuana, com a herança que recebe do pai. Confesso que quando o peguei estava mais atraída pela ideia de uma agência com mulheres detetives -- e pelos detalhes da capa --, e nem me preocupei em saber muito sobre a história, mas o lendo, encontrei um livro mais interessante do que imaginava, com uma mulher acreditando em si e deixando de lado aqueles que a desincentivam, além do fato de a história ser localizada em Botsuana, o que foi uma surpresa. Queria continuar lendo os outros da série, mas não os encontrei na biblioteca local, quem sabe no futuro.

|Maio|

Emma - Jane Austen (versão resumida da Penguim, para iniciantes em leitura na língua inglesa). 🌟 Livro encontrado em biblioteca.🌟

Na ONG em que faço o já citado curso de inglês, os alunos podem retirar alguns livros emprestados. Encontrei Emma, da Jane Austen, e por ser da Jane não pensei duas vezes antes de pegar. Recomendo livros de edição semelhante lançados pela Penguim, no entanto, Emma foi sem dúvidas o meu livro menos preferido da Austen. Não consigo gostar da personagem, fazer o quê?

|Junho|

O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde. 🌟 Livro encontrado em biblioteca.🌟
Primeiro livro do Projeto Rata de Biblioteca, cujo post pode ser lido aqui.

Mulherzinhas - Louisa May Alcott. 🌟 Livro encontrado em biblioteca.🌟

Fazia muuuuito tempo que eu namorava a edição de Mulherzinhas disponível na biblioteca que frequento -- capa dura, vermelha, detalhes em dourado, LINDO DEMAIS --, mas tinha medo de lê-lo porque existe um episódio de Friends em que ele é citado muitas vezes, e eu já sabia qual seria o fim da história graças à série. Porém, não sabia que existiam dois livros, e que esse primeiro não era exatamente como eu achava. O livro conta a rotina de um grupo de irmãs que vivem com a mãe enquanto o pai foi servir na guerra, e apesar de ser considerado um clássico, é como ler um young adult de séculos passados: as preocupações e motivações obviamente não são as mesmas do que as atuais, mas por seu enredo ser todo focado na vida e nos pensamentos de meninas tão novas, é como ler um livro para jovens leitores. Se tornou um dos meus favoritos, e não vejo a hora de encontrar a continuação (não tem na biblioteca que vou, porque a vida é injusta). 

Total de livros lidos: 14
Livros emprestados de bibliotecas: 08
Livros comprados: 01
Livros emprestados de outras pessoas: 02
Ebooks: 03

Para comprar qualquer livro citado aqui, você pode usar meu link da Amazon ou do Submarino. Assim, uma comissão da sua compra é enviada ao blog sem que você pague nada a mais por isso.

VOCÊ DISSE: CUPOM DE DESCONTO EM LIVROS?


O site cupomvalido.com.br também tem cupons em mais de uma loja para livros. Pra consegui-los é fácil: basta clicar no link de sua preferência dos que vou deixar aqui em baixo, copiar o código que o site vai fornecer, e usá-lo nas suas comprar antes de finalizar o pagamento.


Quanto às leituras do segundo semestre: aguardem o ano que vem para maiores informações.

O Cirurgião | Rata de Biblioteca.


Pensar em literatura policial escrita por uma mulher é primordialmente lembrar de Agatha Christie. No entanto, se por definição Thriller policial é todo livro cujo personagem principal desvenda crimes, Tess Gerritsen pode muito bem ser um dos principais nomes femininos relacionados à categoria. 

O Cirurgião é o primeiro livro da série de Thriller policiais cujos crimes são solucionados pela detetive Jane Rizzoli. O livro que inicia seus casos é centrado na médica Catherine Cordell, mulher que apesar de bem sucedida, vive dividida apenas entre seu apartamento e o hospital, sem manter qualquer tipo de laços afetivos com outras pessoas, por uma razão que só ao longo dos capítulos é esclarecida. Na mesma cidade em que vive a personagem, duas mulheres são assassinadas por um mesmo modus operandi, levando Rizzoli à busca pelo assassino em comum aos casos -- que com o passar do tempo não se restringem apenas a esses dois.

