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O dia em que ler um YA foi problemático.


Quando minha mente está muito sobrecarregada, perco o interesse por livros -- e fico ainda mais sobrecarregada por não estar lendo porque é assim que eu funciono, na base da tortura mental --, não é de hoje que quando isso acontece e consigo voltar a ler algo, sempre são os quentinhos e confortáveis young adults. Foi assim que me deparei com Duff*, da autora Kody Keplinger.

D.u.f.f é a sigla que abrevia o apelido "designated ugly fat friend", termo pejorativo utilizado não necessariamente quando a pessoa tem as características já citadas, mas quando em um grupo de amigos é a menos popular ou atraente. São muitos os problemas estampados na sigla, desde a associação do gordo ao que é feio até ao fato de ser atribuído como uma forma de desclassificar alguém. Mesmo assim, até então, nenhum problema em esse ser o nome do livro, afinal ele poderia tratar o assunto de uma forma consciente.


A história gira em torno da personagem Bianca Piper, que no colegial está feliz com suas duas melhores amigas, até o momento em que descobre ser vista como a duff do trio e as coisas passam a desandar. Toda a problemática do livro poderia estar só em outros fatores, mas a própria Bianca é uma questão ao ser misógina quando fala sobre o comportamento de outras garotas, e se coloca acima delas por não ser da mesma forma, chegando a confundir ser feminista com a falta da feminilidade.


“Se eu não estivesse tão nervosa por causa do encontro, teria ficado horrorizada por ver minhas convicções feministas sendo atacadas por todo aquele embonecamento e pela animação delas.”



A personagem, como exemplificado pelas citações abaixo, também se esquiva dos problemas e do autoconhecimento por meio das suas relações com garotos, chegando até a aceitar os tratamentos que recebe. 


“´[...] ele já sabia que eu era uma Duff, e eu não precisava impressioná-lo.”


"Eu tinha apenas catorze anos quando perdi a virgindade com Jake Gaither. Ele tinha acabado de fazer dezoito, e eu sabia perfeitamente que era velho demais para mim. Mesmo assim, era uma caloura no ensino médio, e só queria um namorado. Queria que gostassem de mim e queria me integrar, e Jake era um veterano com carro.”

Os pontos problemáticos continuam com outras personagens, mostrando cada vez mais como cada uma das questões estão naturalmente inseridas na sociedade, e não em apenas uma pessoa, como foi o caso do diálogo a seguir entre três garotas a respeito do corpo feminino:

“— Ele vai pra cama com todo mundo — retruquei, entrando com o carro na rua 5. — Se ela tiver uma vagina, ele vai fazer sexo com ela.
— Eca! Bianca! — gritou Jessica. — Não diga a... Palavra com V.
— Vagina, vagina, vagina — disse Casey sem rodeios. — Supere, Jess. Você tem uma. Você pode chamá-la pelo nome.
As bochechas de Jessica ficaram da cor de tomates.
 — Não é preciso falar disso. É grosseiro e... Intimo demais.”

É claro que são todas questões que ninguém nasce já sabendo e que o conhecimento sobre vem com o tempo, mas ver tudo isso em um livro pra garotas adolescentes se tornou um problema porque muitas vão se identificar e em momento algum a autora se preocupou em mostrar um outro lado que não fosse um garoto -- que inclusive, é quem conta pra Bianca que ela é uma duff, reforçando a velha história de que tratar mal uma garota irá conquistá-la -- como a salvação pra tudo. E foi assim que um livro escolhido para me tirar da penumbra, deixou meus neurônios completamente adoidados.

“Era um desses rótulos que se alimentavam dos medos secretos que todas as meninas têm de tempos em tempos.”

*O livro foi adaptado para um filme de mesmo nome, mas o enredo é completamente diferente. A única coisa em comum são os nomes dos personagens e o conceito de duff utilizado. 

Ninguém se importa awards: 2017.

Parece que foi ontem o dia em que cheguei por aqui estendendo o tapete vermelho e anunciando a primeira edição do "Ninguém se Importa awards", a única premiação de melhores do ano cujas categorias são tweets antigos do Neymar e com um total de 0 pessoas que dão importância para ela, e já estamos na edição de 2017, os filhos crescem tão rápido. QUE RUFEM OS TAMBORES!

Para ler a edição de 2016, clique aqui.

Categoria 1 | Séries que você não pode perder.

Ou pode, porque cada um tem sua vida e pode escolher ao que assistir.


Foram pouquíssimas as estreias do ano que eu realmente tive tempo de acompanhar, e delas, uma eu até queria encontrar 13 motivos para não ter sido feita (rsrsrsrs #trocadilhos), mas a que entra para o tapete vermelho dessa não solicitada premiação com direito a muitas palminhas antes do discurso é:

Atypical - Netflix.


Sam (Keir Gilchrist) é um adolescente do ensino médio que, como ficamos sabendo nos primeiros momentos do episódio piloto, quer ver peitos. "E EU COM ISSO?", você pensa. Bom, Sam é também uma pessoa que vive com Transtorno do Espectro Autista.

Apesar de o mesmo estar cada vez mais falado na mídia, ainda são poucas as pessoas que possuem convivência com quem o têm ou que entendem minimamente o que é o Espectro, sendo um dos pontos principais -- e positivos -- da série a informação sobre o transtorno e por meio dos erros cometidos pelos próprios personagens, a orientação para confortar e o que fazer diante de situações parecidas.  

O que poderia ser só mais uma série sobre problemas adolescentes e bullyng na escola se abre em um leque amplo, com um papel de conscientização importante e diversos pontos diferentes para se enxergar a questão: a mãe que nunca conseguiu viver a própria vida ou cuidar da outra filha com tanto afinco como cuidou de Sam; o pai que sempre se sentiu por fora da criação do filho e tenta de pouco em pouco reverter o problema; a irmã não-tão-carinhosa, mas que compreende o máximo possível o irmão e suas limitações ajudando-o em tudo que consegue, e por fim, o próprio Sam, podendo dar ao público uma visão mais empática sobre como é enxergar o mundo por esse outro lado e sentir constantemente que as outras pessoas não estão vendo o mesmo que você -- e consequentemente, achar que o erro está do seu lado, quando não há uma posição para se tomar nisso. 

