MÃE DE PET
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Só acontece comigo #84

Todos os posts da série "só acontece comigo" aconteceram antes do dia 14 de Março de 2020, data em que se iniciou o período de quarentena. Fique em casa. 



Se você tem um cachorrinho em casa, sabe que para passear com ele é necessário se munir de saquinhos para recolher possíveis necessidades fisiológicas. É algo que nem aprendemos, uma atividade inerente ao ser humano: se vou sair com o bichinho, automaticamente uma sacola aparece em minhas mãos. Mágica. 


Era um dia de semana, minha mãe havia acabado de chegar do trabalho e como Paçoca, a primeira de seu nome, nossa cachorrinha de estimação, não aceita passear apenas com uma de nós, fomos as três caminhar pela vizinhança. Munidas da sacolinha, é claro.


Paçoca é uma cachorrinha apaixonada por matos em geral. Grama, flores, árvores, parecem ser seus calmantes. E ali estávamos nós, paradas em uma calçada com uma plantação de flores, as quais Paçoca estava cheirando enquanto sentou. Apenas sentou. 


O morador da casa, um homem por volta dos sessenta-e-pouco anos, chegou em sua bicicleta e o barulho assustou o animalzinho, que se encolheu e empacou, sem querer sair do lugar. O homem reclamou de algo com a voz "para dentro", e apesar de eu não ter entendido uma só palavra do que ele disse, minha mãe entendeu e respondeu.


-- Senhor, ela não fez cocô aí.

-- PALHAÇADA, VEM NA FRENTE DA CASA DOS OUTROS PRA CAGAR. 


Paçoca tinha tanto medo que uma única bolinha de cocô não seria capaz de sair dela, de tão encolhida que estava, e o homem continuou reclamando enquanto tentávamos atravessar com ela no colo. 


-- TEM QUE SAIR COM SACOLINHA, PIPIPIPOPOPO. 


E eu, tomada por uns instinto materno, me virei lentamente e quando vi as palavras já tinham saído. 


-- Senhor, ninguém cagou na sua casa, só você. 


Todos os dias da minha vida ainda penso em colocar o cocô da Paçoca em uma carta e entregar na residência. Desculpa. 

Para Paçoca, com amor.

Crescer sendo filha única fez com que, principalmente na infância, eu sentisse falta de companhias que não fossem mais adultas. A primeira lembrança que tenho relacionada a isso é de quando tinha quatro anos e pedi um cachorro para os meus pais. Tive o pedido negado, o que me levou a guardar uma formiga em uma caixinha de Tic Tac para ser minha melhor amiga, mas por algum motivo ela não gostou tanto da ideia e acabou sumindo. Depois disso houve um momento de "pena" vindo dos meus genitores e ganhei um peixe. Ele morreu em poucos meses porque já tinha vindo pra casa doente, então alguns anos depois, ganhei outro peixe, que viveu por quatro anos, e após um tempo, minhas tentativas de acolher peixes acabaram com a morte do casal Ping e Pong -- ela morreu, ele se sentiu solitário e em pouco tempo também faleceu. 

Apesar de todos esses casos, a minha vontade de ter um cachorro continuou existindo. Cachorros são meus animais "domésticos" preferidos, então parar de desejá-los era algo impensável, mesmo que com os anos eu simplesmente tenha parado de insistir para ter um.

No entanto, quando os vinte anos bateram na minha porta, a vontade pareceu crescer de uma forma incontrolável, e eu voltei a permitir que a vontade se manifestasse em voz alta. Pedi, mostrei vídeos de cachorros fazendo palhaçadas todos os dias para a minha mãe, corri atrás de feiras de adoção só para cutucar com indiretas como "Tal dia tem feira, vários filhotes fofos", e bem próximo ao meu aniversário, minha mãe cedeu e fomos juntas a única feira de adoção em que já estive. 

Não aconteceu no primeiro momento. Vi muitos outros cachorros antes, brinquei com eles e os acariciei, mas não pensei em levar nenhum até então. Olhei para a frente e vi um montinho de pelos pretos que dormia, e enquanto me aproximava, a vi sendo esmagada por outro filhotinho que a fez resmungar e andar para outro cantinho, onde se enrolou de novo e voltou a dormir. "Posso pegar no colo?", "Pode", e ela se aconchegou e dormiu. 