Se por um lado a médica Cordell possui prestígio em seu local de trabalho, na Delegacia de Boston a detetive Jane Rizzoli sobrevive em um ambiente hostil, em que o trabalho feminino é constantemente diminuído em meio a tantos homens em diferentes posições. O livro é fiel ao mostrar o impacto pessoal que tal situação causa em Jane, além de torná-la uma personagem com mais nuances ao representar a dificuldade vivida por ela com sua família, que não apoia sua profissão "masculina" e continuamente questiona o motivo de sua opção. Por tal motivo, ao longo do caso, o foco narrativo que leva ao solucionamento dos crimes é mais voltado ao detetive Thomas Moore, parceiro de Jane e um dos poucos homens dentro da delegacia que a respeita e incentiva, sendo este o ponto de desenvolvimento para a carreira da personagem ao longo da série.

Em um primeiro contato com a obra seu nome parece ter relação com a profissão de Catherine Cordell, no entanto, ao longo do suspense as impressões tornam-se outras: as vítimas dos repetidos assassinatos de localidade próxima são operadas cirurgicamente antes de suas mortes. Seria Catherine a responsável pelos assassinatos ou há algo mais envolvido? Só mesmo lendo para saber.

A trama além de envolvente é imprevisível, sendo minha única reclamação relacionada à editora Saraiva, responsável por essa edição de bolso que encontrei na biblioteca, que apesar de possuir dois livros em um no estilo vira-vira (sendo o outro "O Pecador", terceiro da série de Rizzoli), deixa a desejar com relação à gramática e um melhor cuidado com a capa da obra.

*:・゚✧*:・゚✧ POR QUE LER UM suspense policial? *:・゚✧*:・゚✧


Se você tem estômago para lidar com descrições de assassinatos, os suspenses policiais são ótimas pedidas para quem procura uma leitura interessante o suficiente para ser feita de maneira rápida. Além disso, no caso da autora Tess Gerritsen, sua anterior experiência profissional faz da sua escrita ainda mais marcante: Tess abandonou a área da medicina para seguir sua paixão pelos livros. 

*:・゚✧*:・゚✧ POR QUE NÃO LER "O Cirurgião"? *:・゚✧*:・゚✧


Não vejo motivos para não lê-lo. Acredito que as únicas razões aceitáveis seriam não gostar de Thriller ou não estar com disponibilidade para continuar a série.

  • Pra quem é das séries: a série de livros virou série de TV! A responsável pela adaptação "Rizzoli & Isles" foi a TNT, deixando-a no ar ao longo de sete temporadas (2010-2016). A personagem Isles não aparece no livro O Cirurgião, mas dá suas caras em outras obras da série como médica legista.
  • Pra quem quer ler mais: apesar dessa edição que usei ser da Saraiva, O Cirurgião é publicado no Brasil pela Record, assim como os outros livros da série, sendo eles, em ordem: O Aprendiz, O Pecador, Dublê de Corpo, Desaparecidas, O Clube Mefisto e Relíquias.

Em um quote:

“Moore colocou o artigo de lado e ficou sentado ali, pensando no quanto primeiras impressões podiam ser equivocadas. Como a dor podia tão facilmente ser mascarada por um sorriso, por um queixo empinado.”
                                                      




Be bostra as ibagens: Outubro de 2018.

Outubro foi um mês de muita expectativa por aqui. Coisas aconteceram -- porque uma hora ou outra elas acontecem --, e eu me vi sem saber muito bem como continuar caminhando, era como se eu fosse um cartoon e meu ilustrador tivesse esquecido de terminar o cenário e de incluir outros personagens, me deixando sozinha em uma folha em branco. 