É uma série curta, com apenas oito episódios, e já renovada para a segunda temporada, que mesmo leve consegue ser didática, e une momentos de conforto com alguns de muita vontade de abraçar o travesseiro mais próximo. 


Categoria 2 | Não é Raça Negra, mas serve.


Na edição anterior comentei sobre o quanto o Spotify me auxiliou para descobrir novas bandas/cantores e consequentemente, transformou meu 2016 em um ano extremamente musical. 2017, por outro lado, deixou a desejar, porque se teve algo que não fiz -- e assumo a culpa inteiramente --, foi ouvir música.

Porém, enquanto Neymar dormia ouvindo Raça Negra, eu pegava metrô ouvindo Harry Styles pois sou directioner.

(Para ouvir os álbuns, basta clicar nos nomes.)

Harry Styles - Harry Styles. (EU REALMENTE ADOREI ESCREVER ISSO.)


O álbum que estreou a carreira solo de Harry, e porque não Styles, lançado pela Columbia Records trouxe ao público sons diferentes dos que o mesmo cantava em sua antiga boy band. Não sou nenhuma grande entendedora da música, e me sinto meio farsante tentando falar qualquer coisa sobre o CD que não seja BOM DEMAIS RAPAZ. Então é isso, gostei sim, aprovadíssimo, queria muito fazer uns cafunés na cabeleira do menino. Melhores músicas: Meet me in te Halway, Sign of the Times, Carolina, Sweet Creature, Only Angel, Kiwi e From the Dining Table.


Ao contrário de Harry Styles, o líder da banda nacional O Terno, Tim Bernardes, não precisou encerrar nenhum outro projeto para lançar seu trabalho solo. Acho a união da voz do Tim com o instrumental muito bonita, e suas letras sobre o sentir, os momentos em que tudo acaba -- se é que acaba -- e um leve tapinha sobre os tempos atuais em que tanto faz, como diz o nome da própria música, só colaboram para que as músicas sejam muito mais que o esperado. Melhores músicas: Quis Mudar, Tanto Faz, Pouco a Pouco, Não e Recomeçar. 


Também nacional, Scalene arrisca inovações em Magnetite. Apesar das inovações, uma das coisas que a banda continua trazendo e que eu particularmente gosto muito, desde os trabalhos passados, são as letras que se arriscam a dizer o necessário sobre a atualidade -- assim como fez Tim Bernardes. Melhores músicas: Cartão Postal, Distopia, Fragmento, Heteronomia e Phi.

Categoria 3 | Filmes para ver com a rapaziada.

Logan.

Nada para dizer além de QUEM DIRIA QUE EU IRIA CONSEGUIR GOSTAR TANTO DO WOLVERINE POR CAUSA DE UM ÚNICO FILME. E a Laura, ela merece todo amor do mundo.



Mulher-Maravilha.


FILME DE HEROÍNA, FILME DE HEROÍNA, FILME DE HEROÍNA, FILME DE HEROÍNA, FILME DE HEROÍNA, EU JÁ DISSE FILME DE HEROÍNA? É sobre finalmente se sentir parte desse mundo em que só homens pareciam poder estar, sobre sentir que você também pode e sobre como as vulnerabilidades não são ruins porque em todo o roteiro Diana era isso: vulnerável, e ainda assim, a Mulher-Maravilha. 

Extraordinário.


Num ano em que nada além do estresse foi capaz de me fazer chorar, a estreia de Extraordinário foi o cubo de gelo que faltava para o copo transbordar. Esqueci de comentar isso sobre Logan ali em cima, mas é engraçado notar que o que une meus três filmes preferidos do ano é a vulnerabilidade; em Logan, por ele se permitir conhecer Laura e confiar no que ela tem a dizer, em Mulher-Maravilha por ela se mostrar transparente com o que sente mesmo quando as situações podiam a impedir, e em Extraordinário porque como diz o próprio nome: cada um de nós é extraordinário, com direito ao pacote completo cheio de todas aquelas coisas que em um primeiro olhar não são boas. 

A hora de enrolar o tapete e deixá-lo guardado para o ano que vem enfim chegou. Me conta nos comentários quais foram os seus melhores do ano? Vou adorar saber!

*Screaming* | BEDA #19

Esse post contém gifs, referências, vídeos, alguns gritos e sentimentos em grandes quantidades. 


Dos 11 aos 15 anos, vivi no mundo paralelo dos fandoms, diminutivo da expressão fan kingdom, para dizer que um determinado grupo de pessoas é fã da mesma forma de entretenimento que lhe for mais agradável. Pra quem nunca fez parte de um, é um mundo totalmente sem sentido e visto com maus olhos, mas eu juro de pés juntos que foram meus melhores anos. Quando você ama uma banda/cantora(o)/livro/série/filme/WHATEVER com todas as suas forças e dedica horas diárias em busca de notícias dos últimos passos que tal pessoa deu, das últimas atualizações em redes sociais, do que foi dito em entrevistas -- e quando serão as próximas --, cria pastas e mais pastas no seu computador com fotos organizadas por ano, além das fotos de infância, dá nome para os casais que a respectiva pessoa vem a formar com suas namoradas(os), cria conta no Twitter destinada a amar e glorificar aquilo, conhece MUITAS pessoas virtualmente com esse amor em comum (e constrói boas amizades no meio disso), escreve fanfics cujos personagens são seus ídolos e já que estamos no capitalismo, consome qualquer produto que surgir com temática do seu amado-salve-salve. 