Não nos conhecemos no seu aniversário, mas o dia 4 de Abril é tão importante quanto o dia 26 de Maio. Eu estava em um momento muito difícil e solitário, e saber que um espaço de tempo tão curto foi o suficiente para que eu encontrasse a Paçoca quando eu mais precisava de companhia sempre me faz ver significados intangíveis. 

Nesse um ano de vida dela e quase um ano de convivência eu já a defendi muito -- filhotes dão trabalho e ter paciência nem sempre é fácil --, chorei quando a vi doentinha, mas ri o triplo de tudo isso com cada descoberta, curiosidade e brincadeirinha dela. A Paçoca não sabe, mas me salvou de um lugar muito feio, para o qual eu não quero ter que voltar nunca mais -- e sei que com ela, não irei. 

Dizem que quando as coisas são boas, o tempo passa rápido. Nem acredito que hoje você faz um ano, Paçoca.

Be bostra as ibagens: Dezembro de 2018.

Tanta coisa já aconteceu por aqui nesse início de ano que é até estranho relembrar meu Dezembro através de algumas fotos tiradas. Como assim foi só o mês passado, gente? Certeza que não foi há cinco anos? São poucas fotos dessa vez, mas todas ficaram (ao meu ver) bonitas. 

Paçoca, a primeira de seu nome, encerra seu ano pós adoção. 



Eu sou tão mãe de pet descontrolada que a qualquer momento sinto que vai aparecer algum comentário pedindo pra PELO AMOR DE DEUS eu parar de falar da minha cachorra. Vocês me perdoem, mas não vai acontecer. 2018 foi meu primeiro ano da vida toda com uma cachorrinha em casa, e eu jamais imaginei que seria capaz de amar tanto uma criaturinha. Paçoquinha tomou banho fora de casa pela primeira vez, e voltou com dois lacinhos vermelhos em cada orelha. Não tem animal mais lindo que esse, é isto. 

Reencontros. 




Nos quarenta e cinco do segundo tempo fui reencontrar alguns amigos que estavam espalhados pelo Estado -- e até pelo país -- depois de terem sido aprovados nas suas respectivas universidades. Nos encontramos nos arredores do Minhocão, lugar que tem muita coisa AlTeRnAtIvA aqui em SP. No sentido horário: um prédio que fica do ladinho do Minhocão, com essa arte que achei lindíssima; uma possível catedral, mas que chamo de igreja, pois carrego um total de zero entendimento sobre o catolicismo; outro prédio mais próximo à Praça Franklin Roosevelt, cuja arte também me chamou atenção, e por fim, eu mesma sendo flagrada enquanto tirava a primeira foto. Ah, em Dezembro cortei o cabelo depois de UM ANO sem o fazer. Que alívio, meus amigos. 

2018 acabou, e assim encerro o meu BE BOSTRA AS IBAGENS 2018 EDITION. Que venha 2019!

Be bostra as ibagens: Novembro de 2018.

Lembram quando no Be Bostra as Ibagens passado, eu disse que o próximo certamente não teria muitas fotos? Bom, eu estava certíssima. Porém, apesar de não ser nenhuma visita à Curitiba, as fotos desse mês conseguem ter significado em cada detalhe, o que no fim de tudo é o exato propósito da fotografia, e consequentemente, desse tipo de post para mim. 

Mimos, tá meninas?



Tenho um grupo chamado Blogueiras Pobres, com a Manu do Beyound Cloud Nine, e a Natalia, do Lapsos, que serve basicamente pra jogarmos todas as nossas revoltas de pessoas pobres&blogueiras na rodinha. Em um dia entramos no assunto ebooks e mercado literário -- a gente costuma falar bastante sobre isso, porque como pessoas pobres, achamos um absurdo determinados preços, como é de se imaginar --, e papo vai, papo vem, Natalia comentou que tinha um Kindle sem uso em casa e quando dei por mim já estava recebendo o carteiro no meu portão com a entrega. SEI LÁ, TER AMIGAS É UM NEGÓCIO DOIDO! Além de tudo ela me mandou uma cartinha, e esse livro do Anthony Marra, porque lembrou de mim com uma passagem dele, e ainda a grifou!!! JÁ FALEI QUE TER AMIGAS É UM NEGÓCIO DOIDO? Fiquei muito feliz com todo o carinho e com o fato de estar recebendo uma carta, me senti muito querida e cuidada por saber que alguém tirou um tempinho do seu dia pra me escrever, e o tanto de coisa que eu já li nesse Kindle, que maravilha essa invenção, minha gente! Ano passado, como comentei aqui, a Manu também me presenteou com uma edição de O Admirável Mundo Novo, e olha, eu não vejo a hora de ter um emprego, pra ter como mimar minhas amigas que moram em Estados distantes também. Ainda bem que no meio dessa internet toda a gente se encontrou, amo vocês duas!