Não tenho muitos amigos, mas esse em especial, notou que eu estava me afundando um pouquinho e ofereceu uma mãozinha pra me puxar: um convite pra ir com ele para Curitiba prestar o vestibular da federal. Depois de muito pensar se devia, se queria, se podia, se não seria muito incomodo, juntei a cara e a coragem e fui. Sendo assim, esse post é quase um patrocínio desse meu amigo, a melhor pessoa do universo todinho, que inclusive descobriu meu blog sozinho e eu tive que lidar com a vergonha da minha própria escrita. 

Fui porque a concorrência do vestibular é menor, fui porque ficar em casa remoendo meu passado não ia me levar à lugar algum, e assim passei menos de um dia fora de São Paulo, mas vivi muito mais do que viveria em uma semana por aqui. 

17 horas em Curitiba.



Fomos em um ônibus que partiu de São Paulo no início da madrugada do domingo. Na foto da esquerda estávamos na parada, na metade do caminho, quando meu amigo, cujo nome será preservado, decidiu que precisava tentar pegar um bicho de pelúcia na máquina. Os dois reais dele nunca voltaram, mas temos essa foto que só refletiu do nosso pescoço pra baixo -- e ainda bem, porque os rostos estavam em um estado que não era o mais bonito. Chegamos no Paraná um pouquinho antes das sete da manhã e enquanto ele se trocava no banheiro da rodoviária (tendência, tá meninas?), fiquei o esperando sentada, e tirei essa foto da direita só pra provar que um dia já pisei meus pés em outro Estado. 

Depois disso tomamos café e antes mesmo das oito da manhã, em pleno domingo, decidimos nos aventurar pelas terras curitibanas. Andamos um pouco e vendo que as ruas não deixariam de estar desertas tão cedo -- e que convenhamos, nós não fazíamos a mínima ideia do que estávamos fazendo andando em um local que a) eu nunca tinha estado; b) ele já tinha visitado, mas também pra prestar um vestibular e não chegou a conhecer tanto assim --, paramos em um campus da UFPR, o mais próximo que o Google Maps nos mostrou. Não era o campus mais bonito do mundo (desculpa, UFPR), mas essas linhas formadas pelos andares (foto abaixo, do lado direito) me conquistaram. De lá fomos para o Parque Passeio Público, que de acordo com o Google foi o primeiro da cidade, e gente, que parque maravilhoso! A primeira vista o espaço parece pequeno, mas quando você entra tem coisa que não acaba mais. Ao longo do post vou sinalizando quando as fotos usadas forem relacionadas a ele, mas essa aí embaixo, do lado esquerdo, é de um imóvel na frente dele (por isso as grades na frente, hehe) que me chamou a atenção por ser mais antigo.

O parque é muito diverso, tem espaço infantil, tem área pra caminhar, tem estátuas históricas, pontes, e muuuuitas aves. Pelo que eu entendi da minha pesquisa no Google, já foi um zoológico, e hoje só abriga esses animais de pequeno porte. Nas duas fotos abaixo: uma das muitas vistas possíveis para o lago, e nossos pés de turistas.



Tem aves de muitas espécies diferentes (Arara azul!!! Tucano!!!), e todas são muito bem cuidadas em viveiros como esses aí embaixo. Quando estávamos lá deviam ser no máximo nove da manhã, e já tinha funcionário limpando e dando comida para os bichinhos.


Além desses viveiros, tinham um pássaros brancos enormes que estavam soltos e lotaram uma árvore -- filmei a gritaria toda do bando, mas pra postar vídeo no Blogger é horrível -- e esse das duas fotos abaixo, que tinha um "rabinho de cavalo" muito meigo e se afastava cada vez que eu me aproximava mais.

Tirar fotos minhas é algo que me exige muito preparo emocional. Eu realmente não consigo me sentir bem com a ideia de me expor pra câmera, então meu amigo começou a tirar fotos escondidas ao invés de ficar me obrigando a posar.


Pareço ou não pareço A Dora Aventureira com essa mochila enorme nas costas? 


Emo e gótica aproveitando o céu nublado.