Como já deixei por aqui meu amor pela trilogia de filmes High School Musical, é fácil perceber que o que fazia minha cabeça estava sempre relacionado ao conteúdo infanto-juvenil da Disney, que na época, além de HSM, engatava a carreira de artistas como Miley Cyrus, Demi Lovato, Selena Gomez, e o motivo dos meus gritos e lágrimas, Jonas Brothers, banda de pop-rock formada pelos irmãos Joe Jonas (do meio) -- com quem eu sonhava encontrar casualmente no meio da rua quando estivesse com mais de 20 anos e trocaria olhares que naquele momento seriam completamente certos e ambos saberíamos que estávamos loucamente apaixonados e prontos para o nosso futuro em uma casa branca e grande nos Estados Unidos com nossos 12 filhos correndo em perfeita sintonia pelo jardim e o amor entre nós não apenas inabalável como também sempre maior --, Kevin Jonas (mais velho) e Nick Jonas (mais novo). Foram anos de loucura com letras de música espalhadas pelos meus cadernos, posters colados na parede do quarto, espaços intermináveis do meu computador ocupados pelos seus rostos, capas de cadernos customizados, 4 contas no Twitter -- em que eu vivia sendo bloqueada por tweetar demais --, fanfics escritas, e um conhecimento inútil que inclui até os hospitais em que cada um deles nasceu gravados na minha mente até hoje. Não que eu esteja obrigando alguém a algo, mas deixo aqui a minha coleção pessoal de:

 <3 <3 <3 Melhores momentos: Jonas Brothers <3 <3 <3

1. Quando Camp Rock estreou. 



Em 20 de Junho de 2008 era lançada a primeira versão do filme que acontecia em um acampamento musical. Se eu disser que não sei todas as coreografias até hoje, estarei mentindo, e com certeza todo aquele sonho de casualmente encontrar Joe Jonas e vê-lo me descobrir o amor da sua vida é culpa do filme, em que Mitchie Torres (Demi Lovato), antes fã da banda Connect 3 (Jonas Brothers), ao conhecer Shane Gray (Joe Jonas) no acampamento entra em um relacionamento com o vocalista da banda.

2. Quando foi lançado o clipe de When You Look Me in the Eyes.



O clipe foi lançado no canal oficial da banda, no Youtube, em Janeiro de 2008. Ser parte do fandom envolvia não só dedicar tardes a fazer com que hashtags de divulgação da música entrassem nos assuntos mais comentados do Twitter, como também votar em enquetes e fazer ligações para estações de rádio/canais de tv musicais. Quem precisa de um assessor de marketing quando se tem um grupo de fãs, não é mesmo?

3. Quando eles vieram pro Brasil pela primeira vez.

Deixo apenas o vídeo:



4. Quando The 3D Experience foi lançado. 



Lançado em 2009, o DVD mostrava a turnê feita pela banda, com direito a 5 segundos de irmãos sem camisa que eram suficientes pra alegria das suas pobres fãs apaixonadas. Nunca cheguei a ter o DVD, mas lembro de em uma das muitas vezes que o aluguei na locadora do bairro (!!!) colocá-lo antes das 8 da manhã, já que acordava cedo quando minha mãe saía para trabalhar e ficar na sala assistindo-o.

5. Quando Joe Jonas namorou Demi Lovato.


Camp Rock despertou em alguns fãs esse lado que ignora o fato de artistas serem seres humanos com vontades próprias e deseja, de uma maneira quase obrigatória, que eles namorem pessoas com quem são shippados. Assim como Vanessa Hudgens e Zac Efron de High School Musical, Joe Jonas e Demi Lovato foram vítimas dessa parte obscura do fandom por anos, até que o momento mais aguardado por todos aconteceu: o shipp era real. (Durou poucos meses e terminou em tragédia, mas não falaremos disso.)

Não só fiz um post inteiro falando sobre essa parte da minha vida como também tomei a liberdade de criar uma playlist que provavelmente só eu vou ouvir com as músicas que marcaram essa época. Mas tá tudo bem.


(Não nego nem confirmo que ainda tenho CD'S da banda.)


5 fictional girl crushes. | BEDA #05

No BEDA de 2016, impulsionada pelos milagres que as listinhas podem fazer durante uma maratona diária de posts, criei uma que fez sucesso: meus cinco principais crushes ficcionais masculinos. Em meio ao meu planejamento para esse ano, percebi que raramente falamos das mulheres, e me questionei o porque disso, já que MULHERES, né minha gente? Tão belas e tão mais sensatas. Por esse motivo, acompanhem agora não uma, mas cinco, das minhas principais crushes ficcionais femininas. 

5 - Emma Morley.



Não sei se posso classificá-la como crush literária ou cinematográfica, então direi que aqui ela representa o meio termo. Tudo começou mesmo com a leitura de Um Dia, do David Nicholls, lá em 2013. Nesse ano o livro bombou, e depois de ver muitos textos tecendo elogios a ele, me entreguei e descobri uma personagem vivendo coisas parecidas com o que eu tinha na época -- amorosamente falando, claro -- e com uma personalidade que de alguma forma parecia um reflexo meu. Minha história com o livro sempre me deixa muito feliz, porque foi a primeira vez que me reconheci em uma personagem literária, o que sempre foi muito difícil partindo do ponto de vista com que autores (no masculino mesmo que é pra vocês entenderem o recado) costumam criar suas personagens. Além dessa identificação no primeiro ato, um tempo depois assisti o filme, e a Anne Hathaway, né? Se tinha alguém melhor pro papel, ainda bem que não acharam.

4 - Mia Dolan.



Assim que saí da sessão de La La Land eu já sabia que aquele era um dos meus filmes favoritos, já que a vontade de segurar alguém pelos ombros e gritar um "Como é bom viver!", era enorme. Além das cores, do enredo, das músicas e dos rostos bonitos, gosto muito da maneira como a Mia foi construída ao longo dele. É possível vê-la dando cada passo, tomando tapas na cara, achando que vai dar e caindo de novo, pra mesmo assim levantar e continuar. Ela sabe o que ama, sabe o que quer, e não só tem noção como realmente abre mão do que precisar caso necessário.

3 - Robin Scherbatsky.


O final de How I Met Your Mother é doído e a gente concorda muito nisso, mas a Robin, quem em toda essa série foi capaz de ser melhor? Ela é uma mulher independente (mais uma, na verdade, porque todas as aqui citadas são MULHERÕES DA PORRA), assim como a Mia dá muito a cara a tapa, e mesmo quando um c e r t o m a r i d o não se mostra capaz de manter o casamento com ela, não há mudança alguma em sua essência: aquela é ela, e não vai mudar por nenhuma pessoa a não ser ela mesma.

2 - Diana Prince. 



Ainda quero escrever um texto sobre Mulher Maravilha aqui, então vou evitar falar mais. Porém, quem já assistiu o filme ou viu algo sobre, sabe muito bem do que eu estou falando. Por enquanto fiquem só com esse gif e a esperança em um futuro texto com mais informações.

1 - Dr. Addison Montgomery.