Uma escrivaninha?



Lá em 2015, quando comecei minha jornada pelos cursinhos pré-vestibular da vida, meu pai me presenteou com uma escrivaninha. PORÉM, como é da minha vida que estamos falando, a mesma foi comprada pela internet, e por isso não tinha ninguém minimamente capacitado para montá-la. A coisa ficou toda bamba, é uma madeira bem frágil, a gaveta vive caindo, então eu simplesmente deixei de insistir e continuei estudando ou na mesa da cozinha, ou fora de casa. A escrivaninha, no fim, é uma estante-não-estante para os meus livros, e como nesse dia aí eu tinha arrumado meu quarto, quis registra-la numa foto pra lembrar que nem sempre tudo vai ter o propósito que pensávamos, mas que sempre dá pra contornar a situação e fazer o melhor possível com ela. Eu tenho dessas de ver filosofia ruim em cada canto da vida, vocês me perdoem. 

Meu lugar no mundo.



A biblioteca municipal da minha cidade é basicamente meu cantinho no mundo. De todos os lugares possíveis, é lá que sempre vou quando preciso organizar as ideias ou sentir que algo dentro de mim ainda existe. Dia desses, em uma das minhas visitas à ela, notei que haviam plantado esse canteiro de flores da foto. Foi simbólico pra mim por eu estar entrando em uma nova fase da vida e tentando MUITO me redescobrir. Pensei que se meu lugar favorito sofre mudanças e continua me pertencendo tanto quanto antes, nada mais justo do que me reinventar e descobrir que ainda sou completamente minha. As filosofias baratas, elas não param. 

Paçoca, a primeira de seu nome.



Paçoca continua sendo uma caixinha de surpresas peluda. Nunca imaginei que adotar um bichinho iria mudar tanto minha vida -- e sempre pra melhor. De todas as decisões que já tomei, ter escolhido essa bolinha de pelos que cabia em uma só mão na feira de adoção foi a melhor delas. Fala se não é a fuça mais linda desse mundo?

Apesar de essas fotos ainda serem de Novembro, esse é o último Be Bostra as Ibagens de 2018. Ano que vem volto aqui pra falar sobre Dezembro. Espero vocês nessa viagem pelo tempo. 

Be bostra as ibagens: Setembro de 2018.

Três coisas são certas na vida: a morte, o especial de fim de ano com o Roberto Carlos, e o Be Bostra as Ibagens mensal nesta url. Setembro não foi um mês de grandes movimentações por aqui, o que se refletiu bastante nas poucas fotos compartilháveis que tirei. 

Paçoca ou Louro José?



A mesa da minha cozinha fica próxima à parede, o que faz com que uma das quatro cadeiras dela fique sem espaço para ocupar. Pra resolver a exclusão, a mesma fica próxima a pia, e dona Paçoca, que não perde a oportunidade de roubar comida quando pode, se aproveitou da situação e fez dela sua cadeira oficial.

Se tem alguém lavando a louça, Paçoca também estará lá pra olhar; se alguém estiver cozinhando, Paçoca estará lá; se você respirar na cozinha, Paçoquinha saberá e imediatamente convocará o Louro José que há nela para ficar sentada te encarando (e lambendo o focinho, como é possível reparar pela foto).

Girando, girando, girando de lado.



Gosto muito da natureza de forma geral, mas não sou uma pessoa de flores. Acho-as lindas e fotografo a grande maioria que encontro, mas não gosto de recebê-las porque realmente acho que ficam melhores se em seus locais naturais. Foi por isso que diante de tantos girassóis -- já fora de seus lugares, infelizmente --, por dez reais em um supermercado, optei por não levar nenhum e só gravar na memória (minha e do meu celular) suas cores. Eu é que não quero ser culpada por acabar não cuidando direito de uma flor tão bonita (é a minha preferida, pro interesse de ninguém). 