De lá fizemos o que todo turista em Curitiba que se preze faz: fomos para o Jardim Botânico. Confesso que quando entramos nele até pensei um "ué?", porque no início é só mato e ladeira, mas depois desses arcos aí, é só alegria. Ô lugar bonito, tá de parabéns Curitiba (não por tudo, não se enche de orgulho não). 


Só conseguia lembrar de Alice no País das Maravilhas com o jardim de frente para a famosa estufa. 


O tempo quase não estava fechado, né?


Daqui pra frente é só foto da estufa mesmo. Vocês me perdoem, mas eu gostei muito da ~arquitetura~ dela e acabei me excedendo nas fotos (e olha que ainda deixei MUITA coisa de fora do post).









A visão contrária do comum, no caso, o jardim visto de dentro da estufa:

Antes de realmente conhecê-lo, eu achava que o Jardim Botânico era só a estufa, já que costuma ser ela o centro das fotos por aí, mas na realidade ele possuí uma área aberta muito grande, com pessoas sentadas na grama e crianças correndo, uma parte com bambus, outra com muitas plantas diferentes, cuja proposta é conhecer cheiros e texturas novas, e esse da foto seguinte, uma cabana que me deixou com a sensação de estar em um filme da sessão da tarde em que minha família viajou pra sua própria cabana no lago durante as férias. Dentro dela são vendidas plantas e quadros.


Por último -- achei que nunca mais ia acabar de digitar isso --, essa "coletânea" de caminhos:


Na esquerda, a ponte do Parque do Passeio Público, sob o lago. No meio, esse cercado (?), com o casal que nunca vi, mas agradeço por ter deixado minha foto mais humana, e no lado direito, essa pontezinha de algum dos muitos lados do Jardim Botânico. 

Depois do passeio no Jardim Botânico fomos almoçar no shopping -- que antes era a estação de trem da cidade -- e de lá fomos prestar o vestibular. Às 23h40min já estávamos embarcando no ônibus pra voltar para São Paulo, mas sem dúvida essas dezessete horas sem casa valeram mais que a maior parte do ano. 

Nunca na história do Be Bostra as Ibagens um mês teve tantas fotos, e se eu fosse postar todas vocês provavelmente não aguentariam (ainda tem alguém aí? hehe). Até mês que vem, que com certeza não vai ter nem cinco fotos. 

Be bostra as ibagens: Setembro de 2018.

Três coisas são certas na vida: a morte, o especial de fim de ano com o Roberto Carlos, e o Be Bostra as Ibagens mensal nesta url. Setembro não foi um mês de grandes movimentações por aqui, o que se refletiu bastante nas poucas fotos compartilháveis que tirei. 

Paçoca ou Louro José?



A mesa da minha cozinha fica próxima à parede, o que faz com que uma das quatro cadeiras dela fique sem espaço para ocupar. Pra resolver a exclusão, a mesma fica próxima a pia, e dona Paçoca, que não perde a oportunidade de roubar comida quando pode, se aproveitou da situação e fez dela sua cadeira oficial.

Se tem alguém lavando a louça, Paçoca também estará lá pra olhar; se alguém estiver cozinhando, Paçoca estará lá; se você respirar na cozinha, Paçoquinha saberá e imediatamente convocará o Louro José que há nela para ficar sentada te encarando (e lambendo o focinho, como é possível reparar pela foto).

Girando, girando, girando de lado.



Gosto muito da natureza de forma geral, mas não sou uma pessoa de flores. Acho-as lindas e fotografo a grande maioria que encontro, mas não gosto de recebê-las porque realmente acho que ficam melhores se em seus locais naturais. Foi por isso que diante de tantos girassóis -- já fora de seus lugares, infelizmente --, por dez reais em um supermercado, optei por não levar nenhum e só gravar na memória (minha e do meu celular) suas cores. Eu é que não quero ser culpada por acabar não cuidando direito de uma flor tão bonita (é a minha preferida, pro interesse de ninguém). 

Por hoje é isso, prometo fazer melhor na próxima. 

Be bostra as ibagens: Agosto de 2018.

Mais um mês, mais um "Be bostra as ibagens". 🙌

Paçoca: tudo o que realmente importa.