Shonda Rhimes é conhecida por matar suas personagens. Ainda bem que não fez isso com minha Addison, mas por outro lado, a levou pra um spin-off que ainda nem sequer consegui assistir. Sempre acho muito chato o modo como a personagem foi inserida no enredo: a-esposa-que-traiu-o-marido-e-merece-tudo-de-ruim, porque realmente acho que com isso muito da personalidade dela foi perdido. Demora um tempo pra ela começar a ser vista como a melhor obstetra dali, e mesmo quando esse reconhecimento passa a surgir constantemente nos episódios, sua própria saída para uma série mais focada nela tem um certo envolvimento com esse passado. Apesar disso, que mulher é Montgomery! A melhor da sua área, não abaixou a cabeça pra macho escroto (todos de Grey's) em nenhum momento, amiga e ouvinte de outras mulheres. Rainha soberana, receba sua coroa de primeiro lugar do meu coração.

A lista acaba aqui, mas vocês podem prestigiar mais mulheres nos comentários. Fico no aguardo.

Rua dos alfeneiros, nº 04. | BEDA #02


É na rua dos Alfeneiros, nº 4 onde tudo começa. O incrível mundo bruxo de J. K. Rowling é fundido com o mundo dos trouxas, digo, com o mundo dos Dursley, “[…] que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado.”; Harry é um garoto de apenas 10 anos, que na ausência dos pais, foi criado por seus tios, “[…] as últimas pessoas no mundo que se esperaria que se metessem em alguma coisa estranha ou misteriosa, porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de bobagem.”
É sabido por aí que tanto trouxas como bruxos odeiam aquilo que não entendem, como uma forma de não aceitar a sua incapacidade diante de algo. Para os Dursley, a magia não era só abominável, era a marca registrada dos Potter, família composta pela irmã da Sra. Dursley, seu marido e seu filho, Harry, em quem a frustração de sua tia por ter visto sua irmã partir para uma escola de magia e ser o orgulho de seus pais é descontada.
Após 10 anos sendo trancado em um armário abaixo da escada, mal tratado pelos tios e pelo primo, excluído de passeios e escondendo ao máximo a horrível cicatriz em sua testa, quando completa 11 anos Harry descobre ser alguém admirado em um mundo paralelo ao que conhece. Após tantas cartas que chegavam por meio de corujas e um gigante com um coração maior que seu próprio tamanho chamado Rúbeo Hagrid o visitando inesperadamente, Potter descobre ser um bruxo, e assim como seus falecidos pais, é convidado para estudar na grande Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts pelos próximos anos.
A minha intenção inicial era voltar a reler a série de livros em Setembro (2016), mês em que as aulas oficialmente retornam a Hogwarts, mas se no mundo bruxo as aulas estavam só começando, no meu mundo as coisas estavam bem corridas, então resolvi adiar a releitura para Dezembro associando-a ao meu capítulo favorito d’A Pedra Filosofal: 12. O Espelho de Ojesed.
“O Natal se aproximava. Certa manhã em meados de dezembro, Hogwarts acordou coberta com mais de um metro de neve.”



É esse o capítulo em que mesmo com mais uma das muitas provocações de Draco Malfoy por Harry não ter uma casa para voltar e comemorar a data como muitos dos alunos, o natal na escola se transforma no melhor natal que Harry já teve, o que reforça a velha história de que estar com as pessoas certas é a chave para fazer qualquer coisa dar certo, e não estar necessariamente no local certo.


“Na noite de Natal, Harry foi para a cama pensando com ansiedade na comida e na diversão do dia seguinte, mas sem esperar nenhum presente. Quando acordou cedo na manhã seguinte, porém, a primeira coisa que viu foi uma pequena pilha de embrulhos ao pé de sua cama."

De todos os livros da série, A Pedra Filosofal certamente não é o meu preferido, mas na segunda, dia 31 de Julho, foi aniversário da J.K e do Harry, e eu, Lufana que sou -- portanto leal --, quis de alguma forma relembrar isso por aqui. As cartinhas de Hogwarts não chegaram em minha humilde residência, e creio que nem por ai, mas realmente espero que todos nós encontremos nossos respectivos locais onde sempre é melhor de se estar, assim como o Harry teve a sorte de achar. 

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Não é sempre que um filme nos diz exatamente o que é retratado. Acredito que tudo seja mais uma questão de momento vivido, mas tenho certeza que se você e seus amigos combinarem de assistir a um filme analisando-o da sua própria maneira e comentarem os achismos depois, as diferenças entre o que cada um absorve serão discrepantes. Apesar de eu já ter notado que faço isso com frequência - quando vi Guerra Civil, por exemplo, foquei muito mais nas minhas análises, que nunca cheguei a comentar com ninguém, do que nos atos heróicos e nas lutas ali retratadas -, assistir The Space Between Us, peço perdão adiantado pelo trocadilho, me levou para outra dimensão. 

O filme, lançado nos cinemas brasileiros em Abril e por algum motivo que não entendi muito bem, já presente entre as novidades do catálogo da Netflix, conta a história de Gardner Elliot, um adolescente que nasceu em Marte, o que se deve a sua mãe ter sido mandada em uma expedição da Nasa para o território e durante a mesma, descoberto sua gravidez. Graças à internet, Elliot mantém contato com uma garota na Terra, que até então não possui nenhum conhecimento sobre a vida fora do planeta de Gardner, acreditando quando o mesmo diz morar nos Estados Unidos e não poder sair de casa por possuir sérios problemas de saúde. Creio que não preciso nem dizer que ambos se apaixonam, que Gardner volta para a Terra e encontra muitas dificuldades com relação as diferenças de peso, batimentos cardíacos e todas aquelas coisas que só a física é capaz de nos explicar, mas que não desiste de tudo por ela, Tulsa, a terráquea. É aqui que a minha análise começa. 

Em tempos que vemos nossas prioridades sendo retratadas até mesmo em filmes do Oscar, como La La Land, em que duas pessoas, apesar de apaixonadas, percebem que o melhor a fazer seria abrir mão do romance para seguirem seus sonhos profissionais (e aqui ressalto que isso não é uma crítica a La La Land, filme que me deixou apaixonada, além de me sentir bem mais representada pelas pessoas que insistem em coisas não amorosas, e sim uma mera comparação para chegar ao meu ponto), The Space Between Us nos traz o oposto: pessoas que tentam, mesmo que o ambiente e até os batimentos cardíacos não estejam muito a favor do romance.