Por hoje é isso, prometo fazer melhor na próxima. 

Be bostra as ibagens: Agosto de 2018.

Mais um mês, mais um "Be bostra as ibagens". 🙌

Paçoca: tudo o que realmente importa.


Definitivamente não estou em uma das minhas melhores fases, mas adotar a Paçoca me trouxe muita coisa boa, e apesar de toda essa sensação de estar parada no espaço-tempo, as travessuras dessa coisinha peluda me fazem rir e morrer de amores até nos dias mais difíceis. Das muitas coisas que ela já me permitiu descobrir a seu respeito, seu amor por banhos de sol é uma das minhas preferidas. 



Centro da cidade.

No centro da minha cidade existe uma praça muito famosa pela igreja católica dela, e sempre que eu passava por ali, conseguia ver uma paisagem de um ângulo diferente que por muito tempo quis fotografar. Alguns dias atrás tentei tirá-la, mas por ser um lugar um pouco perigoso, tive que dar uns passos a mais e não captei exatamente o que queria, mas mesmo assim o resultado me agradou. 


No mesmo dia fui resolver algumas coisas no shopping, e patrocinada por mamãe, experimentei um dos doces do Croasonho, que foi mais do que aprovado. 


Livros.


Comecei o projeto "Rata de biblioteca" aqui no blog e no instagram, e até o momento estou muito feliz por ter tirado isso do papel e estar funcionando. Para acompanhar os posts, fotografo os livros que são resenhados, como foi com O Retrato de Dorian Gray, e O Diário da Princesa. 


E o mês de Agosto ai do outro lado, como foi? Me conta!

Be bostra as ibagens: Julho de 2018.

A incrível série de posts "Be bostra as ibagens" ultrapassou a metade do ano, o que é incrível por dois motivos: 1) um semestre todo com coragem de postar minhas fotos aqui; 2) daqui pra frente todo mundo vai notar que eu vou parando de aparecer com fotos bonitas porque é quando eu deixo de sair de casa pra chorar por causa do vestibular.

Tendo os motivos já sido apresentados, acompanhem as incríveis quatro fotos do mês:

Princesa Paçoca, a primeira de seu nome.


Paçoca, a primeira de seu nome, se mostrou contra os movimentos anti-vacina e pra demonstrar seu apoio pela ciência, no auge dos seus três meses tomou sua primeira vacina, ganhando uma coroa de princesa por bom comportamento logo em seguida. Em entrevista, a cachorra disse estar muito honrada e incentivou os seres humanos a buscar conhecimento, "Busquem conhecimento", disse ela. 

Central park.

Minha cidade tem esse lugar chamado Parque Central, e me sinto muito Nova Yorkina nele. Passei um tempo sentadinha próxima ao lago, e consegui capturar dois momentos muito bonitos. No caso, a exata paisagem que eu via...

 
... e o pôr-do-sol, às minhas costas, que deixou o céu todo rosinha.


E essas foram as incríveis quatro imagens do mês. Se até Dezembro eu conseguir ter pelo menos uma foto pra mostrar, tô no lucro. Até o próximo mês!

Be bostra as ibagens: Junho de 2018.

O bom de ter começado o projeto de mensalmente postar fotos aqui e de ter adotado a Paçoca em Maio, é conseguir acompanhar ainda mais o crescimento dela, já que quando a gente convive com o bichinho é sempre mais difícil notar as mudanças. Olhando pras fotos atuais, nem acredito que um dia ela já foi uma bolinha de pelo que não conseguia andar sem desequilibrar. 


No sentido horário: Paçoquinha em sua soneca da tarde; Paçoca, a primeira de seu nome, fazendo dengo com a patinha; Paçoca sendo leitora voraz, e por último, Paçoca brincando.

BÔNUS: PATINHAS FOFAS.


Flipop.


Fui convidada pra Flipop, e como comentei no post especial, tive momentos bem legais por lá.


Poor Journal. 


Desde o ano passado mantenho minha adaptação do Bullet Journal: o Poor Journal, especial pra pessoas que assim como eu jamais irão gastar dinheiro que não possuem com cadernos da Cícero e canetas em tons pasteis. Gostei tanto da minha capa para o mês de Junho, que resolvi compartilhar aqui.