Definitivamente não estou em uma das minhas melhores fases, mas adotar a Paçoca me trouxe muita coisa boa, e apesar de toda essa sensação de estar parada no espaço-tempo, as travessuras dessa coisinha peluda me fazem rir e morrer de amores até nos dias mais difíceis. Das muitas coisas que ela já me permitiu descobrir a seu respeito, seu amor por banhos de sol é uma das minhas preferidas. 



Centro da cidade.

No centro da minha cidade existe uma praça muito famosa pela igreja católica dela, e sempre que eu passava por ali, conseguia ver uma paisagem de um ângulo diferente que por muito tempo quis fotografar. Alguns dias atrás tentei tirá-la, mas por ser um lugar um pouco perigoso, tive que dar uns passos a mais e não captei exatamente o que queria, mas mesmo assim o resultado me agradou. 


No mesmo dia fui resolver algumas coisas no shopping, e patrocinada por mamãe, experimentei um dos doces do Croasonho, que foi mais do que aprovado. 


Livros.


Comecei o projeto "Rata de biblioteca" aqui no blog e no instagram, e até o momento estou muito feliz por ter tirado isso do papel e estar funcionando. Para acompanhar os posts, fotografo os livros que são resenhados, como foi com O Retrato de Dorian Gray, e O Diário da Princesa. 


E o mês de Agosto ai do outro lado, como foi? Me conta!

O Diário da Princesa | Rata de Biblioteca.


Quando idealizei o projeto Rata de Biblioteca, minha principal intenção era mostrar que as bibliotecas públicas possuem muito mais do que clássicos e livros de cunho estudantil. Não foi por acaso que quando apareci aqui no blog contando sobre a ideia, recebi algumas respostas que só confirmavam o quanto essa visão distorcida do que é uma biblioteca está inserida nas pessoas, então imaginem só a minha alegria quando encontrei O Diário da Princesa, um livro teen, disponível para empréstimo. Inclusive, Princesa Paçoca, a primeira de seu nome, também recomenda a leitura.

"É bom mesmo, gente!", disse ela em entrevista. 
O Diário da Princesa, primeiro livro da série de mesmo nome, escrita por Meg Cabot, nos conta a história da adolescente Mia Thermopolis, filha de pais separados que vive com a mãe, Helen, uma excêntrica artista que mesmo com ajuda à distância do pai, criou sua filha sozinha. O sucesso da série de livros rendeu um filme homônimo, produzido pelos estúdios Disney, assimilando a personagem principal ao rosto da atriz Anne Hathaway. No entanto, para quem assim como eu assistiu ao filme muitas vezes antes de ler a obra, as diferenças entre ambos podem ser surpreendentes.

A ideia do diário surge quando a mãe de Mia nota que a filha não tem muita facilidade para dizer o que a incomoda no dia-a-dia, presenteando-a com um caderno para que a escrita seja para ela uma forma de expressão. Assim, o leitor não encontra uma história com capítulos, mas sim páginas do tal diário em ordem cronológica, tendo acesso não só a tudo que acontece, mas a cada pensamento da adolescente: suas visões ambientalistas, feministas, sua dificuldade em entender matemática – e até algumas anotações da matéria espalhadas entre seus desabafos --, sua difícil relação com o próprio corpo, seus amores não correspondidos, e para o horror de Mia, o namoro de sua mãe com seu professor de álgebra.

As diferenças que chamam atenção entre o livro e o filme, aparecem quando no livro descobrimos que o pai de Mia, Phillipe, ainda está vivo – no filme, é um personagem inexistente --, e aparece em sua casa um belo dia com a notícia de que bom... Mia é a herdeira do trono de Genóvia, país onde seu pai e sua avó reinam, e agora que seu pai teve um câncer no testículo (SIM!) -- o que comprometeu sua chance de ter mais filhos --, a única opção que resta para Mia é aceitar seu futuro como princesa de Genóvia.