Relacionamentos nunca são fáceis, nós sabemos muito bem. Os vídeos e fotos nas redes sociais não dizem, as comédias românticas parecem ignorar, mas se você conhece alguém que está em um namoro, ou se você mesmo esteve ou está em um, reconhece que compreender a personalidade do outro, que muitas vezes converge em vários pontos da sua, é difícil. Saber estabelecer momentos para dar atenção, para ouvir, para estender as vontades de ambos a fim de que se complementem, é um exercício diário que exige muita, mas muita mesmo, vontade de ambos os lados. E em todas as relações, mesmo que em distâncias bem menores que a existente entre a Terra e Marte, existem os espaços. Esses em que deixamos de ser o nós para sermos apenas o eu. Quando precisamos continuar mantendo tudo o que fomos antes do outro, apesar dele. E ainda assim, os atravessamos, sempre na esperança de ainda encontrar a pessoa depois dele, mesmo sabendo que um dia isso pode não acontecer mais. 

Basicamente, tudo o que eu queria dizer é: The Space Between Us é muito mais sobre todos os tipos de relacionamentos do que sobre um com espaço-tempo diferente. Nós não notamos, mas o amor é acima de tudo, atravessar espaços enormes para por fim chegar a quem se deseja.

Ninguém se importa awards: 2016.

Dá medo de começar a falar sobre 2016 e sem querer abrir um portal no universo que sugue todo mundo de volta pra ele? Dá sim, meus amigos, mas a ciência não confirmou nenhum evento parecido e eu estou com esse post feito salvo nos rascunhos e não pretendo desperdiçá-lo.

Eu consumo muita cultura pop. Amo passar horas falando sobre séries, compartilhar cenas de filmes que me inspiraram com as pessoas e indicar bandas novas pra todo mundo ouvir. Em 2016 esse lado da vida foi muito positivo, e assim como em 2015, quando apareci aqui com uma premiação para os melhores do ano, resolvi ser empreendedora e criei o meu próprio evento digno de tapete vermelho. Senhoras e senhores, hoje nasce o "Ninguém se importa awards", a premiação menos aclamada dos melhores do ano em toda a internet (e a única com tweets antigos do Neymar pra cada categoria) (além de fora de época). APRECIEM!

Categoria 1 | Séries que você não pode perder.


Stranger Things (Netflix).


Stranger Things foi além do que dizem. Todo mundo fala que são crianças bonitinhas e talentosas, e como o próprio nome sugere, que bagulhos estranhos estão acontecendo, mas ninguém te conta a importância de colocarem a solução do problema que aterroriza a todos nas mãos da geração mais nova em um contexto da Guerra Fria: é a próxima geração que vai limpar os restos cuja culpa nunca foi deles, e eles não são só crianças, são CRIANÇAS! Porque nenhum adulto acreditaria em um Demogorgon, em um mundo invertido ou em uma garota com poderes. É uma série sobre coragem e confiança, ambas muito bem representadas pela Eleven, que conhecendo apenas aos homens maus ainda assim consegue confiar em garotos que nunca tinha visto e tem coragem de se sacrificar por eles, porque é isso que amigos fazem, "Amigos não mentem". É uma série tão completa que conseguiu dar conta de tudo em apenas 8 episódios, sem nem precisar ocupar tempo com cenas sem nexo (e se por acaso você ainda não a assistiu por medo, já que o hype foi muito grande, ou por ter ouvido falar que é uma série de terror, larga disso e assiste logo, que nem dá medo mesmo galera, é só um monstrinho).

Gilmore Girls: A Year in the Life (Netflix).


Perco todos os parâmetros racionais pra falar sobre Gilmore Girls porque é a série da minha vida e eu não consigo ser crítica para falar sobre. Foram só quatro episódios para várias gerações de fãs que surgiram desde sua estreia, até o período dos sete anos sem nenhuma novidade sobre Stars Hollow, e apesar do fim meio ????? ou das QUESTÕES que foram muito discutidas entre o público, cada pedacinho das quatro estações das garotas Gilmore me fizeram muito feliz, obrigada. Inclusive deixo aqui um encorajamento pra quem ainda está nas temporadas clássicas: Rory Gilmore deixa de ser o modelo perfeito a ser seguido e finalmente mostra que tá todo mundo mal mesmo. De nada.

Queria falar muito mais coisas sobre ela, mas cometerei o pecado do spoiler se o fizer, então reservo apenas o meu direito ao uso do caps lock: ASSISTAM A YEAR IN THE LIFE!!! AMÉM LOGAN HUNTZBERGER!!! AMÉM JESS MARIANO!!! OS SENTIMENTOS SÃO OS ÚNICOS FATOS!!!

This Is Us (NBC).




Eu podia resumir tudo o que quero falar com MILO VENTIMIGLIAAAAAAAAAAAAAA!!! (E esse gif), mas This Is Us é uma série tão "quentinho no coração" que só o rosto do Milo não é capaz de demonstrar os reais motivos para ela estar aqui. É um drama que tinha tudo pra cair dentro de vários clichês, mas logo no primeiro episódio já consegue provocar um mind-blowing e dele em diante são muitas lágrimas e eternos AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA a cada episódio novo. A série fala sobre família - e sobre como quem mora conosco costuma ser nosso céu e nosso inferno, ao mesmo tempo - sobre relacionamentos e principalmente, sobre SENTIMENTOS!!! Meninas viciadas em sofrer, assistam This Is Us.

Categoria 2 | Não é Raça Negra, mas serve.




Sem exageros, pela primeira vez na vida entendi o que é um bom ano musical. Sempre tive muita dificuldade pra conhecer artistas novos e sofro de uma preguiça acima da média para conseguir ouvir qualquer lançamento até dos artistas que já conheço, mas em 2016 resolvi me entregar de coração e alma ao Spotify versão pobre e tudo ficou mais fácil. Para escutar os álbuns recomendados, basta clicar em seus nomes.

The Ride - Catfish and the Bottlemen.

Catfish é uma banda de rock formada no País de Gales (Reino Unido). Em um belo dia de 2007, o australiano Van McCann - atual vocalista da banda - se uniu aos irmãos Billy Bibby e Benji Blakeway, iniciando a carreira com covers dos  The Beatles, assinaram seu primeiro contrato em 2013 e desde então estão ganhando mais notoriedade. O nome da banda surgiu de uma lembrança da infância de Van relacionada à um artista de rua. Em 2017 a banda esteve em solo brasileiro no festival Lollapalooza. Na minha opinião nada profissional, The Ride é um álbum completo e não consigo dizer quais são as melhores músicas, ouçam tudo por obséquio.