Por hoje é só, até o próximo mês!

Só acontece comigo #72

Como disse anteriormente -- e provavelmente ainda vou falar muito --, adotei uma cachorrinha, ou como a chamo, "Paçoca Ferrari, a primeira de seu nome". Algo que poucas pessoas sabem sobre mim, afinal não é um assunto que surja com certa frequência, é que em 21 anos de vida nunca tive um animal doméstico que não fosse um peixe Betta. Mesmo assim, sempre fui apaixonada por cachorros e todas as trapalhadas que eles aprontam. Era só passar em frente de uma casa com algum na garagem/quintal que já perdia um bom tempo colocando minha mão entre os vãos dos portões e brincando um pouco com eles (e devo ser odiada por alguns vizinhos por isso).

Apesar das noites mal dormidas e das vezes em que posso ser ouvida dizendo "Paçoca" em tom de lamentação por ter que tirá-la de algum lugar errado, esse quase um mês sendo MÃE DE PET, tem sido maravilhoso, sempre tem algo a mais para descobrir sobre um cachorro, e isso inclui a rotina de  ir à veterinária para uma filhote que precisa de vacinas.

Em uma dessas idas aproveitei para conversar sobre algumas dúvidas que tinha, incluindo uma coceira constante que aparentemente não tinha relação com pulgas. Conversa vai, conversa vem, a veterinária perguntou se eu havia visto alguma mancha diferente na pele da senhorita Paçoca, e eu, mãe de primeira viagem, comentei sobre uma na barriguinha, que me preocupou um pouco.

-- Mas isso aqui é o umbigo dela, moça!


Antes um umbigo do que uma mordida de pulga, não é mesmo? Mas como os animais OUSAM ter umbigo? EU HEIN.

Be bostra as ibagens: Maio de 2018.

Vocês acreditam em astrologia? Porque eu não, mas todo mês do meu aniversário a vida parece dizer que o tal do inferno astral existe sim. Pode ser que de tanto eu não gostar do dia os acontecimentos ruins se desenrolem motivados pelo meu mau humor, ou que a maneira como os astros estão nos dias que antecedem a tal data realmente modifiquem algo (fica aí o questionamento). De qualquer forma, o mês de Maio não costuma ser muito bom por aqui, o que se refletiu um pouco nas poucas fotos que tirei. 

Não é exatamente uma fotografia, mas surgiu no Twitter uma brincadeira que consistia em se desenhar no modelo de uma batata, e como vocês podem ver, eu sou uma batata muito hipster:
 

Invasor de residências.



Um belo dia olhei para o meu quintal por volta das 9 horas da manhã e encontrei um gatinho apreciando a paisagem. Ficamos nos encarando por um tempo, tentei uma aproximação amigável, mas o bichano não era de fazer amizade com qualquer um e seguiu sua vida. 

A roda gigante. 



Surgiu essa roda gigante no estacionamento de um shopping da cidade -- ainda não andei, mas QUERO --, que funciona só quando anoitece e muda de cor constantemente. Gostaria de ter tirado uma foto melhor, que valorizasse mais o quanto ela é bonita pessoalmente, mas o tempinho nublado não colaborou. 

Mãe de pet.



Fazia tempo (anos, pra ser mais exata), que pedia um cachorro pra minha mãe e sempre tive o pedido negado, com certa razão até pela rotina da casa. Nos últimos meses ela foi se entregando mais, começamos a procurar por sites e feiras de adoção, até que no dia 20 de Maio fomos despretensiosamente em uma feira pequena e nos deparamos com uma filhote peludinha de quarenta e cinco dias que na mesma hora em que deitou no nosso colo, dormiu. Desde então dona Paçoca está por aqui, me fazendo rir com as coisinhas que de pouco a pouco aprende e levando umas broncas quando se esconde atrás da geladeira ou em baixo do fogão, mas definitivamente me fazendo alguém mais feliz -- e sendo uma ótima observadora enquanto faço xixi ou lavo a louça. 

Termino o mês com esse lado do peito mais quentinho e preenchido por esse montinho de pelos pretos que gosta de correr atrás do meu pé e com um ano a mais nas costas. Até Junho!

© Limonada
Maira Gall