Além disso, no filme tudo acontece muito rápido, em um dia Mia está vivendo normalmente e de repente passou por uma transformação e está morando com a avó no castelo. Já no livro, creio que até por ser uma série, chegamos ao seu final sem ter acompanhado a vida de Mia em Genóvia, sendo todo o enredo mais voltado para sua (não) aceitação do futuro, os desentendimentos com sua avó, que ao contrário do filme, tem um relacionamento mais difícil com a neta, as brigas com sua melhor amiga Lily, que por não saber o que está acontecendo com Mia, acaba a tratando injustamente, e o que provavelmente definirá o futuro entre a personagem principal e Michael Moscovitz, irmão mais velho de Lily, por quem Mia começa a nutrir sentimentos românticos.

É um livro muito leve e divertido, mas algumas obviedades do enredo tornam a personagem de Mia uma “sem noção”, o que me incomodou um pouco, como o fato de todas as férias ela visitar castelos com seu pai e ser recebida por limusines com seguranças no aeroporto e nunca ter cogitado a ideia da sua família paterna possuir um reinado.

*:・゚✧*:・゚✧ POR QUE LER UM LIVRO adolescente? *:・゚✧*:・゚✧

Se você gostou da adaptação cinematográfica, ou se gosta de comédias românticas, O Diário da Princesa é definitivamente seu tipo de livro. A escrita da Meg Cabot é leve, e ótima para quem está se interessando por ler mais, mas também consegue ser uma boa distração para aqueles que leem há mais tempo. 

*:・゚✧*:・゚✧ POR QUE não LER UM LIVRO adolescente? *:・゚✧*:・゚✧

Não vejo motivos para deixar de ao menos conhecer a série através do primeiro livro, foi uma leitura prazerosa e que me deixou curiosa para sua continuação -- que inclusive está disponível na biblioteca que frequento, o que me deixou imensamente feliz. Só não recomendo mesmo se o mundo adolescente não te agrada mais. 

  • Pra quem é dos filmes: como já dito, existe a adaptação para as telonas, mas no caso de O Diário da Princesa 2: O Casamento Real, o enredo não possuí vínculo com nenhum dos livros escritos por Meg Cabot. 
  • Pra quem é dos memes: esse tweet curiosamente surgiu no meu feed depois de ter lido o livro, e confesso ter rido. 


  • Pra quem é das curiosidades: Meg Cabot contou em seu site oficial que quando adolescente, seu pai faleceu e sua mãe começou a namorar com um de seus professores, assim como Helen, mãe da Mia. 

Em um quote:
"[...] você não pode se demitir de quem é.”


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Be bostra as ibagens: Julho de 2018.

A incrível série de posts "Be bostra as ibagens" ultrapassou a metade do ano, o que é incrível por dois motivos: 1) um semestre todo com coragem de postar minhas fotos aqui; 2) daqui pra frente todo mundo vai notar que eu vou parando de aparecer com fotos bonitas porque é quando eu deixo de sair de casa pra chorar por causa do vestibular.

Tendo os motivos já sido apresentados, acompanhem as incríveis quatro fotos do mês:

Princesa Paçoca, a primeira de seu nome.


Paçoca, a primeira de seu nome, se mostrou contra os movimentos anti-vacina e pra demonstrar seu apoio pela ciência, no auge dos seus três meses tomou sua primeira vacina, ganhando uma coroa de princesa por bom comportamento logo em seguida. Em entrevista, a cachorra disse estar muito honrada e incentivou os seres humanos a buscar conhecimento, "Busquem conhecimento", disse ela. 

Central park.

Minha cidade tem esse lugar chamado Parque Central, e me sinto muito Nova Yorkina nele. Passei um tempo sentadinha próxima ao lago, e consegui capturar dois momentos muito bonitos. No caso, a exata paisagem que eu via...

 
... e o pôr-do-sol, às minhas costas, que deixou o céu todo rosinha.


E essas foram as incríveis quatro imagens do mês. Se até Dezembro eu conseguir ter pelo menos uma foto pra mostrar, tô no lucro. Até o próximo mês!
© Limonada
Maira Gall