Rogério - Supercombo. 

A banda de rock nacional que ganhou fama depois da participação no Superstar com as músicas do seu álbum Amianto, lançou Rogério, seu quarto disco, no meio do ano. Rogério é o nome dado ao lado sombrio das pessoas e das coisas, o que pode ser muito bem notado em todas as letras dele, de fácil identificação. Melhores músicas: Magaiver, Grão de Areia, Bomba Relógio e Jovem.

Melhor do que Parece - O Terno. 

Assim como Supercombo, O Terno também é uma banda de rock paulista, iniciada em 2009 com covers de bandas como Os Mutantes e The Beatles, atualmente conhecida por seus lançamentos independentes. Melhor do que Parece é um álbum com crises de identidade e apelos românticos, ou seja: MELHOR ÁLBUM NACIONAL DE 2016 SIM! (Tentei ser profissional na descrição, mas falhei). Melhores músicas: Culpa, Nó, Melhor do que Parece e Volta.

Categoria 3 | Filmes para ver com a rapaziada.


Eis aqui a categoria mais PROBLEMÁTICA de ser feita. A maioria dos filmes que eu queria ver no cinema, de fato pude assistir, mas a questão é: eu recomendaria esses filmes para as pessoas?



Por isso, Rogue One - Uma História Star Wars, ganhou total exclusividade nesse post. Nós concordamos que um grupo de rebeldes indo contra um império conservador é bonito demais? Que é um filme sobre a esperança, mesmo nos tempos mais difíceis? Que nascer mulher não significa ser menos, e que mesmo com todas as coisas AVOANDO e os PLANETAS TUDO, a ficção anda bem parecida com nossa realidade e isso deveria ser um baita de um tapa na cara? CONCORDAMOS SIM, RAPAZIADA! EU E MINHA CASA SERVIMOS A JYN ERSO!


Nós, organizadores do Ninguém se importa AWARDS (eu, euzinha e eu mesma), agradecemos a paciência de todos. Os docinhos estão na mesa à direita, a saída se encontra à esquerda. Se estiverem dirigindo, favor não beber. 

O que te treme as mãos?

Ou: a mão do [insira aqui algo de sua preferência] CHEGA A TREMER!

Você já parou pra pensar no alcance que seus compartilhamentos/postagens nas redes sociais têm? Mesmo o menos popular de nós acaba de alguma forma interferindo em outra pessoa, muitas vezes tão distante que vocês jamais se encontrariam na vida real, e um simples pensamento dela exposto no mundo virtual pode te causar uma coceirinha atrás da orelha. Foi o que aconteceu comigo, quando uma amiga postou isso no Twitter:



Fiquei com o tweet na cabeça e prossegui minha vida, mesmo que não totalmente satisfeita após ter sido motivada a pensar na atual situação dela e no dia seguinte, em uma aula que analisava Vidas Secas, livro de Graciliano Ramos, a resposta surgiu de onde eu menos esperava.

Em Vidas Secas acompanhamos a história de retirantes sertanejos que vivendo em meio a seca ficam em constante deslocamento para encontrar lugares menos afetados. Nessa família conhecemos Baleia, a cadela, Sinha Vitória, a mãe, Fabiano, o pai e os filhos, sendo um mais novo e um mais velho. Apesar da pobreza, cada personagem demonstra ter um sonho em sua vida, e todos eles são colocados para o futuro, já que o sofrimento do presente faz com que projetem dias melhores para tempos que ainda não conhecem; o de Sinha Vitória é simplesmente ter uma cama de fita de couro para dormir, o de Fabiano é ter o dom das palavras - por não ser alfabetizado, admirava pessoas que sabiam fazer uso das letras, não só da escrita, mas da pra própria comunicação falada - assim como seu filho mais velho. O ponto é: pessoas sempre vão viver em prol de algo para aguentar os problemas do presente, e esse algo sempre será projetado para dias que ainda virão pois a esperança é nada mais nada menos que isso, o que vem depois. 

Por outro lado, assistir A Teoria de Tudo em uma madrugada de sábado me fez avaliar a situação de uma maneira diferente. Stephen Hawking, físico teórico, cientista consagradíssimo, foi diagnosticado ainda dentro da Universidade com ELA, distrofia neuromuscular que gradativamente impossibilita os movimentos mais simples que fazemos rotineiramente. Apesar do diagnóstico, Jane - que o conhecera pouco antes dos sintomas o impossibilitarem  - abre mão de quem queria ser para construir uma vida ao lado de Stephen. Stephen, por outro lado, não desiste dos seus estudos e como sabemos, se tornou um dos físicos mais importantes que conhecemos. Jane viveu em prol da esperança que Stephen era alguém muito importante para que uma doença limitasse o sentimento que ela possuía e Stephen viveu em prol do que sempre quis provar ao mundo. Mesmo fora da ficção, ainda foram as esperanças futuras que mantiveram ambos no presente.

Apesar desse ponto, a vida de Stephen me faz pensar no outro lado, apontado pela minha amiga. Não se pode negar como a ELA poderia tê-lo afetado de outras maneiras, são casos e casos em que cada um lida de formas diferentes com o que sobrevêm a si, Stephen não perdeu a vontade de continuar seus estudos mesmo que em uma cadeira de rodas, mesmo que com a fala impossibilitada, mas ele poderia ter desistido em meio a todo o caos psicológico que sofreu - o que não demonstraria fraqueza, de forma alguma - e quando levanto esse argumento quero mostrar o óbvio: viver em prol da teoria tirou de Stephen o agora em que ele não estava na cadeira de rodas, e talvez se ele tivesse vivido mais o presente teria aproveitado o que não sabia ser seus últimos momentos como alguém sem limitações, mas se o tivesse feito também poderia não ter se tornado quem é atualmente. Levantando ainda outro ponto, quando diagnosticado os médicos deram no máximo dois anos de vida a ele, que alcançou bem mais que o esperado, mas poderia ter morrido sem o seu presente e sem o futuro, e tudo teria sido em vão.

Não consigo concluir minha linha de raciocínio com uma resposta exata. Ainda conversando com minha amiga, concordamos que o mundo está dividido entre pessoas que são perguntas, as que são respostas, e as que ainda estão perdidas. Sendo que como tudo é mutável, todos nós passamos pelas três fases ao decorrer da nossa existência. Independente do que a leitura contribuir a você ai do outro lado (se contribuir em algo), espero que o que te treme as mãos seja sim a esperança no que virá, mas além dela, que seja também a satisfação com seu caminho atual, independente dos resultados que ele vá te dar. 

5 fictional male crushes. | BEDA #10

Pra quem não tinha nenhum post programado, chegar ao décimo dia do BEDA equivale a ganhar um prêmio Nobel. Que isso gente, não precisa aplaudir, parem, eu fico tímida.

Como já comentei, entrei no Se Organizar, Todo Mundo Bloga porque nesse mês de desespero toda ajuda é bem vinda. E eis que a Natália, do Nambarices, surgiu com a brilhante ideia de fazer um Top 5 com nossos crushes ficcionais. Se preparem, não é todo dia que eu abro meu coração desse jeito.

5 -  Barry Allen - Flash.



A verdade é que Ezra Miller tem meu coração, então mesmo que sua aparição como Flash tenha sido bem limitada até o momento, gostaria de dizer que eu sei que vou te amar, por toda a minha vida vou te amar. Vocês conseguem imaginar esse rostinho maravilhoso naquela roupa vermelha correndo pela cidade? Eu não só consigo como já posso dedicar poeminhas ao moço.

PORÉM, não vou negar que a escolha de atores para interpretar Barry Allen é sempre maravilhosa, e Grant Gustin também faz meu coração ficar molinho, molinho. Além disso, eu tenho essa tendência a gostar de mocinhos com carinha de nerd, e bom, não preciso falar muito né?


"Mas Tatiane, você não devia estar falando do personagem e não das aparências dos atores?", vocês se perguntam. Devia, mas todos nós sabemos que dentro do Universo DC o personagem já mudou muitas vezes, e fica difícil dizer algo concreto sobre ele certo? Em minha defesa, declaro esse meu herói preferido da DC, e deixo aqui esse post maravilhoso com um resumão sobre a história do mesmo.

4 - Joey Tribbiani - FRIENDS.



Eis aqui um crush que jamais terei capacidade de explicar. Joey não é inteligente, vive sendo sustentado por Chandler, se apaixona verdadeiramente só duas vezes durante a série, é um personagem bobo, e ainda assim não deixa de ser a proteção de tela do meu celular e do meu coração.

Em minha defesa, apesar de muita gente odiar o casal, quando Joey está com Rachel ele mostra que pode sim ser um cara muito bacana em um relacionamento. Então vamos focar naquele Joey, ok?

3 - Han Solo - Star Wars.


Muita tensão sexual envolvida. Desculpa gente, eu sou sincera.

2 - Mrs. Darcy - Orgulho e Preconceito.



Será que Jane Austen também se apaixonou tanto por Mrs. Darcy quando escreveu Orgulho e Preconceito? O livro da autora foi publicado em 1813 e aqui estou eu, em pleno 2016 completamente entregue a lenda dessa paixão. Darcy é a primeira vista um cara todo errado, quieto demais, frio demais, crítico com tudo e todos a sua volta, mas com o desenrolar da carruagem descobrimos que tudo não passa de um instinto de defesa que o mesmo criou, e quando ele mostra quem realmente está por baixo de tudo é fácil esquecer todas as grosserias.

1 - Matt Flamhaff - De Repente 30.



Seria o meu sonho ter encontrado um Matt? Não foi dessa vez, infelizmente. Matt é capaz de qualquer coisa pra mostrar que se importa, que está ali por você, é fofo demais, tem o rosto do Mark Ruffalo, é fotógrafo, e eu não sei porque preciso explicar o motivo de ele ocupar o primeiro lugar quando tudo está tão óbvio. Alguém por favor faça Matt existir na vida real e me case com ele, eu nunca pedi nada.

Compartilhem seus crushes comigo nos comentários!


Mês da paçoca.



Antes de qualquer coisa: os comentários que tive no post anterior me mostraram que a notícia da newsletter talvez tenha dado a entender que ia parar de postar aqui, então vou reforçar a ideia de que a news serve para textos em que eu precise ter contato com quem lê, porque aqui no blog, como já disse, tudo se tornou acesso e percebo que quem comenta nos posts na verdade nem se apegou a essência do que eu realmente queria, mas enfim, vamos prosseguir com a programação normal. Pela atenção, muito obrigada. 

Junho foi um dos meses mais parados por aqui, quanto mais perto o vestibular fica mais eu deixo de fazer coisas que gosto, a vida têm dessas, não é mesmo? Apesar disso, o único filme que assisti já deu uma pauta longa de pensamentos que ninguém se importa, mas que faço questão de compartilhar aqui do mesmo jeito.

Como Eu Era Antes de Você.

Uma adaptação do livro de mesmo nome, da autora Jojo Moyes, Como Eu Era Antes de Você conta a história de Louisa Clark, uma mulher de 26 anos que se torna cuidadora de Will Traynor (35 anos, no filme, mudam para 31) que precisa conviver com sua tetraplegia, consequência de um atropelamento. 
Entrei no cinema com as expectativas muito altas, já que o livro foi uma experiência positiva (apesar da narrativa muito simples) e acabei saindo mais decepcionada do que a grande maioria que estava ali. O livro consegue desenvolver assuntos importantes de maneira leve, o que infelizmente não ocorre no filme, que foca apenas no romance entre Clark e Will, uma estratégia bem óbvia para vender ingressos. Apesar de realmente ter gostado e de notar que a produção se manteve fiel a pequenos detalhes citados no livro acho que teria sido interessante manter a questão do motivo pelo qual a Lou se veste daquela maneira, a relação péssima que Will tem com seus pais e explorar a eutanásia além do que ela representava para o romance dos dois. 

Friends - Nona e Décima temporadas.

Terminar Friends é sempre motivo para muita dor e sofrimento, estudei o movimento, sei do que falo. Apesar de todas as falas já decoradas ainda dou minhas choradinhas quando vejo o apartamento vazio.
Essas semanas que estou sem ver a série foram bem estranhas, já que me acostumo facilmente em mantê-la na minha rotina. Tive muita vontade de começar tudo outra vez e permanecer nesse looping infinito, mas também quero colocar algumas séries atrasadas em dia, começar outras (Game of Thrones, eu escolhi você) e assistir uns documentários que já enrolei muito, então seguirei firme na decisão de deixar Friends de lado um pouco (ou não).

Consegui ler A Cidade e as Serras (único livro que desde o ano passado não consegui acompanhar de jeito nenhum) o que me atrasou em todas as outras leituras obrigatórias do vestibular. Julho será sem dúvidas, dedicado a todas elas. Pra conseguir suportar o realismo de Eça de Queiroz, intercalei a leitura com Como Eu Era Antes de Você, da Jojo Moyes. 

Os caras da banda Red Hot Chili Peppers deram o ar da graça nesse mês lançando The Getaway, que já está disponível no Spotify, apreciem.

Não li muitas coisas pela internet da vida, mas entre meus links preferidos, estão:

Uma Defesa Apaixonada das Comédias Românticas.
Em Defesa de Lorelai Gilmore.

Por hoje é só, meus queridos. Me passem uns filminhos bons aí nos comentários? Saudades terminar um filme sentindo que a vida vale a pena. 

Aquele em que eu falo sobre Maio.

Maio foi um mês difícil para todos nós, não é mesmo? É por isso que vou evitar colocar qualquer tipo de reclamação nesse post, acredito que nenhum de nós precise de mais notícias ruins do que todas as que querendo ou não recebemos nas últimas semanas. Então vamos falar de filmes? Vamos falar de filmes!

Como tudo o que eu queria no meu tempo livre era gastar a menor quantidade possível de neurônios já adianto que os filmes, eles não são cultos and I regret nothing. 

Analisando o Amor (ou Louca Terapia).
Samantha (Courteney Cox) é essa pessoa com algumas fobias que tem um trabalho ruim como jornalista, saiu recentemente de uma relação que estava boa apenas para ela e não só decide começar uma terapia como faz o favor de ser a causa do surto da própria psicóloga. Um belo dia decide substitui-la porque foi a única maneira possível que encontrou de se aproximar do seu sonho de consumo hétero e as coisas acontecem, como sempre. Aparece um carinha que em nenhum momento aparenta ter as capacidades mentais em um estado consideravelmente bom, mas que faz a gente shippar muito e menina Samantha fica um bom tempo nesse vai e vem. Pelo nome a gente já sabe que é um filme completamente Sessão da Tarde. Ruim? Ruim. Devia ter assistido série? Devia ter assistido série, mas fica ai o aprendizado pra da próxima vez em que eu ver um filme que tenha alguma relação com Psicologia/Psiquiatria pensar mais antes de assistir, né?

Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida.

O filme que eu só assisti porque me identifiquei com o título™.
Clara é o tipo de pessoa que não tem voz pra nada. Cursa Medicina por pressão dos pais e por isso mata aula todos os dias. Me revoltou o descaso da personagem? Mas é claro! Quis gritar "PAGA AS MINHAS MENSALIDADES ENTÃO!"? Sem dúvidas. Tem como explicar um filme cuja história já ficou bem resumida no título? Não tem.



Precisamos Falar Sobre o Kevin (reassistido).

Meu professor de redação acabou comentando sobre o filme em uma das aulas e fui tomada pela saudade do rosto de Ezra Miller, de modo que precisei rever. É o único filme bom do mês, mas ainda assim não é o melhor do mundo. Fala obviamente sobre Kevin, uma criança com transtorno de personalidade que cresce mostrando esse seu lado apenas para a mãe. Não recomendo assistir em dias de desgraçamento mental, de nada.



Qual Seu Número?


Chris Evans é esse homem que me torna uma hétero insuportável. Que rosto, que braço, que contorno! No filme ele é o vizinho garanhão da Anna Faris, que um belo dia começa a conversar com ela e por ironia do destino se apaixona pela mesma. Um filme que na minha mente problematizadora não é recomendável, mas que da pra passar o tempo. 




Se Eu Ficar.

Em uma conversa com uma amiga, comentamos sobre nossos filmes adolescentes preferidos e esse estava na lista dela, que no mesmo momento me convenceu a assisti-lo. Mia é uma adolescente com a vida aparentemente normal: uma única melhor amiga, não gosta muito das pessoas do colégio, até que Adam, o típico músico jaqueta-de-couro-oh-my-feelings aparece em sua vida e adivinhem? A menina nem dá as caras nos corredores, mas é claro que ele ia se apaixonar por ela, porque é assim que as coisas acontecem no universo paralelo. A família da Mia sofre um acidente de carro e o filme é contado por essa perspectiva que já está no seu nome: se eu ficar, vai dar no quê? Dei umas choradinhas no meio da madrugada com tanta coisa ruim acontecendo de uma vez só na vida da pobre coitada? Dei sim, amigos.

 Friends - Sétima e Oitava temporadas.


Passei metade do mês de Maio emburrada com o universo o que explica essa frequência maior de filmes e séries. Vou ter que mudar isso a partir de Julho de qualquer forma, então me deixem aproveitar esses poucos momentos ilusórios. Fico bem triste chegando na oitava temporada porque percebo uma coisa que me incomoda muito: transformam o Joey em um personagem mais estúpido. É engraçado até certo ponto, mas já começou a ser algo forçado. Nem minha série favorita escapa dessa minha mania de ser chatinha com tudo, fazer o quê.



No quesito livros fui muito adulta: Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Cortiço, Vidas Secas e Sonetos de Camões. Ah, o vestibular, que época de merda linda!

Thom Yorke pode ter só 1,66 de altura, mas é uma pessoa gigante no mundo da música. A Moon Shaped Sool é o novo álbum da banda Radiohead e eu não sou capaz de idolatrar nenhuma outra banda no momento, fica ai o convite para vocês me acompanharem nessa. 

Li muita coisa boa na internet e acabei perdendo grande parte dos links, mas deixo aqui os que ainda lembro:


E como não falar do Valkírias? Um site sobre cultura pop feito por mulheres, para mulheres, com muita (eu disse muita!) coisa boa, mas vou deixar aqui os meus preferidos:


É com esse Beagle voador que me despeço.
PAZ.

© Limonada
Maira Gall